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ESPOROTRICOSE FELINA: TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE

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Introdução: A esporotricose foi descrita pela primeira vez em 1898 e é hoje considerada a micose subcutânea mais comum na América Latina. Embora afete várias espécies, os gatos domésticos têm um papel crucial na epidemiologia da esporotricose zoonótica devido à sua alta suscetibilidade e aos comportamentos que facilitam a transmissão do fungo para humanos e outros animais. Objetivo: O objetivo deste trabalho é revisar a literatura disponível sobre esporotricose felina, abordando sua epidemiologia, formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção, destacando o papel dos gatos domésticos na disseminação da doença e sua importância para a saúde pública. Materiais e métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados como Google Scholar e Scielo, utilizando o termo “esporotricose felina” e os artigos foram selecionados analisando a relevância dos dados apresentados. Resultados e Discussão: A esporotricose é causada por espécies do gênero Sporothrix, como S. schenckii e S. brasiliensis (mais prevalente no Brasil). O fungo é dimórfico, apresentando-se como micélio no ambiente e levedura nos hospedeiros mamíferos. Gatos, devido ao contato com humanos e comportamento territorial, são vetores importantes da doença, transmitida principalmente por arranhaduras e mordidas. O fungo penetra na pele, causando nódulos que podem ulcerar e drenar exsudato. Nos gatos, as formas clínicas incluem a cutânea localizada, linfocutânea e disseminada, com alta mortalidade em casos não tratados. Os sintomas incluem febre, anorexia e lesões ulcerativas que drenam pus, principalmente na cabeça e membros. Nos humanos, as formas mais comuns são linfocutânea e cutânea localizada. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, exames citopatológicos e cultura de secreções, com diagnósticos diferenciais envolvendo piodermite, leishmaniose e criptococose. O tratamento de escolha é o itraconazol, administrado em gatos na dose de 10 mg/kg/dia por várias semanas até a cura. Alternativamente, fluconazol e terbinafina podem ser usados, e o iodeto de potássio é uma opção menos comum devido aos seus efeitos adversos. Nos humanos, o itraconazol também é eficaz, com tratamento de cerca de 12 semanas. Conclusão: A esporotricose é um problema de saúde pública pela sua alta taxa de transmissão zoonótica. Medidas preventivas incluem a castração de gatos, o controle da população de felinos errantes e a conscientização pública sobre os riscos de contato com animais infectados. O veterinário desempenha um papel crucial na educação dos tutores e no controle da enfermidade. A comunicação entre saúde pública e saúde animal é fundamental para enfrentar a epidemia e promover o controle efetivo da esporotricose.
Title: ESPOROTRICOSE FELINA: TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
Description:
Introdução: A esporotricose foi descrita pela primeira vez em 1898 e é hoje considerada a micose subcutânea mais comum na América Latina.
Embora afete várias espécies, os gatos domésticos têm um papel crucial na epidemiologia da esporotricose zoonótica devido à sua alta suscetibilidade e aos comportamentos que facilitam a transmissão do fungo para humanos e outros animais.
Objetivo: O objetivo deste trabalho é revisar a literatura disponível sobre esporotricose felina, abordando sua epidemiologia, formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção, destacando o papel dos gatos domésticos na disseminação da doença e sua importância para a saúde pública.
Materiais e métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados como Google Scholar e Scielo, utilizando o termo “esporotricose felina” e os artigos foram selecionados analisando a relevância dos dados apresentados.
Resultados e Discussão: A esporotricose é causada por espécies do gênero Sporothrix, como S.
schenckii e S.
brasiliensis (mais prevalente no Brasil).
O fungo é dimórfico, apresentando-se como micélio no ambiente e levedura nos hospedeiros mamíferos.
Gatos, devido ao contato com humanos e comportamento territorial, são vetores importantes da doença, transmitida principalmente por arranhaduras e mordidas.
O fungo penetra na pele, causando nódulos que podem ulcerar e drenar exsudato.
Nos gatos, as formas clínicas incluem a cutânea localizada, linfocutânea e disseminada, com alta mortalidade em casos não tratados.
Os sintomas incluem febre, anorexia e lesões ulcerativas que drenam pus, principalmente na cabeça e membros.
Nos humanos, as formas mais comuns são linfocutânea e cutânea localizada.
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, exames citopatológicos e cultura de secreções, com diagnósticos diferenciais envolvendo piodermite, leishmaniose e criptococose.
O tratamento de escolha é o itraconazol, administrado em gatos na dose de 10 mg/kg/dia por várias semanas até a cura.
Alternativamente, fluconazol e terbinafina podem ser usados, e o iodeto de potássio é uma opção menos comum devido aos seus efeitos adversos.
Nos humanos, o itraconazol também é eficaz, com tratamento de cerca de 12 semanas.
Conclusão: A esporotricose é um problema de saúde pública pela sua alta taxa de transmissão zoonótica.
Medidas preventivas incluem a castração de gatos, o controle da população de felinos errantes e a conscientização pública sobre os riscos de contato com animais infectados.
O veterinário desempenha um papel crucial na educação dos tutores e no controle da enfermidade.
A comunicação entre saúde pública e saúde animal é fundamental para enfrentar a epidemia e promover o controle efetivo da esporotricose.

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