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A curricularização da extensão nos cursos de tecnologia em gastronomia

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Historicamente, a extensão universitária esteve associada a uma função social das universidades. A sua finalidade formativa emerge de um contexto recente, especialmente depois da realização do l Encontro de Pró-Reitores de extensão das Universidades Públicas Brasileiras, em 1987, onde se formulou um novo conceito de extensão. Com a publicação da Constituição Federal (1988), no art. 207, ficou estabelecida a equidade entre ensino, pesquisa e extensão, por meio do Princípio da Indissociabilidade. A partir de então, sob a égide do FORPROEX, tem início a um tensionamento, junto as instancias superiores, para tornar a extensão universitária uma política pública do ensino superior. Em face do exposto, foram promulgadas diversas normativas com o intento de regulamentar a extensão nos currículos, o que culminou na publicação da Resolução CNE/CES nº 7/2018, que regulamentou o Plano Nacional de Educação (2014), instituiu a curricularização da extensão, definindo que 10% (dez por cento) da carga horária total dos cursos superiores, sejam reservados para a extensão. Os Cursos Superiores de Tecnologia têm especificidades que os diferenciam das outras categorias: são cursos de curta duração, cujos currículos são mais especializados e voltados ao mercado de trabalho. À vista disso, a partir da revisão bibliográfica e documental, este artigo analisou o cumprimento da Resolução CNE/CES nº 7/2018 em quatro Projetos Pedagógicos de Cursos de Tecnologia em Gastronomia, ofertados em Institutos Federais da Educação Profissional, da Região Nordeste. Dado o exposto, esse estudo se justifica, principalmente em razão da crescente procura pelos cursos Tecnológicos do ensino superior. Os resultados apontam que, não obstante todas as determinações legais, apenas um dos cursos tem a carga horária da extensão definida na matriz curricular, demonstrando que essa atividade ainda é tratada como uma ação complementar em três, dos quatro cursos pesquisados. 
Title: A curricularização da extensão nos cursos de tecnologia em gastronomia
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Historicamente, a extensão universitária esteve associada a uma função social das universidades.
A sua finalidade formativa emerge de um contexto recente, especialmente depois da realização do l Encontro de Pró-Reitores de extensão das Universidades Públicas Brasileiras, em 1987, onde se formulou um novo conceito de extensão.
Com a publicação da Constituição Federal (1988), no art.
207, ficou estabelecida a equidade entre ensino, pesquisa e extensão, por meio do Princípio da Indissociabilidade.
A partir de então, sob a égide do FORPROEX, tem início a um tensionamento, junto as instancias superiores, para tornar a extensão universitária uma política pública do ensino superior.
Em face do exposto, foram promulgadas diversas normativas com o intento de regulamentar a extensão nos currículos, o que culminou na publicação da Resolução CNE/CES nº 7/2018, que regulamentou o Plano Nacional de Educação (2014), instituiu a curricularização da extensão, definindo que 10% (dez por cento) da carga horária total dos cursos superiores, sejam reservados para a extensão.
Os Cursos Superiores de Tecnologia têm especificidades que os diferenciam das outras categorias: são cursos de curta duração, cujos currículos são mais especializados e voltados ao mercado de trabalho.
À vista disso, a partir da revisão bibliográfica e documental, este artigo analisou o cumprimento da Resolução CNE/CES nº 7/2018 em quatro Projetos Pedagógicos de Cursos de Tecnologia em Gastronomia, ofertados em Institutos Federais da Educação Profissional, da Região Nordeste.
Dado o exposto, esse estudo se justifica, principalmente em razão da crescente procura pelos cursos Tecnológicos do ensino superior.
Os resultados apontam que, não obstante todas as determinações legais, apenas um dos cursos tem a carga horária da extensão definida na matriz curricular, demonstrando que essa atividade ainda é tratada como uma ação complementar em três, dos quatro cursos pesquisados.
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