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Guy Debord e Ronaldo Brito: o Zeitgeist dos anos 1970
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Aproximação teórica detalhada entre as teses lançadas por Guy Debord em A sociedade do espetáculo e os textos críticos que Ronaldo Brito publicou no jornal carioca Opinião entre os anos de 1972 e 1977. Pesquisa bibliográfica.Entre outros aspectos, discute-se a dicotomia estabelecida por Brito entre o esquema “artes e espetáculos” e o universitário como a “divisão das tarefas espetaculares” ou “crítica espetacular do espetáculo”. Brito chama a atenção para a ideologia da imprensa: postar-se fora do espaço cultural, como se esta neutralidade pretensa estivesse distante de qualquer implementação de valores, argumentação muito semelhante à que Debord levanta em relação aos limites da sociologia, na “não-conferência” “Perspectives for Counscious Alterations in Everyday Life”. Em suma, Brito percebe a inevitabilidade de o jornalismo cultural postar-se fora do processo de mediatização: de um ou de outro modo se está sempre no espaço do mercado, mesmo quando de uma posição underground. Debord, por sua vez, percebe a ideologia como a consciência deformada das realidades, sendo o espetáculo a ideologia por excelência, que estabelece a essência de todo sistema: o empobrecimento, a sujeição e a negação da vida real. Tal como um espectro, portanto, interessa perceber Debord como a sombra não citada, propriamente, na escrita de Ronaldo Brito. Um possível Zeitgeist dos anos 1970.
Title: Guy Debord e Ronaldo Brito: o Zeitgeist dos anos 1970
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Aproximação teórica detalhada entre as teses lançadas por Guy Debord em A sociedade do espetáculo e os textos críticos que Ronaldo Brito publicou no jornal carioca Opinião entre os anos de 1972 e 1977.
Pesquisa bibliográfica.
Entre outros aspectos, discute-se a dicotomia estabelecida por Brito entre o esquema “artes e espetáculos” e o universitário como a “divisão das tarefas espetaculares” ou “crítica espetacular do espetáculo”.
Brito chama a atenção para a ideologia da imprensa: postar-se fora do espaço cultural, como se esta neutralidade pretensa estivesse distante de qualquer implementação de valores, argumentação muito semelhante à que Debord levanta em relação aos limites da sociologia, na “não-conferência” “Perspectives for Counscious Alterations in Everyday Life”.
Em suma, Brito percebe a inevitabilidade de o jornalismo cultural postar-se fora do processo de mediatização: de um ou de outro modo se está sempre no espaço do mercado, mesmo quando de uma posição underground.
Debord, por sua vez, percebe a ideologia como a consciência deformada das realidades, sendo o espetáculo a ideologia por excelência, que estabelece a essência de todo sistema: o empobrecimento, a sujeição e a negação da vida real.
Tal como um espectro, portanto, interessa perceber Debord como a sombra não citada, propriamente, na escrita de Ronaldo Brito.
Um possível Zeitgeist dos anos 1970.
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