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CIDADE DIVIDIDA: A MODERNIDADE/COLONIAL NO ATRAVESSAMENTO DA FLÂNEUSE EM LITANIA DA VELHA, DE ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ

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Este artigo examina a divisão da malha urbana e as repetições modernas/coloniais que perpetram a organização do espaço e a experiência da flâneuse em Litania da Velha (2002), de Arlete Nogueira da Cruz (1936). A partir de análise qualitativa e revisão de literatura, a pesquisa identificou dois epicentros poéticos: corpo e cidade. O corpo da anciã, negra e pedinte, que caminha pelo Centro Histórico de São Luís – MA sublima a amalgama entre a experiência do ser e o espaço que ocupa – sendo um reflexo do outro. Esse panorama dual e indissociável, auxilia na transcrição de um terreno áspero e fragmentado que principia na divisão dos espaços, cartograficamente e/ou em seu funcionamento. No poema, a divisão citadina observada a partir da imagem da flâneuse resulta da posição econômica e social do centro antigo e da população que o habita. Ambos excluídos das políticas urbanas. O arcabouço teórico deste estudo baseia-se em Milton Santos (2001, 2013) e Rogério Haesbaert (2021), para tratar do espaço urbano; Walter Mignolo (2020), Aníbal Quijano (2005) e Walter Benjamin (2007) para pontuar as dissonâncias entre a modernidade do século XIX e a modernidade colonial. Palavras-chave: Litania da Velha; cidade; modernidade/colonial; flâneuse.
Title: CIDADE DIVIDIDA: A MODERNIDADE/COLONIAL NO ATRAVESSAMENTO DA FLÂNEUSE EM LITANIA DA VELHA, DE ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ
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Este artigo examina a divisão da malha urbana e as repetições modernas/coloniais que perpetram a organização do espaço e a experiência da flâneuse em Litania da Velha (2002), de Arlete Nogueira da Cruz (1936).
A partir de análise qualitativa e revisão de literatura, a pesquisa identificou dois epicentros poéticos: corpo e cidade.
O corpo da anciã, negra e pedinte, que caminha pelo Centro Histórico de São Luís – MA sublima a amalgama entre a experiência do ser e o espaço que ocupa – sendo um reflexo do outro.
Esse panorama dual e indissociável, auxilia na transcrição de um terreno áspero e fragmentado que principia na divisão dos espaços, cartograficamente e/ou em seu funcionamento.
No poema, a divisão citadina observada a partir da imagem da flâneuse resulta da posição econômica e social do centro antigo e da população que o habita.
Ambos excluídos das políticas urbanas.
O arcabouço teórico deste estudo baseia-se em Milton Santos (2001, 2013) e Rogério Haesbaert (2021), para tratar do espaço urbano; Walter Mignolo (2020), Aníbal Quijano (2005) e Walter Benjamin (2007) para pontuar as dissonâncias entre a modernidade do século XIX e a modernidade colonial.
Palavras-chave: Litania da Velha; cidade; modernidade/colonial; flâneuse.

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