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A história-imagem da arte: alegoria, ruínas e a escritura em Johan Joachim Winckelmann
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A invenção do campo de saber nomeado “História da Arte Ocidental” confirma- se como fabricação e fabulação escriturárias nas páginas do historiador da arte alemão Johann Joachim Winckelmann (1717-68). O arrebatamento estético que captura Winckelmann ao deparar ocular e presencialmente com as ruínas da Antiguidade Clássica em Roma, instaura um modo completamente outro, naquilo que concerne ao antiquarismo setecentista vigente então, na lida com a relíquia – relicta – este resto de objeto ao redor do qual a ruína se converte na figura alegórica por excelência que se destaca da paisagem escritural winckelmanniana. É a dimensão estética que fará sujeito da linguagem e sujeito vidente se equacionarem no desconcerto de uma razão escritural em que o tom – tropikos – do escrito concentra as potências figurativas do princípio ecfrasal, encenando uma repetida e determinante vez, a fricção entre logos (linguagem) e eikon (imagem), em que só a razão tropológica aparenta tocar no objeto estético sem a pretensão do esgotamento.
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Title: A história-imagem da arte: alegoria, ruínas e a escritura em Johan Joachim Winckelmann
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A invenção do campo de saber nomeado “História da Arte Ocidental” confirma- se como fabricação e fabulação escriturárias nas páginas do historiador da arte alemão Johann Joachim Winckelmann (1717-68).
O arrebatamento estético que captura Winckelmann ao deparar ocular e presencialmente com as ruínas da Antiguidade Clássica em Roma, instaura um modo completamente outro, naquilo que concerne ao antiquarismo setecentista vigente então, na lida com a relíquia – relicta – este resto de objeto ao redor do qual a ruína se converte na figura alegórica por excelência que se destaca da paisagem escritural winckelmanniana.
É a dimensão estética que fará sujeito da linguagem e sujeito vidente se equacionarem no desconcerto de uma razão escritural em que o tom – tropikos – do escrito concentra as potências figurativas do princípio ecfrasal, encenando uma repetida e determinante vez, a fricção entre logos (linguagem) e eikon (imagem), em que só a razão tropológica aparenta tocar no objeto estético sem a pretensão do esgotamento.
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