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O ESG importa? uma análise sobre o retorno e a percepção de risco das empresas brasileiras

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Do ponto de vista do risco ou oportunidade, com relação às organizações, sobretudo na definição da estratégia e monitoramento de desempenho, as variáveis ESG se mostram relevantes em um contexto de incertezas em relação ao cenário em que as empresas estão inseridas e da necessidade de que modelos de negócio se tornem resilientes. A motivação para se propor esse trabalho é que o impacto das variáveis ESG ganha cada vez mais relevância no processo decisório. À luz de novas exigências da sociedade, a "revisão" de modelos tradicionais de valuation pode fornecer condições para a correta precificação de ativos com base em novas considerações de valor. Parte-se da alegação, já identificada em outros trabalhos, de que o modelo clássico de precificação de ativos, assim como suas variantes, não captura em totalidade as variáveis ESG. Diante dessa premissa, com a metodologia proposta, espera-se responder ao seguinte problema de pesquisa: Qual a influência do fator ESG na relação risco/retorno, na rentabilidade e no Q-tobin das empresas? O objetivo principal dessa pesquisa é testar se o fator ESG possui correlação significativa com o valor das empresas, rentabilidade e retorno, baseando-se na relação risco e retorno prevista em modelos tradicionais de precificação de ativos. A hipótese nula (H0) desse estudo é: o fator ESG não influencia na percepção de risco e retorno das empresas brasileiras. O grupo que apresentou o maior retorno é o das empresas que não tem GRI. O grupo das empresas que tem GRI e são do N.M., apresentou o menor retorno se comparado aos demais grupos. As variáveis independentes GRI e GRI+N.M., foram significativas a 5% e 1%, respectivamente, quando a regressão foi testada com a variável dependente Q-tobin. Esse resultado sugere uma significância econômica do uso da Norma GRI. Por fim, a adoção da Noma GRI, de caráter voluntário, exerce uma influência positiva maior que a variável N.M. Esses resultados são semelhantes aos encontrados nos estudos sobre disclosure e enforcement. Em outras palavras, os resultados sugerem que o fato da empresa possuir GRI exerce efeito positivo – e estatisticamente significante – sobre o valor de mercado (Q-tobin) das empresas brasileiras no período analisado.
Fundacao Instituto de Pesquisas Contabeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi)
Title: O ESG importa? uma análise sobre o retorno e a percepção de risco das empresas brasileiras
Description:
Do ponto de vista do risco ou oportunidade, com relação às organizações, sobretudo na definição da estratégia e monitoramento de desempenho, as variáveis ESG se mostram relevantes em um contexto de incertezas em relação ao cenário em que as empresas estão inseridas e da necessidade de que modelos de negócio se tornem resilientes.
A motivação para se propor esse trabalho é que o impacto das variáveis ESG ganha cada vez mais relevância no processo decisório.
À luz de novas exigências da sociedade, a "revisão" de modelos tradicionais de valuation pode fornecer condições para a correta precificação de ativos com base em novas considerações de valor.
Parte-se da alegação, já identificada em outros trabalhos, de que o modelo clássico de precificação de ativos, assim como suas variantes, não captura em totalidade as variáveis ESG.
Diante dessa premissa, com a metodologia proposta, espera-se responder ao seguinte problema de pesquisa: Qual a influência do fator ESG na relação risco/retorno, na rentabilidade e no Q-tobin das empresas? O objetivo principal dessa pesquisa é testar se o fator ESG possui correlação significativa com o valor das empresas, rentabilidade e retorno, baseando-se na relação risco e retorno prevista em modelos tradicionais de precificação de ativos.
A hipótese nula (H0) desse estudo é: o fator ESG não influencia na percepção de risco e retorno das empresas brasileiras.
O grupo que apresentou o maior retorno é o das empresas que não tem GRI.
O grupo das empresas que tem GRI e são do N.
M.
, apresentou o menor retorno se comparado aos demais grupos.
As variáveis independentes GRI e GRI+N.
M.
, foram significativas a 5% e 1%, respectivamente, quando a regressão foi testada com a variável dependente Q-tobin.
Esse resultado sugere uma significância econômica do uso da Norma GRI.
Por fim, a adoção da Noma GRI, de caráter voluntário, exerce uma influência positiva maior que a variável N.
M.
Esses resultados são semelhantes aos encontrados nos estudos sobre disclosure e enforcement.
Em outras palavras, os resultados sugerem que o fato da empresa possuir GRI exerce efeito positivo – e estatisticamente significante – sobre o valor de mercado (Q-tobin) das empresas brasileiras no período analisado.

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