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ALERGIA AO LEITE DE VACA IGE NÃO MEDIADA: REVISÃO DE LITERATURA

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Introdução: A alergia alimentar é um problema de saúde pública mundial, com prevalência estimada de 6% em crianças de até 3 anos, sendo o leite de vaca um dos principais alérgenos alimentares dessa faixa etária. A fisiopatologia da alergia ao leite de vaca relaciona-se com mecanismos mediados ou não por anticorpos IgE, fatores genéticos, ambientais, dietéticos e imprecisão das ferramentas de defesa do TGI. Objetivos: Analisar aspectos pertinentes acerca da alergia ao leite de vaca por mecanismo IgE não mediada e o quadro clínico apresentado. Material e Métodos: Revisão bibliográfica realizada nas plataformas SciELO, PubMed e ELSEVIER de artigos publicados entre 2014 e 2021. Resultados: Reações não mediadas por IgE não têm manifestações imediatas, como a hipersensibilidade tipo I, uma vez que o surgimento de sintomas, como náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, podem acontecer em até 48 horas ou depois de mais tempo, existindo relatos de casos com manifestações clínicas uma semana após ingestão do leite de vaca. Apesar de evidências limitadas na literatura, os mecanismos envolvidos são de hipersensibilidade tipo IV, reações citotóxicas com trombocitopenia e reações por imunocomplexos, tendo por alvo em comum a proteína caseína do leite. Esse tipo de alergia é responsável pelas seguintes manifestações: a) proctocolite, com presença de sangue nas fezes e eosinofilia sanguínea, mas sem comprometimento significativo para crianças; b) refluxo gastroesofágico, que apresenta vômito impulsivo, regurgitações persistentes, aceitação alimentar ruim, tronco em posição arqueada, menor rapidez de ganho de peso e, c) síndrome da enterocolite induzida por proteína alimentar, que configura uma manifestação severa e heterogênea, mais comum em lactentes sem amamentação exclusiva, com vômitos não tratáveis, hipotonia, palidez, diarreia, acidose metabólica, desidratação e choque, por isso considera-se quadro de urgência. A maioria dos casos de alergia não mediada por IgE tem manejo clínico e diagnóstico confirmado com teste de provocação oral (TPO) juntamente com dieta de exclusão. Conclusão: A alergia a caseína não IgE mediada apresenta frequentemente manifestações gastrointestinais tardias e é comumente de condução ambulatorial. Estudos são necessários para avaliar o quão frequentes são as mudanças de mecanismos não IgE para IgE mediados com a evolução da doença.
Title: ALERGIA AO LEITE DE VACA IGE NÃO MEDIADA: REVISÃO DE LITERATURA
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Introdução: A alergia alimentar é um problema de saúde pública mundial, com prevalência estimada de 6% em crianças de até 3 anos, sendo o leite de vaca um dos principais alérgenos alimentares dessa faixa etária.
A fisiopatologia da alergia ao leite de vaca relaciona-se com mecanismos mediados ou não por anticorpos IgE, fatores genéticos, ambientais, dietéticos e imprecisão das ferramentas de defesa do TGI.
Objetivos: Analisar aspectos pertinentes acerca da alergia ao leite de vaca por mecanismo IgE não mediada e o quadro clínico apresentado.
Material e Métodos: Revisão bibliográfica realizada nas plataformas SciELO, PubMed e ELSEVIER de artigos publicados entre 2014 e 2021.
Resultados: Reações não mediadas por IgE não têm manifestações imediatas, como a hipersensibilidade tipo I, uma vez que o surgimento de sintomas, como náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, podem acontecer em até 48 horas ou depois de mais tempo, existindo relatos de casos com manifestações clínicas uma semana após ingestão do leite de vaca.
Apesar de evidências limitadas na literatura, os mecanismos envolvidos são de hipersensibilidade tipo IV, reações citotóxicas com trombocitopenia e reações por imunocomplexos, tendo por alvo em comum a proteína caseína do leite.
Esse tipo de alergia é responsável pelas seguintes manifestações: a) proctocolite, com presença de sangue nas fezes e eosinofilia sanguínea, mas sem comprometimento significativo para crianças; b) refluxo gastroesofágico, que apresenta vômito impulsivo, regurgitações persistentes, aceitação alimentar ruim, tronco em posição arqueada, menor rapidez de ganho de peso e, c) síndrome da enterocolite induzida por proteína alimentar, que configura uma manifestação severa e heterogênea, mais comum em lactentes sem amamentação exclusiva, com vômitos não tratáveis, hipotonia, palidez, diarreia, acidose metabólica, desidratação e choque, por isso considera-se quadro de urgência.
A maioria dos casos de alergia não mediada por IgE tem manejo clínico e diagnóstico confirmado com teste de provocação oral (TPO) juntamente com dieta de exclusão.
Conclusão: A alergia a caseína não IgE mediada apresenta frequentemente manifestações gastrointestinais tardias e é comumente de condução ambulatorial.
Estudos são necessários para avaliar o quão frequentes são as mudanças de mecanismos não IgE para IgE mediados com a evolução da doença.

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