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Agricultura Órgano-Biológica: desafios e perspectivas atuais (Coletânea Interdisciplinar)

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No Brasil e em países de língua anglo-saxônica, convencionou-se denominar de agricultura orgânica a prática agrícola conhecida como biológica em países de língua latina, como França, Itália e Portugal. Já em países como Espanha, Dinamarca e Suécia, é referida como ecológica, e no Japão é chamada de natural. A definição dada à agricultura orgânica e biológica é convergente, caracterizando-se como um sistema de produção que evita ou exclui o uso de fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para alimentação animal, entre outros aspectos. Neste aspecto, o sistema órgano-biológico traz diversas vantagens, como a produção de alimentos livres de agrotóxicos, a prática da reciclagem do solo, o cuidado com o equilíbrio do solo e o uso de sistemas naturais para controle biológico. Além disso, o solo é considerado um sistema vivo, com um enfoque holístico que valoriza os ciclos biológicos, visando a sustentabilidade social, ambiental e econômica da unidade. Também proporciona maior qualidade aos produtos, através de uma abordagem técnica que promove um relacionamento equilibrado com o meio ambiente. Deste modo, esta obra tem sua gênese associada à componente curricular “Agroecossistemas Sustentáveis no Bioma Caatinga” ofertada no Curso de Pós-Graduação (Doutorado Profissional) em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf – Campus Juazeiro/BA). Dentre as atividades solicitadas pelas docentes responsáveis estava a necessidade de apresentar um Produto Técnico Tecnológico, que convencionou-se a produzir esta obra. Sendo assim, a obra está organizada por dois doutorandos e suas respectivas orientadoras. Sua construção se deu através de um processo de cooperação entre pesquisadores, docentes e discentes, essencialmente graduandos e pós-graduandos, que buscam qualificar as discussões nesta temática. Resulta também de movimentos e ações interinstitucionais de promoção da pesquisa e expansão, reunindo pesquisadores de diversas instituições de ensino superior públicas e privadas, das mais diversas áreas do conhecimento e de abrangência nacional e internacional. O Volume I da obra Agricultura órgano-biológica: desafios e perspectivas atuais (Coletânea Interdisciplinar) traz a contribuição de instituições de pesquisas e de redes e grupos de pesquisa focados em promover a capacitação de agricultores, agroecólogos, ambientalistas e extensionistas. Tem como objetivo coordenar atividades que valorizem o sociodesenvolvimento das sociedades atuais e futuras através da produção e socialização de conhecimentos, saberes e experiências diversas que permitam o desenvolvimento rural mais sustentável e a transição para estilos agrícolas de base ecológica. Neste volume se discute temas como: agrofloresta e multifuncionalidade no Sertão de Exu - Pernambuco – Brasil, trazendo um recorte de um relato de experiência de um cultivo orgânico; Novas territorialidades e agroecologia a partir de um relato de experiência de uma imersão agroecológica realizada no território da Chapada do Araripe. A obra traz ainda um Guia Didático sobre práticas regenerativas em agricultura dependente de chuva, pontuando observações em um sistema agroflorestal localizado na comunidade do Capim, Petrolina-PE. Também discute sobre “Cultivar Sustentabilidade” como desafio e perspectiva na agricultura órgano-biológica; e, ainda debate a agricultura familiar e os desafios da transição agroecológica a partir da Matriz Swot. Para além disso, também discorre sobre sustentabilidade dos agrossistemas baseados na transição agroecológica, traçando um diálogo baseado em teóricos como Macrae, Hill e Gliessman. E por último, e não menos importante, avalia os impactos da agricultura convencional no solo, na água e nos processos de produção agrícola, reiterando a necessária transição agroecológica, principalmente em territórios paleodunares do Estado da Bahia. Gostaríamos de parabenizar os autores pela dedicação, interesse e colaboração na criação desta obra, e esperamos que este volume inicial se torne uma ferramenta essencial para orientar e promover a pesquisa e a extensão agropecuária para estudantes, professores, agricultores, comunidades rurais, movimentos socioambientais e qualquer ator social interessado nos temas abordados.
