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Modelagem da distribuição diamétrica e hipsométrica de espécies comerciais nativas da Amazônia brasileira

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RESUMO Para o planejamento e eficiência nas práticas sustentáveis de manejo florestal na Amazônia, é necessária a caracterização do comportamento de espécies comerciais de interesse mediante o estudo da distribuição de suas principais variáveis dendrométricas, como diâmetro e altura. O objetivo do estudo foi avaliar o desempenho de funções de densidade probabilística na distribuição diamétrica e da altura comercial de dez espécies da Amazônia. O estudo foi realizado em uma área de manejo florestal localizada na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, a partir do censo das árvores com diâmetro à altura do peito (“d”) ≥35 cm de uma unidade de produção anual de manejo florestal sustentável, onde foram selecionadas as dez espécies de maior valor comercial da área para a avaliação do desempenho das funções de densidade probabilística de Gauss, Weibull 3P, Weibull 2P, Beta e Gama, buscando a representação de distribuições em altura comercial e “d”. Para a avaliação da aderência dos ajustes, bem como para a escolha das melhores funções para cada variável, foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov a 1% de probabilidade de erro. A população apresentou o total de 6.961 árvores, com diâmetro médio de 66,4 cm (σ² de 428,4 cm²) e altura comercial média de 16,2 m (σ² a de 16,7 m²). Em geral, as espécies apresentaram um formato de distribuição diamétrica distinto do habitual para essa tipologia vegetal, devido possivelmente ao elevado nível de inclusão adotado no censo. A função Weibull 3P obteve melhor desempenho da distribuição diamétrica na maioria das espécies, dentre elas Couratari guianensis Aubl., Apuleia leiocarpa (Vogel) J.F. Macbr., Hymenaea courbaril L. e Goupia glabra Aubl., com menores discrepâncias entre os valores observados e estimados. Já para a distribuição de altura comercial, a função normal de Gauss representou melhor a distribuição nas espécies Couratari guianensis Aubl., Apuleia leiocarpa (Vogel) J.F. Macbr., Hymenaea courbaril L., Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. e Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos, com maior concentração de árvores nas classes intermediárias de altura, evidenciando uma tendência à distribuição unimodal.
Title: Modelagem da distribuição diamétrica e hipsométrica de espécies comerciais nativas da Amazônia brasileira
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RESUMO Para o planejamento e eficiência nas práticas sustentáveis de manejo florestal na Amazônia, é necessária a caracterização do comportamento de espécies comerciais de interesse mediante o estudo da distribuição de suas principais variáveis dendrométricas, como diâmetro e altura.
O objetivo do estudo foi avaliar o desempenho de funções de densidade probabilística na distribuição diamétrica e da altura comercial de dez espécies da Amazônia.
O estudo foi realizado em uma área de manejo florestal localizada na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, a partir do censo das árvores com diâmetro à altura do peito (“d”) ≥35 cm de uma unidade de produção anual de manejo florestal sustentável, onde foram selecionadas as dez espécies de maior valor comercial da área para a avaliação do desempenho das funções de densidade probabilística de Gauss, Weibull 3P, Weibull 2P, Beta e Gama, buscando a representação de distribuições em altura comercial e “d”.
Para a avaliação da aderência dos ajustes, bem como para a escolha das melhores funções para cada variável, foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov a 1% de probabilidade de erro.
A população apresentou o total de 6.
961 árvores, com diâmetro médio de 66,4 cm (σ² de 428,4 cm²) e altura comercial média de 16,2 m (σ² a de 16,7 m²).
Em geral, as espécies apresentaram um formato de distribuição diamétrica distinto do habitual para essa tipologia vegetal, devido possivelmente ao elevado nível de inclusão adotado no censo.
A função Weibull 3P obteve melhor desempenho da distribuição diamétrica na maioria das espécies, dentre elas Couratari guianensis Aubl.
, Apuleia leiocarpa (Vogel) J.
F.
Macbr.
, Hymenaea courbaril L.
e Goupia glabra Aubl.
, com menores discrepâncias entre os valores observados e estimados.
Já para a distribuição de altura comercial, a função normal de Gauss representou melhor a distribuição nas espécies Couratari guianensis Aubl.
, Apuleia leiocarpa (Vogel) J.
F.
Macbr.
, Hymenaea courbaril L.
, Dipteryx odorata (Aubl.
) Willd.
e Handroanthus impetiginosus (Mart.
ex DC.
) Mattos, com maior concentração de árvores nas classes intermediárias de altura, evidenciando uma tendência à distribuição unimodal.

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