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AS RECONFIGURAÇÕES DO CORPO
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Ao analisarmos as diferentes formas de paixões, padecimentos e adoecimentos produzidos pelo impacto da pandemia, pudemos identificar os mundos em transformação ou os mundos perdidos pelo efeito desses impactos. As análises qualitativas apresentadas nas páginas anteriores sistematizam expressões, percepções e constatações dos participantes sobre atividades, pensamentos, relações, pessoas e modos de vida que se esvaíram ou se reconfiguraram no contexto pandêmico. Esses modos de vida são produzidos a partir dos encontros estabelecidos entre os corpos que atravessam e são atravessados pelos contatos cotidianos, ou seja, pelo conjunto de relações que estabelecemos na nossa vida diária, que por sua vez é mediado por um continuum de atividades. Ao serem alteradas as condições e possibilidades para a realização dessas atividades, foram alterados também os agenciamentos que possibilitam a produção de desejo e de novos corpos. No contexto da pandemia, nossa produção desejante foi atravessada ainda mais fortemente por fatores externos incontroláveis, como a imposição da necessidade de isolamento social, a introdução de medidas sanitárias no dia a dia, a virtualização do trabalho, novos hábitos de vida, nova relação com o tempo, com familiares etc. Ao desejo se impuseram investimentos materiais e imateriais em novos modos de existir, incluindo os modos como criamos e habitamos nosso próprio corpo.
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo : USP - Universidade de São Paulo
Title: AS RECONFIGURAÇÕES DO CORPO
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Ao analisarmos as diferentes formas de paixões, padecimentos e adoecimentos produzidos pelo impacto da pandemia, pudemos identificar os mundos em transformação ou os mundos perdidos pelo efeito desses impactos.
As análises qualitativas apresentadas nas páginas anteriores sistematizam expressões, percepções e constatações dos participantes sobre atividades, pensamentos, relações, pessoas e modos de vida que se esvaíram ou se reconfiguraram no contexto pandêmico.
Esses modos de vida são produzidos a partir dos encontros estabelecidos entre os corpos que atravessam e são atravessados pelos contatos cotidianos, ou seja, pelo conjunto de relações que estabelecemos na nossa vida diária, que por sua vez é mediado por um continuum de atividades.
Ao serem alteradas as condições e possibilidades para a realização dessas atividades, foram alterados também os agenciamentos que possibilitam a produção de desejo e de novos corpos.
No contexto da pandemia, nossa produção desejante foi atravessada ainda mais fortemente por fatores externos incontroláveis, como a imposição da necessidade de isolamento social, a introdução de medidas sanitárias no dia a dia, a virtualização do trabalho, novos hábitos de vida, nova relação com o tempo, com familiares etc.
Ao desejo se impuseram investimentos materiais e imateriais em novos modos de existir, incluindo os modos como criamos e habitamos nosso próprio corpo.
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