Editora Científica Digital
Title: Agricultura Órgano-Biológica: desafios e perspectivas atuais (Coletânea Interdisciplinar)
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No Brasil e em países de língua anglo-saxônica, convencionou-se denominar de agricultura orgânica a prática agrícola conhecida como biológica em países de língua latina, como França, Itália e Portugal.
Já em países como Espanha, Dinamarca e Suécia, é referida como ecológica, e no Japão é chamada de natural.
A definição dada à agricultura orgânica e biológica é convergente, caracterizando-se como um sistema de produção que evita ou exclui o uso de fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para alimentação animal, entre outros aspectos.
Neste aspecto, o sistema órgano-biológico traz diversas vantagens, como a produção de alimentos livres de agrotóxicos, a prática da reciclagem do solo, o cuidado com o equilíbrio do solo e o uso de sistemas naturais para controle biológico.
Além disso, o solo é considerado um sistema vivo, com um enfoque holístico que valoriza os ciclos biológicos, visando a sustentabilidade social, ambiental e econômica da unidade.
Também proporciona maior qualidade aos produtos, através de uma abordagem técnica que promove um relacionamento equilibrado com o meio ambiente.
Deste modo, esta obra tem sua gênese associada à componente curricular “Agroecossistemas Sustentáveis no Bioma Caatinga” ofertada no Curso de Pós-Graduação (Doutorado Profissional) em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf – Campus Juazeiro/BA).
Dentre as atividades solicitadas pelas docentes responsáveis estava a necessidade de apresentar um Produto Técnico Tecnológico, que convencionou-se a produzir esta obra.
Sendo assim, a obra está organizada por dois doutorandos e suas respectivas orientadoras.
Sua construção se deu através de um processo de cooperação entre pesquisadores, docentes e discentes, essencialmente graduandos e pós-graduandos, que buscam qualificar as discussões nesta temática.
Resulta também de movimentos e ações interinstitucionais de promoção da pesquisa e expansão, reunindo pesquisadores de diversas instituições de ensino superior públicas e privadas, das mais diversas áreas do conhecimento e de abrangência nacional e internacional.
O Volume I da obra Agricultura órgano-biológica: desafios e perspectivas atuais (Coletânea Interdisciplinar) traz a contribuição de instituições de pesquisas e de redes e grupos de pesquisa focados em promover a capacitação de agricultores, agroecólogos, ambientalistas e extensionistas.
Tem como objetivo coordenar atividades que valorizem o sociodesenvolvimento das sociedades atuais e futuras através da produção e socialização de conhecimentos, saberes e experiências diversas que permitam o desenvolvimento rural mais sustentável e a transição para estilos agrícolas de base ecológica.
Neste volume se discute temas como: agrofloresta e multifuncionalidade no Sertão de Exu - Pernambuco – Brasil, trazendo um recorte de um relato de experiência de um cultivo orgânico; Novas territorialidades e agroecologia a partir de um relato de experiência de uma imersão agroecológica realizada no território da Chapada do Araripe.
A obra traz ainda um Guia Didático sobre práticas regenerativas em agricultura dependente de chuva, pontuando observações em um sistema agroflorestal localizado na comunidade do Capim, Petrolina-PE.
Também discute sobre “Cultivar Sustentabilidade” como desafio e perspectiva na agricultura órgano-biológica; e, ainda debate a agricultura familiar e os desafios da transição agroecológica a partir da Matriz Swot.
Para além disso, também discorre sobre sustentabilidade dos agrossistemas baseados na transição agroecológica, traçando um diálogo baseado em teóricos como Macrae, Hill e Gliessman.
E por último, e não menos importante, avalia os impactos da agricultura convencional no solo, na água e nos processos de produção agrícola, reiterando a necessária transição agroecológica, principalmente em territórios paleodunares do Estado da Bahia.
Gostaríamos de parabenizar os autores pela dedicação, interesse e colaboração na criação desta obra, e esperamos que este volume inicial se torne uma ferramenta essencial para orientar e promover a pesquisa e a extensão agropecuária para estudantes, professores, agricultores, comunidades rurais, movimentos socioambientais e qualquer ator social interessado nos temas abordados.

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