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Efeitos da época do ano e histórico do fogo na severidade do fogo na estação ecológica Serra Geral do Tocantins
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A queima prescrita é uma das ações mais importantes dentro de uma extensa rede de planejamento de fatores ecológicos, culturais, socioeconômicos e técnicos que são contemplados no Manejo Integrado e Adaptativo do Fogo. Em uma queima prescrita deve-se buscar sempre a redução dos níveis de severidade do fogo, a fim de preservar ou restaurar o equilíbrio ecológico da área. Neste estudo, o objetivo foi determinar a influência do tempo sem queima da área e da época em que são realizadas as queimas nos níveis de severidade do fogo na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Foram realizadas queimas prescritas nos meses de maio, junho, agosto e setembro de 2017 e em áreas há dois, três e quatro anos sem queima. Para avaliação da severidade do fogo foram aplicados dois métodos: o método do Minimum Diameter of Burned Branches-MDBB, que consistiu na tomada das medidas do diâmetro dos ramos carbonizados de 10 arbustos de Rourea induta distribuídos em cada parcela, em um total de 48 parcelas, afim de avaliar a capacidade do fogo incidente em consumir o combustível lenhoso dos ramos dos arbustos; e a avaliação visual do nível de consumo dos combustíveis na superfície do solo. De acordo com os dois métodos empregados, os níveis de severidade do fogo foram maiores nas queimas realizadas no mês de setembro e nas áreas que não haviam sido queimadas há três e quatro anos. Os resultados evidenciaram que a carga de combustível a partir do terceiro ano sem queima associada à secagem intensa do material combustível após um longo período de estiagem (setembro), submetido a baixos níveis de umidade do ar, fez com que o fogo que incidiu no ambiente aumentasse a sua capacidade de consumo da biomassa vegetal. Além disso, o conhecimento tradicional difundido na região, que afirma que o combustível há dois anos sem queima não apresenta alta severidade do fogo, foi confirmado neste estudo. As queimas de maio, junho, agosto e setembro nas áreas de dois anos apresentaram valores médios entre 0,10 e 0,16 cm, sendo iguais entre si (p<0,05) e inferiores aos das áreas de três e quatro anos queimadas em setembro, que apresentaram 0,26 e 0,23 cm respectivamente.Â
Instituto Chico Mendes de Conservacao da Biodiversidade - ICMBio
Title: Efeitos da época do ano e histórico do fogo na severidade do fogo na estação ecológica Serra Geral do Tocantins
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A queima prescrita é uma das ações mais importantes dentro de uma extensa rede de planejamento de fatores ecológicos, culturais, socioeconômicos e técnicos que são contemplados no Manejo Integrado e Adaptativo do Fogo.
Em uma queima prescrita deve-se buscar sempre a redução dos níveis de severidade do fogo, a fim de preservar ou restaurar o equilíbrio ecológico da área.
Neste estudo, o objetivo foi determinar a influência do tempo sem queima da área e da época em que são realizadas as queimas nos níveis de severidade do fogo na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.
Foram realizadas queimas prescritas nos meses de maio, junho, agosto e setembro de 2017 e em áreas há dois, três e quatro anos sem queima.
Para avaliação da severidade do fogo foram aplicados dois métodos: o método do Minimum Diameter of Burned Branches-MDBB, que consistiu na tomada das medidas do diâmetro dos ramos carbonizados de 10 arbustos de Rourea induta distribuídos em cada parcela, em um total de 48 parcelas, afim de avaliar a capacidade do fogo incidente em consumir o combustível lenhoso dos ramos dos arbustos; e a avaliação visual do nível de consumo dos combustíveis na superfície do solo.
De acordo com os dois métodos empregados, os níveis de severidade do fogo foram maiores nas queimas realizadas no mês de setembro e nas áreas que não haviam sido queimadas há três e quatro anos.
Os resultados evidenciaram que a carga de combustível a partir do terceiro ano sem queima associada à secagem intensa do material combustível após um longo período de estiagem (setembro), submetido a baixos níveis de umidade do ar, fez com que o fogo que incidiu no ambiente aumentasse a sua capacidade de consumo da biomassa vegetal.
Além disso, o conhecimento tradicional difundido na região, que afirma que o combustível há dois anos sem queima não apresenta alta severidade do fogo, foi confirmado neste estudo.
As queimas de maio, junho, agosto e setembro nas áreas de dois anos apresentaram valores médios entre 0,10 e 0,16 cm, sendo iguais entre si (p<0,05) e inferiores aos das áreas de três e quatro anos queimadas em setembro, que apresentaram 0,26 e 0,23 cm respectivamente.
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