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Perfil farmacoeconômico e de dispensação Antibióticos da farmácia da unidade de terapia intensiva (UTI Geral) do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) no ano de 2024.

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Introdução: As infecções constituem a principal causa de morbimortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), consolidando os antibióticos como a classe farmacológica mais prevalente e onerosa neste setor, podendo representar de 20% a 50% dos custos farmacêuticos da instituição. O ambiente da UTI, caracterizado pela alta complexidade dos pacientes, múltiplos procedimentos invasivos e uso de terapias imunossupressoras, favorece a ocorrência de infecções. O uso empírico, indiscriminado e prolongado de antimicrobianos eleva o tempo de internação, os índices de mortalidade e os custos assistenciais. Tal cenário é frequentemente resultado da ausência de protocolos clínicos robustos e de um serviço de farmácia clínica atuante, culminando no uso irracional de antimicrobianos. Objetivo: Analisar o perfil de dispensação de antibióticos na farmácia da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE) em Maceió-AL. A análise compreendeu as prescrições aviadas no período de janeiro a junho de 2024, focando nas variáveis de gênero, classe de antibiótico, duração da terapia e custo. Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, conduzido na UTI do HGE. A coleta de dados baseou-se em planilhas de controle de dispensação da farmácia do hospital, restringindo os dados a farmácia da UTI (janeiro a junho de 2024), com a limitação metodológica de não haver acesso aos prontuários dos pacientes para correlação clínica. As variáveis analisadas incluíram dados demográficos, posologia, desfecho e fármaco prescrito, com autorização prévia da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Resultados: A análise dos resultados, referentes a 258 pacientes, revelou um perfil de atendimento majoritariamente masculino (72,09%) e uma taxa de mortalidade que oscilou entre 21,31% e 28,33% ao longo do semestre. Foi observado um elevado volume de uso, com uma média de 277 prescrições mensais e um regime de politerapia intensiva, onde cada paciente recebeu entre 4,1 e 4,7 antibióticos distintos. O impacto farmacoeconômico mostrou-se substancial, com um custo médio mensal por paciente variando de R$ 1.008,05 a R$ 2.048,96, e um custo máximo individual para um único tratamento atingindo R$ 12.388,13. Os antimicrobianos de uso restrito mais prevalentes, concentrando frequência e custos, foram Meropenem 1g, Vancomicina 500mg, Polimixina B 500.000 UI, Teicoplanina 400mg e Linezolida 600mg. Conclusões: Apesar das limitações, o estudo estabeleceu com êxito o perfil de dispensação e o significativo impacto farmacoeconômico da antibioticoterapia na UTI do HGE. A elevada prescrição de Meropenem, um carbapenêmico de vasto espectro, sinaliza um cenário de tratamento voltado para infecções complexas e potencialmente multirresistentes. Tais dados são essenciais para a gestão da assistência farmacêutica, permitindo gerar indicadores de qualidade para nortear a melhoria dos serviços e identificar discrepâncias no padrão de prescrição. Este diagnóstico situacional é a base para a futura implementação de um Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos (Antimicrobial Stewardship). Fica evidente a importância de fortalecer a atuação do farmacêutico clínico em colaboração com a CCIH, visando otimizar os fluxos de controle e dispensação, e assim, promover o uso racional de antimicrobianos e a segurança do paciente.
Title: Perfil farmacoeconômico e de dispensação Antibióticos da farmácia da unidade de terapia intensiva (UTI Geral) do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) no ano de 2024.
Description:
Introdução: As infecções constituem a principal causa de morbimortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), consolidando os antibióticos como a classe farmacológica mais prevalente e onerosa neste setor, podendo representar de 20% a 50% dos custos farmacêuticos da instituição.
O ambiente da UTI, caracterizado pela alta complexidade dos pacientes, múltiplos procedimentos invasivos e uso de terapias imunossupressoras, favorece a ocorrência de infecções.
O uso empírico, indiscriminado e prolongado de antimicrobianos eleva o tempo de internação, os índices de mortalidade e os custos assistenciais.
Tal cenário é frequentemente resultado da ausência de protocolos clínicos robustos e de um serviço de farmácia clínica atuante, culminando no uso irracional de antimicrobianos.
Objetivo: Analisar o perfil de dispensação de antibióticos na farmácia da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE) em Maceió-AL.
A análise compreendeu as prescrições aviadas no período de janeiro a junho de 2024, focando nas variáveis de gênero, classe de antibiótico, duração da terapia e custo.
Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, conduzido na UTI do HGE.
A coleta de dados baseou-se em planilhas de controle de dispensação da farmácia do hospital, restringindo os dados a farmácia da UTI (janeiro a junho de 2024), com a limitação metodológica de não haver acesso aos prontuários dos pacientes para correlação clínica.
As variáveis analisadas incluíram dados demográficos, posologia, desfecho e fármaco prescrito, com autorização prévia da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Resultados: A análise dos resultados, referentes a 258 pacientes, revelou um perfil de atendimento majoritariamente masculino (72,09%) e uma taxa de mortalidade que oscilou entre 21,31% e 28,33% ao longo do semestre.
Foi observado um elevado volume de uso, com uma média de 277 prescrições mensais e um regime de politerapia intensiva, onde cada paciente recebeu entre 4,1 e 4,7 antibióticos distintos.
O impacto farmacoeconômico mostrou-se substancial, com um custo médio mensal por paciente variando de R$ 1.
008,05 a R$ 2.
048,96, e um custo máximo individual para um único tratamento atingindo R$ 12.
388,13.
Os antimicrobianos de uso restrito mais prevalentes, concentrando frequência e custos, foram Meropenem 1g, Vancomicina 500mg, Polimixina B 500.
000 UI, Teicoplanina 400mg e Linezolida 600mg.
Conclusões: Apesar das limitações, o estudo estabeleceu com êxito o perfil de dispensação e o significativo impacto farmacoeconômico da antibioticoterapia na UTI do HGE.
A elevada prescrição de Meropenem, um carbapenêmico de vasto espectro, sinaliza um cenário de tratamento voltado para infecções complexas e potencialmente multirresistentes.
Tais dados são essenciais para a gestão da assistência farmacêutica, permitindo gerar indicadores de qualidade para nortear a melhoria dos serviços e identificar discrepâncias no padrão de prescrição.
Este diagnóstico situacional é a base para a futura implementação de um Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos (Antimicrobial Stewardship).
Fica evidente a importância de fortalecer a atuação do farmacêutico clínico em colaboração com a CCIH, visando otimizar os fluxos de controle e dispensação, e assim, promover o uso racional de antimicrobianos e a segurança do paciente.

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