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Variabilidade espacial e temporal das precipitações pluviais no Vale do Ribeira de Iguape
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O presente trabalho tem por objetivo, realizar uma análise temporal e espacial das precipitações, aplicando-se a técnica dos anos-padrão, avaliando a participação do fenômeno ENOS nas precipitações do Vale do Ribeira de Iguape, comparando o resultado dos anos-padrão com os dados de ocorrência dos fenômenos ENOS durante o período de 1970-2017. Na análise temporal, os dados foram analisados através da estatística descritiva em escala, mensal, sazonal (período chuvoso e período seco) e anual. Para a espacialização em escala anual aplicou-se o método de interpolação krigagem no software ARCgis 10.3. Na realização da caracterização das precipitações utilizou-se da metodologia Box Plot na identificação de anos-padrão mensais e anuais, a partir do método utilizado em estudos voltados para a identificação de anos-padrão. Com os resultados obtidos através dos anos padrão foi possível comparar com os anos de atuação dos fenômenos ENOS. Os resultados demonstraram que a região sofre influência do efeito orográfico em suas precipitações, tendo em vista que, ao se realizar a espacialização dos totais pluviais observamos que os maiores valores estão localizados, sobretudo nas proximidades da Serra do Mar e próximo ao oceano e os menores totais estão a sotavento dos pontos de maior elevação. O Vale do Ribeira de Iguape tem uma precipitação média de 1692,1 mm, o mês com maior média da série histórica registrada da área de estudo é janeiro com 263,1 mm , com a menor média registrada é o mês de agosto com 65,1 mm. Após a aplicação da técnica na identificação dos anos padrão pode-se observar que a maior parte dos meses e anos foram classificados como normais, porém, observou-se anos/meses com precipitações acima da média e abaixo da média, sendo classificadas como secos e úmidos||Ao comparar os resultados obtidos em escala anual evidenciou-se que houve sim alguns anos que foram classificados como anos com desvios positivos e negativos e que houve influência dos fenômenos El Niño e La Niña. A região apresentou uma variabilidade semelhante em anos centrais de El Niño forte, caracterizada pelo excesso de chuvas, mas nos anos de La Niña não apresentou um comportamento uniforme, caracterizando a escassez de chuvas. Já os resultados em escala mensal, demonstram que as precipitações na maioria dos anos de El Niño tiveram um excedente nos totais mensais principalmente na primavera (outubro, novembro e dezembro) e no final do verão (janeiro, fevereiro e março). A fase de La Niña, na maioria dos anos de sua influência, as secas se destacaram na primavera (setembro e outubro) e final do verão (fevereiro e março). O Vale do rio Ribeira de Iguape, foi influenciado por esses eventos em suas chuvas mensais e sem seus totais anuais, mas não houve um padrão uniforme de acordo com a classificação, pois há eventos que foram considerados fracos e influenciaram a chuvas na região, mas também, há eventos considerados fortes que não influenciaram as chuvas na área de estudo. Dessa forma, é necessário analisar e compreender outros fenômenos atmosféricos que podem interferir nas dinâmicas das precipitações na região
Title: Variabilidade espacial e temporal das precipitações pluviais no Vale do Ribeira de Iguape
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O presente trabalho tem por objetivo, realizar uma análise temporal e espacial das precipitações, aplicando-se a técnica dos anos-padrão, avaliando a participação do fenômeno ENOS nas precipitações do Vale do Ribeira de Iguape, comparando o resultado dos anos-padrão com os dados de ocorrência dos fenômenos ENOS durante o período de 1970-2017.
Na análise temporal, os dados foram analisados através da estatística descritiva em escala, mensal, sazonal (período chuvoso e período seco) e anual.
Para a espacialização em escala anual aplicou-se o método de interpolação krigagem no software ARCgis 10.
3.
Na realização da caracterização das precipitações utilizou-se da metodologia Box Plot na identificação de anos-padrão mensais e anuais, a partir do método utilizado em estudos voltados para a identificação de anos-padrão.
Com os resultados obtidos através dos anos padrão foi possível comparar com os anos de atuação dos fenômenos ENOS.
Os resultados demonstraram que a região sofre influência do efeito orográfico em suas precipitações, tendo em vista que, ao se realizar a espacialização dos totais pluviais observamos que os maiores valores estão localizados, sobretudo nas proximidades da Serra do Mar e próximo ao oceano e os menores totais estão a sotavento dos pontos de maior elevação.
O Vale do Ribeira de Iguape tem uma precipitação média de 1692,1 mm, o mês com maior média da série histórica registrada da área de estudo é janeiro com 263,1 mm , com a menor média registrada é o mês de agosto com 65,1 mm.
Após a aplicação da técnica na identificação dos anos padrão pode-se observar que a maior parte dos meses e anos foram classificados como normais, porém, observou-se anos/meses com precipitações acima da média e abaixo da média, sendo classificadas como secos e úmidos||Ao comparar os resultados obtidos em escala anual evidenciou-se que houve sim alguns anos que foram classificados como anos com desvios positivos e negativos e que houve influência dos fenômenos El Niño e La Niña.
A região apresentou uma variabilidade semelhante em anos centrais de El Niño forte, caracterizada pelo excesso de chuvas, mas nos anos de La Niña não apresentou um comportamento uniforme, caracterizando a escassez de chuvas.
Já os resultados em escala mensal, demonstram que as precipitações na maioria dos anos de El Niño tiveram um excedente nos totais mensais principalmente na primavera (outubro, novembro e dezembro) e no final do verão (janeiro, fevereiro e março).
A fase de La Niña, na maioria dos anos de sua influência, as secas se destacaram na primavera (setembro e outubro) e final do verão (fevereiro e março).
O Vale do rio Ribeira de Iguape, foi influenciado por esses eventos em suas chuvas mensais e sem seus totais anuais, mas não houve um padrão uniforme de acordo com a classificação, pois há eventos que foram considerados fracos e influenciaram a chuvas na região, mas também, há eventos considerados fortes que não influenciaram as chuvas na área de estudo.
Dessa forma, é necessário analisar e compreender outros fenômenos atmosféricos que podem interferir nas dinâmicas das precipitações na região.
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