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O NASCIMENTO DA VOZ NOS DIÁRIOS DE ALEJANDRA PIZARNIK, ALICE WALKER E MARIA GABRIELA LLANSOL

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O presente trabalho procura investigar as relações entre a escrita diarística e a ideia de voz. Inicialmente, propusemos uma introdução que apresenta o gênero diário. Em seguida, nosso texto avalia, a partir de uma rede contígua de contatos e possibilidades de aproximação entre literatura, crítica literária e psicanálise, alguns trechos dos diários de três escritoras importantes do século XX: Diarios, da argentina Alejandra Pizarnik, Colhendo flores sob incêndios, da americana Alice Walker, e os Livros de Horas, da portuguesa Maria Gabriela Llansol. Partindo do que propõe Lucia Castello Branco, na recente edição de O que é escrita feminina, procuramos verificar em que medida a proposição dos diários pelas autoras mencionadas encena uma ultrapassagem do sentido tradicional e tributário de uma compreensão do literário apenas como representação. Como lembra Llansol, em Lisboaleipzig I, talvez seja necessário ir ao encontro da textualidade e buscar uma afirmação da escrita como figuração, apresentação, como um vivo. Os diários aqui estudados revelarão, dessa maneira, um modo de existir a partir do exercício de voz pela escrita, aproximando subjetividade, assinatura e testemunho, conforme o entendimento de Shoshana Felman (1993). Outrossim, para percorrer os sentidos da voz e suas aproximações com o vazio, o silêncio, o eco e o grito, recorremos às proposições crítico-teóricas de Jean-Michel Vives (2020) e Erik Porge (2014). 
Universidade Federal da Paraíba
Title: O NASCIMENTO DA VOZ NOS DIÁRIOS DE ALEJANDRA PIZARNIK, ALICE WALKER E MARIA GABRIELA LLANSOL
Description:
O presente trabalho procura investigar as relações entre a escrita diarística e a ideia de voz.
Inicialmente, propusemos uma introdução que apresenta o gênero diário.
Em seguida, nosso texto avalia, a partir de uma rede contígua de contatos e possibilidades de aproximação entre literatura, crítica literária e psicanálise, alguns trechos dos diários de três escritoras importantes do século XX: Diarios, da argentina Alejandra Pizarnik, Colhendo flores sob incêndios, da americana Alice Walker, e os Livros de Horas, da portuguesa Maria Gabriela Llansol.
Partindo do que propõe Lucia Castello Branco, na recente edição de O que é escrita feminina, procuramos verificar em que medida a proposição dos diários pelas autoras mencionadas encena uma ultrapassagem do sentido tradicional e tributário de uma compreensão do literário apenas como representação.
Como lembra Llansol, em Lisboaleipzig I, talvez seja necessário ir ao encontro da textualidade e buscar uma afirmação da escrita como figuração, apresentação, como um vivo.
Os diários aqui estudados revelarão, dessa maneira, um modo de existir a partir do exercício de voz pela escrita, aproximando subjetividade, assinatura e testemunho, conforme o entendimento de Shoshana Felman (1993).
Outrossim, para percorrer os sentidos da voz e suas aproximações com o vazio, o silêncio, o eco e o grito, recorremos às proposições crítico-teóricas de Jean-Michel Vives (2020) e Erik Porge (2014).
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