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DIALISE NO POS-TRANSPLANTE RENAL IMEDIATO: CAUSAS E CONSEQUENCIAS
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Introdução: A necessidade de diálise no pós-transplante renal imediato (DPTI) é um evento clínico relevante, com impacto potencial sobre a função do enxerto e a sobrevida do paciente. A decisão pela indicação de diálise nesse contexto envolve múltiplos fatores, como o grau de função inicial do enxerto, complicações eletrolíticas, metabólicas e volêmicas.
Métodos: Estudo retrospectivo com pacientes ≥18 anos submetidos a transplante renal com doador falecido, entre janeiro e dezembro de 2024, que realizaram ao menos uma sessão de diálise nas primeiras 48 horas após o transplante. Foram avaliados as indicações clínicas, modalidades dialíticas, tempo até recuperação da função do enxerto e ocorrência de complicações associadas.
Resultados: De 84 pacientes transplantados com rim isolado de doador falecido, 28 apresentaram recuperação imediata/lenta da função renal e 56 (66,6%) evoluíram com função renal retardada (DGF), com necessidade de diálise na primeira semana. Um total de 55 pacientes (98,2%) com DGF foram submetidos à DPTI. Dentre estes, 13(23,6%) realizaram apenas uma sessão de diálise ao longo de todo o seguimento. Dentre os 55 pacientes que realizaram DPTI: 44 (80,0%) realizaram hemodiálise convencional (HD), 5 (9,1%) SLED, 3 (5,5%) DPA, 2 (3,6%) CRRT e 1 (1,8%) SCUF. As indicações de DPTI foram: hipercalemia isolada (n = 33), hipervolemia isolada (n = 11), hipercalemia associada à hipervolemia (n = 5), hipervolemia com escórias elevadas (n = 3), acidose com hipervolemia (n = 2), hipercalemia + hipervolemia + acidose (n = 1) e escórias isolada (n = 1). Entre os 33 pacientes que realizaram DPTI por hipercalemia isolada, 6 (18,2%) não necessitaram de novas sessões dialíticas no seguimento. A mediana de hospitalização foi de 7,5 dias nos pacientes que não dialisaram, 8,5 dias naqueles com apenas uma sessão e 16 dias naqueles com mais de uma sessão. A taxa de complicações na primeira sessão foi 32,7% (n = 18), com destaque para hipotensão (n = 6), uso de droga vasoativa (n = 3), coagulação do sistema (n = 2) e eventos combinados, como PCR, sangramento, mal-estar ou choque (n = 7). Um paciente submetido à DPA apresentou PCR.
Discussão e Conclusões: Em nossa experiência, a indicação de DTPI foi frequentemente motivada por hiperpotassemia (associada ou não com acidose), No futuro, essas sessões precoces, poderiam ser substituídas por medicamentos com melhor custo benefício no controle do potássio sérico, evitando riscos para o paciente e altos custos para o sistema de saúde.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Title: DIALISE NO POS-TRANSPLANTE RENAL IMEDIATO: CAUSAS E CONSEQUENCIAS
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Introdução: A necessidade de diálise no pós-transplante renal imediato (DPTI) é um evento clínico relevante, com impacto potencial sobre a função do enxerto e a sobrevida do paciente.
A decisão pela indicação de diálise nesse contexto envolve múltiplos fatores, como o grau de função inicial do enxerto, complicações eletrolíticas, metabólicas e volêmicas.
Métodos: Estudo retrospectivo com pacientes ≥18 anos submetidos a transplante renal com doador falecido, entre janeiro e dezembro de 2024, que realizaram ao menos uma sessão de diálise nas primeiras 48 horas após o transplante.
Foram avaliados as indicações clínicas, modalidades dialíticas, tempo até recuperação da função do enxerto e ocorrência de complicações associadas.
Resultados: De 84 pacientes transplantados com rim isolado de doador falecido, 28 apresentaram recuperação imediata/lenta da função renal e 56 (66,6%) evoluíram com função renal retardada (DGF), com necessidade de diálise na primeira semana.
Um total de 55 pacientes (98,2%) com DGF foram submetidos à DPTI.
Dentre estes, 13(23,6%) realizaram apenas uma sessão de diálise ao longo de todo o seguimento.
Dentre os 55 pacientes que realizaram DPTI: 44 (80,0%) realizaram hemodiálise convencional (HD), 5 (9,1%) SLED, 3 (5,5%) DPA, 2 (3,6%) CRRT e 1 (1,8%) SCUF.
As indicações de DPTI foram: hipercalemia isolada (n = 33), hipervolemia isolada (n = 11), hipercalemia associada à hipervolemia (n = 5), hipervolemia com escórias elevadas (n = 3), acidose com hipervolemia (n = 2), hipercalemia + hipervolemia + acidose (n = 1) e escórias isolada (n = 1).
Entre os 33 pacientes que realizaram DPTI por hipercalemia isolada, 6 (18,2%) não necessitaram de novas sessões dialíticas no seguimento.
A mediana de hospitalização foi de 7,5 dias nos pacientes que não dialisaram, 8,5 dias naqueles com apenas uma sessão e 16 dias naqueles com mais de uma sessão.
A taxa de complicações na primeira sessão foi 32,7% (n = 18), com destaque para hipotensão (n = 6), uso de droga vasoativa (n = 3), coagulação do sistema (n = 2) e eventos combinados, como PCR, sangramento, mal-estar ou choque (n = 7).
Um paciente submetido à DPA apresentou PCR.
Discussão e Conclusões: Em nossa experiência, a indicação de DTPI foi frequentemente motivada por hiperpotassemia (associada ou não com acidose), No futuro, essas sessões precoces, poderiam ser substituídas por medicamentos com melhor custo benefício no controle do potássio sérico, evitando riscos para o paciente e altos custos para o sistema de saúde.
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