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Sifilis gestacional diagnosticada em hospital universitário de Alagoas em 2019
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Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível de alta incidência mundial provocada pela bactéria Gram-negativa Treponema pallidum. A transmissão pode ocorrer pelo contato sexual desprotegido com pessoa contaminada, com a mucosa, sangue ou saliva de pacientes infectados e por via transplacentária materno-fetal. Pode-se diagnosticar a sífilis gestacional por meio de exames de rastreio durante o pré-natal na grávida infectada que, se não tratada, ocasiona a sífilis congênita. Os adolescentes estão mais suscetíveis à gravidez e adquirir infecções sexualmente transmissíveis em razão do início precoce da vida sexual, associado ao fato de que um em cada quatro jovens ativos sexualmente não usam camisinha. Objetivo: Descrever o perfil das mulheres acometidas por sífilis gestacional atendidas em Hospital Universitário de Maceió, Alagoas, durante o ano de 2019. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com base na coleta e análise de prontuários eletrônicos de pacientes com sífilis gestacional, em que foram analisadas as variáveis: idade, titulação de Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas e o trimestre gestacional diagnosticado. A tabulação de dados foi feita pelo software Microsoft Excel 365. Resultados: Foram atendidas 29 gestantes que testaram positivo para sífilis por meio do Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas. Dessas, 13 tinham entre 15 e 19 anos de idade, representando 44,83% dos atendimentos, enquanto que as gestantes de 20 a 24 anos representaram 13,79%. Já as de 8805,25 anos foram 11 casos, 37,93%. Houve apenas um caso de sífilis gestacional em adolescente (8804,14 anos). Existiu predomínio do diagnóstico no segundo trimestre gestacional (44,83%) e o trimestre com menos diagnósticos foi o primeiro (6,9%). Conclusão: A predominância de casos entre as mais jovens pode ser reflexo da insuficiente educação sexual escolar e parental, consequência da manutenção do sexo como tabu. Quanto ao diagnóstico, percebe-se a infeliz tendência de aderir tardiamente ao pré-natal, levando, na maioria dos casos, ao tratamento ineficaz.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: Sifilis gestacional diagnosticada em hospital universitário de Alagoas em 2019
Description:
Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível de alta incidência mundial provocada pela bactéria Gram-negativa Treponema pallidum.
A transmissão pode ocorrer pelo contato sexual desprotegido com pessoa contaminada, com a mucosa, sangue ou saliva de pacientes infectados e por via transplacentária materno-fetal.
Pode-se diagnosticar a sífilis gestacional por meio de exames de rastreio durante o pré-natal na grávida infectada que, se não tratada, ocasiona a sífilis congênita.
Os adolescentes estão mais suscetíveis à gravidez e adquirir infecções sexualmente transmissíveis em razão do início precoce da vida sexual, associado ao fato de que um em cada quatro jovens ativos sexualmente não usam camisinha.
Objetivo: Descrever o perfil das mulheres acometidas por sífilis gestacional atendidas em Hospital Universitário de Maceió, Alagoas, durante o ano de 2019.
Métodos: Trata-se de um estudo transversal com base na coleta e análise de prontuários eletrônicos de pacientes com sífilis gestacional, em que foram analisadas as variáveis: idade, titulação de Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas e o trimestre gestacional diagnosticado.
A tabulação de dados foi feita pelo software Microsoft Excel 365.
Resultados: Foram atendidas 29 gestantes que testaram positivo para sífilis por meio do Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas.
Dessas, 13 tinham entre 15 e 19 anos de idade, representando 44,83% dos atendimentos, enquanto que as gestantes de 20 a 24 anos representaram 13,79%.
Já as de 8805,25 anos foram 11 casos, 37,93%.
Houve apenas um caso de sífilis gestacional em adolescente (8804,14 anos).
Existiu predomínio do diagnóstico no segundo trimestre gestacional (44,83%) e o trimestre com menos diagnósticos foi o primeiro (6,9%).
Conclusão: A predominância de casos entre as mais jovens pode ser reflexo da insuficiente educação sexual escolar e parental, consequência da manutenção do sexo como tabu.
Quanto ao diagnóstico, percebe-se a infeliz tendência de aderir tardiamente ao pré-natal, levando, na maioria dos casos, ao tratamento ineficaz.
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