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Revisitando a estrada de ferro Bahia e Minas: uma abordagem geo-histórica
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A Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), operante de 1881 a 1966, desempenhou
um papel central na integração regional e na organização da paisagem dos vales
do Jequitinhonha e Mucuri, conectando o Nordeste de Minas Gerais ao extremo
Sul da Bahia. Com um traçado de 581,84 km, sendo 577,80 km de linha tronco
entre Ponta de Areia (Caravelas/BA) e Araçuaí (MG), foi a maior ferrovia isolada
do Brasil, transportando passageiros, mercadorias e recursos florestais. A
pesquisa que fundamenta este capítulo revisita a trajetória da EFBM sob a ótica
da Geografia Histórica, explorando fontes documentais diversas, como arquivos
públicos, leis, decretos e relatos fotográficos. Além disso, a experiência das
comunidades locais, marcadas pela presença da ferrovia e pelo impacto de sua
extinção, é crucial para compreender os efeitos persistentes na paisagem e na
economia regional. Para tanto, definiu-se a periodização em três momentos: a
fase inicial da construção (1881–1911) que consolidou a maior parte do traçado; o
arrendamento por empresas estrangeiras (1912–1935), que marcou avanços e
retrocessos; e, por fim, a fase da administração pública (1936–1966), que
vinculou-se à decadência da ferrovia devido à falta de investimentos,
infraestrutura precária e ausência de integração com outras malhas ferroviárias.
Esses fatores, aliados à precarização sistêmica do setor ferroviário nacional,
culminaram em sua desativação sob o pretexto de inviabilidade econômica,
durante a Ditadura Civil-Militar. A EFBM foi mais que um eixo logístico; suas 39
estações, oficinas, pontes, túneis e demais estruturas desempenharam papel
crucial em aspectos socioeconômicos e comunicativos para a região. Contudo,
problemas estruturais, acidentes frequentes e a não realização de ramais
planejados para interligação com outras ferrovias foram determinantes para sua
extinção.
Title: Revisitando a estrada de ferro Bahia e Minas: uma abordagem geo-histórica
Description:
A Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), operante de 1881 a 1966, desempenhou
um papel central na integração regional e na organização da paisagem dos vales
do Jequitinhonha e Mucuri, conectando o Nordeste de Minas Gerais ao extremo
Sul da Bahia.
Com um traçado de 581,84 km, sendo 577,80 km de linha tronco
entre Ponta de Areia (Caravelas/BA) e Araçuaí (MG), foi a maior ferrovia isolada
do Brasil, transportando passageiros, mercadorias e recursos florestais.
A
pesquisa que fundamenta este capítulo revisita a trajetória da EFBM sob a ótica
da Geografia Histórica, explorando fontes documentais diversas, como arquivos
públicos, leis, decretos e relatos fotográficos.
Além disso, a experiência das
comunidades locais, marcadas pela presença da ferrovia e pelo impacto de sua
extinção, é crucial para compreender os efeitos persistentes na paisagem e na
economia regional.
Para tanto, definiu-se a periodização em três momentos: a
fase inicial da construção (1881–1911) que consolidou a maior parte do traçado; o
arrendamento por empresas estrangeiras (1912–1935), que marcou avanços e
retrocessos; e, por fim, a fase da administração pública (1936–1966), que
vinculou-se à decadência da ferrovia devido à falta de investimentos,
infraestrutura precária e ausência de integração com outras malhas ferroviárias.
Esses fatores, aliados à precarização sistêmica do setor ferroviário nacional,
culminaram em sua desativação sob o pretexto de inviabilidade econômica,
durante a Ditadura Civil-Militar.
A EFBM foi mais que um eixo logístico; suas 39
estações, oficinas, pontes, túneis e demais estruturas desempenharam papel
crucial em aspectos socioeconômicos e comunicativos para a região.
Contudo,
problemas estruturais, acidentes frequentes e a não realização de ramais
planejados para interligação com outras ferrovias foram determinantes para sua
extinção.
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