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Leptospirose: Tratamento e prevenção
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Introdução: Leptospirose é zoonose por espiroquetas do gênero Leptospira. O curso clínico é variável. Objetivo: discutir o tratamento e prevenção da leptospirose. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a abril de 2024, com descritores “leptospirosis”, “treatment” e “prevention”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 40), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A maioria dos casos de leptospirose é autolimitada na ausência de terapia antimicrobiana; no entanto, alguns desenvolvem complicações com morbidade e mortalidade significativas. Em geral, se doença grave o suficiente para chamar a atenção clínica e diagnóstico reconhecido, a antibioticoterapia deve ser indicada para encurtar a duração e reduzir a excreção de espiroquetas na urina. A abordagem varia com a apresentação clínica. Uma reação de Jarisch-Herxheimer pode ocorrer após a terapia antimicrobiana: resposta inflamatória aguda à depuração de espiroquetas da circulação, com febre, artralgia, rash e hipotensão. Para pacientes ambulatoriais com doença leve, prefere-se tratamento com doxiciclina ou azitromicina. Para adultos hospitalizados com doença grave, prefere-se tratamento com penicilina (1,5 milhão UI, venoso, 6/6 horas), doxiciclina (100 mg IV, 12/12 horas), ceftriaxona (1 a 2 g IV, 1x/dia) ou cefotaxima (1 g IV, 6/6 horas). A duração do antibiótico venoso é de sete dias. O uso de corticosteroides intravenosos foi proposto, dada a natureza vasculítica da leptospirose grave, mas sem evidências; também não há indicação de rotina para plasmaferese. Vacinas humanas foram desenvolvidas para fins epidemiológicos, mas não disponíveis. A profilaxia com doxiciclina é razoável para indivíduos com alta probabilidade de exposição em ambientes endêmicos. Conclusão: A leptospirose cursa com infecção autolimitada na maioria dos casos. Há necessidade de prevenção e de manejo terapêutico.
Nilton Lins University
Title: Leptospirose: Tratamento e prevenção
Description:
Introdução: Leptospirose é zoonose por espiroquetas do gênero Leptospira.
O curso clínico é variável.
Objetivo: discutir o tratamento e prevenção da leptospirose.
Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a abril de 2024, com descritores “leptospirosis”, “treatment” e “prevention”.
Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 40), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra.
Resultados e Discussão: A maioria dos casos de leptospirose é autolimitada na ausência de terapia antimicrobiana; no entanto, alguns desenvolvem complicações com morbidade e mortalidade significativas.
Em geral, se doença grave o suficiente para chamar a atenção clínica e diagnóstico reconhecido, a antibioticoterapia deve ser indicada para encurtar a duração e reduzir a excreção de espiroquetas na urina.
A abordagem varia com a apresentação clínica.
Uma reação de Jarisch-Herxheimer pode ocorrer após a terapia antimicrobiana: resposta inflamatória aguda à depuração de espiroquetas da circulação, com febre, artralgia, rash e hipotensão.
Para pacientes ambulatoriais com doença leve, prefere-se tratamento com doxiciclina ou azitromicina.
Para adultos hospitalizados com doença grave, prefere-se tratamento com penicilina (1,5 milhão UI, venoso, 6/6 horas), doxiciclina (100 mg IV, 12/12 horas), ceftriaxona (1 a 2 g IV, 1x/dia) ou cefotaxima (1 g IV, 6/6 horas).
A duração do antibiótico venoso é de sete dias.
O uso de corticosteroides intravenosos foi proposto, dada a natureza vasculítica da leptospirose grave, mas sem evidências; também não há indicação de rotina para plasmaferese.
Vacinas humanas foram desenvolvidas para fins epidemiológicos, mas não disponíveis.
A profilaxia com doxiciclina é razoável para indivíduos com alta probabilidade de exposição em ambientes endêmicos.
Conclusão: A leptospirose cursa com infecção autolimitada na maioria dos casos.
Há necessidade de prevenção e de manejo terapêutico.
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