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PAINEL DAS MUTAÇÕES PARA AS SÍNDROMES MIELOPROLIFERATIVAS

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A complexidade e demora da caracterização diagnóstica para as Síndromes Mieloproliferativas Crônicas (SMPCs) fundamenta-se na semelhança clínico- patológica entre elas. Entretanto, a mieloproliferação das células tronco hematopoiéticas relacionada às SMPCs não deriva de uma mesma mutação para todos os casos, podendo ser estabelecido um grupo heterogêneo em relação aos marcadores moleculares, além da vantagem dessas alterações estarem presentes mesmo em fase precoce e na ausência de manifestações clínicas. Nesse intuito, os objetivos dessa pesquisa foram definir as principais mutações relacionadas às SMPCs, identificando o perfil clínico, fisiopatológico, laboratorial e molecular das desordens mieloproliferativas crônicas, a fim de elaborar um painel das mutações como ferramenta adicional para o diagnóstico das SMPCs. Este estudo foi realizado através de uma revisão bibliográfica em uma abordagem qualitativa e exploratória, tendo sido selecionados artigos nas línguas inglesa e portuguesa encontrados nas fontes indexadas: Scielo, Bireme, Medline, Pubmed, no período de 2000 a 2017, além de livros referência no assunto pertencentes ao acervo da biblioteca do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). A mutação mais prevalente entre as SMPCs é a que ocorre no gene Janus Quinase (JAK). Contudo, o atual marcador molecular mais relevante para o diagnóstico diferencial entre as SMPCs é a mutação que leva a fusão dos genes promotores BCR-ABL, dando origem ao cromossomo Philadélfia, característico da Leucemia Mielóide Crônica, a SMPC mais prevalente no mundo. Outras mutações com menor incidência podem ser identificadas entre as SMPCs, são elas: as associadas ao gene MPL (W515K, W515K e S505N); as mutações somáticas no gene caltireticulina (CARL); a mutação do gene supressor Ten Eleven Translocation 2 (TET2); a mutação associada a fusão dos genes FIP1L1-PDGFRA; e a mutação no códon D816V do gene KIT. Essas alterações gênicas são responsáveis por desencadear o processo fisiopatológico da proliferação dos componentes hematopoiéticos que, por vezes apresentam-se com pouca ou nenhuma diferença morfológica entre si. Por isso, a contribuição de tais marcadores moleculares vem sendo cada vez mais reconhecida para a caracterização das SMPCs, a ponto da presença de alguns deles já estarem sendo utilizados e citados como parte dos critérios diagnósticos pela Organização Mundial de Saúde. Acredita- se que outras mutações possam estar associadas às SMPCs visto a observação que ainda existem dentro deste grupo as Síndromes Mieloproliferativas Não-Classificáveis. Assim, pesquisas nessa temática devem ser incentivadas, todavia, fatores limitantes são levantados em questão como: o custo financeiro das técnicas moleculares e a raridade dessas síndromes, que associada a uma manifestação clínica em idade avançada, torna-se, muitas vezes, um fator impeditivo
Title: PAINEL DAS MUTAÇÕES PARA AS SÍNDROMES MIELOPROLIFERATIVAS
Description:
A complexidade e demora da caracterização diagnóstica para as Síndromes Mieloproliferativas Crônicas (SMPCs) fundamenta-se na semelhança clínico- patológica entre elas.
Entretanto, a mieloproliferação das células tronco hematopoiéticas relacionada às SMPCs não deriva de uma mesma mutação para todos os casos, podendo ser estabelecido um grupo heterogêneo em relação aos marcadores moleculares, além da vantagem dessas alterações estarem presentes mesmo em fase precoce e na ausência de manifestações clínicas.
Nesse intuito, os objetivos dessa pesquisa foram definir as principais mutações relacionadas às SMPCs, identificando o perfil clínico, fisiopatológico, laboratorial e molecular das desordens mieloproliferativas crônicas, a fim de elaborar um painel das mutações como ferramenta adicional para o diagnóstico das SMPCs.
Este estudo foi realizado através de uma revisão bibliográfica em uma abordagem qualitativa e exploratória, tendo sido selecionados artigos nas línguas inglesa e portuguesa encontrados nas fontes indexadas: Scielo, Bireme, Medline, Pubmed, no período de 2000 a 2017, além de livros referência no assunto pertencentes ao acervo da biblioteca do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).
A mutação mais prevalente entre as SMPCs é a que ocorre no gene Janus Quinase (JAK).
Contudo, o atual marcador molecular mais relevante para o diagnóstico diferencial entre as SMPCs é a mutação que leva a fusão dos genes promotores BCR-ABL, dando origem ao cromossomo Philadélfia, característico da Leucemia Mielóide Crônica, a SMPC mais prevalente no mundo.
Outras mutações com menor incidência podem ser identificadas entre as SMPCs, são elas: as associadas ao gene MPL (W515K, W515K e S505N); as mutações somáticas no gene caltireticulina (CARL); a mutação do gene supressor Ten Eleven Translocation 2 (TET2); a mutação associada a fusão dos genes FIP1L1-PDGFRA; e a mutação no códon D816V do gene KIT.
Essas alterações gênicas são responsáveis por desencadear o processo fisiopatológico da proliferação dos componentes hematopoiéticos que, por vezes apresentam-se com pouca ou nenhuma diferença morfológica entre si.
Por isso, a contribuição de tais marcadores moleculares vem sendo cada vez mais reconhecida para a caracterização das SMPCs, a ponto da presença de alguns deles já estarem sendo utilizados e citados como parte dos critérios diagnósticos pela Organização Mundial de Saúde.
Acredita- se que outras mutações possam estar associadas às SMPCs visto a observação que ainda existem dentro deste grupo as Síndromes Mieloproliferativas Não-Classificáveis.
Assim, pesquisas nessa temática devem ser incentivadas, todavia, fatores limitantes são levantados em questão como: o custo financeiro das técnicas moleculares e a raridade dessas síndromes, que associada a uma manifestação clínica em idade avançada, torna-se, muitas vezes, um fator impeditivo.

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