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A POLÍTICA SEM TÉLOS EM JACQUES RANCIÈRE E MICHEL FOUCAULT
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O presente artigo se destina a pensar de que maneira os pensamentos de Michel Foucault e de Jacques Rancière propõem formas políticas sem télos. Ambos os teóricos se distanciam das lógicas que vinculam a política a determinados fins bem delineados, se interessando justamente por aquilo que há de incerto e indeterminado nas consequencias de sua irrupção. Para estes filósofos a política estaria relacionada, antes de tudo, a acontecimentos, pequenas insurgências que fraturam algo da ordem estabelecida, acarretando na produção de novas subjetividades. Sendo assim, a política aparece como uma ação que se dá primordialmente na ordem dos sujeitos, ou melhor, dos modos de subjetivação. Com este intuito, analisaremos a atitude crítica, sob as formas de desassujeitamento no jogo da verdade, que Michel Foucault constrói em seus textos sobre o Aufklärung kantiano. Este conjunto de textos será cotejado por entrevistas e textos para jornal, onde o filósofo deixa entrever algumas de suas concepções políticas. Relacionamos alguns de seus pressupostos às fraturas na partilha do sensível, constitutivas da irrupção política elaborada pelo filósofo Jacques Rancière em O desentendimento. Ao final, associaremos estas elaborações filosóficas a um pensamento que se esforça em acontecimentalizar a História, recusando a predominância de uma teleologia que dificilmente abriga a contingência.
Title: A POLÍTICA SEM TÉLOS EM JACQUES RANCIÈRE E MICHEL FOUCAULT
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O presente artigo se destina a pensar de que maneira os pensamentos de Michel Foucault e de Jacques Rancière propõem formas políticas sem télos.
Ambos os teóricos se distanciam das lógicas que vinculam a política a determinados fins bem delineados, se interessando justamente por aquilo que há de incerto e indeterminado nas consequencias de sua irrupção.
Para estes filósofos a política estaria relacionada, antes de tudo, a acontecimentos, pequenas insurgências que fraturam algo da ordem estabelecida, acarretando na produção de novas subjetividades.
Sendo assim, a política aparece como uma ação que se dá primordialmente na ordem dos sujeitos, ou melhor, dos modos de subjetivação.
Com este intuito, analisaremos a atitude crítica, sob as formas de desassujeitamento no jogo da verdade, que Michel Foucault constrói em seus textos sobre o Aufklärung kantiano.
Este conjunto de textos será cotejado por entrevistas e textos para jornal, onde o filósofo deixa entrever algumas de suas concepções políticas.
Relacionamos alguns de seus pressupostos às fraturas na partilha do sensível, constitutivas da irrupção política elaborada pelo filósofo Jacques Rancière em O desentendimento.
Ao final, associaremos estas elaborações filosóficas a um pensamento que se esforça em acontecimentalizar a História, recusando a predominância de uma teleologia que dificilmente abriga a contingência.
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