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Contribuições feministas ao jornalismo: o ativismo como prática transformadora
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PT. Neste artigo, de caráter ensaístico, revisitamos os referenciais positivistas das práticas e estudos sobre jornalismo, a partir de uma revisão bibliográfica, com o objetivo de discutir seus limites na contemporaneidade e apresentar uma sistematização de pesquisas acadêmicas que revelam práticas jornalísticas inclusivas. Entende-se que os referenciais positivistas conduziram a formação de profissionais nos cursos de graduação em jornalismo e prevaleceram no exercício da profissão ao longo do século XX. A incursão considera os aspectos históricos e sociais que conformam a sociedade brasileira e latino-americana, bem como as contribuições para o jornalismo desenvolvidas por teóricas e intelectuais vinculadas aos Estudos Feministas. A reflexão considera pesquisas e experiências que demonstram o impacto positivo de práticas comunicativas de movimentos sociais para o campo da Comunicação, como por exemplo o estudo de Cicilia Peruzzo (1998), que identificou em rádios comunitárias latinoamericanas uma série de ações capazes de viabilizar a participação popular na comunicação, inclusive aquela chamada “tradicional”. Outro exemplo citado na discussão é o trabalho do grupo de ativismo homossexual Triângulo Rosa que resultou na inclusão do item que veda a discriminação por orientação sexual no Código de Ética dos Jornalistas em 1986 (Câmara, 2002). Como resultado, apresentamos reflexões presentes em pesquisas acadêmicas que oferecem contribuições para ensejar outras formas de ensinar e produzir o jornalismo numa lógica orientada para o exercício pleno da cidadania de todas as pessoas, com destaque para o jornalismo com perspectiva de gênero e a abordagem inclusiva. A reflexão conclui que a crítica feminista da epistemologia expande a compreensão para outros modos de construção do conhecimento e de pensar a prática jornalística tensionando as estruturas de poder e promovendo o reencontro do jornalismo com os princípios de democracia e da cidadania.
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EN. In this article, of an essayistic nature, we revisit the positivist references of journalism practices and studies, based on a bibliographical review, to discuss their limits in contemporary times and present a systematization of academic research that reveals inclusive journalistic practices. It is understood that positivist references led to the training of professionals in undergraduate journalism courses and prevailed in the practice of the profession throughout the 20th century. The incursion considers the historical and social aspects that shape Brazilian and Latin American society and the contributions to journalism developed by theorists and intellectuals linked to Feminist Studies. The reflection considers research and experiences that demonstrate the positive impact of communicative practices of social movements in the field of Communication, such as the study by Cecilia Peruzzo (1998), which identified in Latin American community radio stations a series of actions capable of enabling participation popular in communication, including that called “traditional”. Another example cited in the discussion is the work of the homosexual activism group Triângulo Rosa, which included the item prohibiting discrimination based on sexual orientation in the Code of Ethics for Journalists in 1986 (Câmara, 2002). As a result, we present reflections from academic research that offer contributions to provide other ways of teaching and producing journalism in a logic-oriented towards the full exercise of citizenship by all people, with emphasis on journalism with a gender perspective and an inclusive approach. The reflection concludes that the feminist critique of epistemology expands understanding to other ways of constructing knowledge and thinking about journalistic practice, tensioning power structures, and promoting the reunion of journalism with the principles of democracy and citizenship.
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FR. Dans cet article, de nature essayistique, nous revisitons les références positivistes des pratiques et études journalistiques, à partir d’une revue bibliographique, dans le but de discuter de leurs limites à l’époque contemporaine et de présenter une systématisation des recherches académiques révélatrices de pratiques journalistiques inclusives. Il est entendu que les références positivistes ont conduit à la formation de professionnels dans des cours de journalisme de premier cycle et ont prévalu dans l'exercice de la profession tout au long du XXe siècle. L'incursion considère les aspects historiques et sociaux qui façonnent la société brésilienne et latino-américaine, ainsi que les contributions au journalisme développées par des théoriciennes et des intellectuelles liées aux études féministes. La réflexion considère les recherches et les expériences qui démontrent l'impact positif des pratiques communicatives des mouvements sociaux dans le domaine de la communication, comme l'étude de Cicilia Peruzzo (1998), qui a identifié dans les radios communautaires latino-américaines une série d'actions capables de permettre la participation. populaire dans la communication, y compris celle dite « traditionnelle ». Un autre exemple cité dans la discussion est le travail du groupe d'activisme homosexuel Triângulo Rosa, qui a abouti à l'inclusion de l'article interdisant la discrimination fondée sur l'orientation sexuelle dans le Code de déontologie des journalistes en 1986 (Câmara, 2002). En conséquence, nous présentons des réflexions présentes dans la recherche universitaire qui offrent des contributions pour proposer d'autres manières d'enseigner et de produire le journalisme dans une logique orientée vers le plein exercice de la citoyenneté par tous, en mettant l'accent sur un journalisme avec une perspective de genre et une approche inclusive. La réflexion conclut que la critique féministe de l’épistémologie élargit la compréhension à d’autres manières de construire des connaissances et de penser la pratique journalistique, en tendant les structures de pouvoir et en promouvant la réunion du journalisme avec les principes de démocratie et de citoyenneté.
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ES. En este artículo, de carácter ensayístico, revisamos los referentes positivistas de las prácticas y estudios periodísticos, a partir de una revisión bibliográfica, con el objetivo de discutir sus límites en la época contemporánea y presentar una sistematización de investigaciones académicas que revele prácticas periodísticas inclusivas. Se entiende que los referentes positivistas propiciaron la formación de profesionales en las carreras de pregrado en periodismo y prevalecieron en el ejercicio de la profesión a lo largo del siglo XX. La incursión considera los aspectos históricos y sociales que configuran la sociedad brasileña y latinoamericana, así como los aportes al periodismo desarrollados por teóricas e intelectuales vinculadas a los Estudios Feministas. La reflexión considera investigaciones y experiencias que demuestran el impacto positivo de las prácticas comunicativas de los movimientos sociales en el campo de la Comunicación, como el estudio de Cicilia Peruzzo (1998), que identificó en las radios comunitarias latinoamericanas una serie de acciones capaces de posibilitar la participación popular en la comunicación, incluido la llamada “tradicional”. Otro ejemplo citado en la discusión es el trabajo del grupo de activismo homosexual Triângulo Rosa, que resultó en la inclusión del artículo que prohíbe la discriminación basada en la orientación sexual en el Código de Ética para Periodistas en 1986 (Câmara, 2002). Como resultado, presentamos reflexiones presentes en investigaciones académicas que ofrecen aportes para brindar otras formas de enseñar y producir periodismo en una lógica orientada al ejercicio pleno de la ciudadanía por parte de todas las personas, con énfasis en el periodismo con perspectiva de género y el enfoque inclusivo. La reflexión concluye que la crítica feminista a la epistemología amplía la comprensión a otras formas de construir conocimiento y pensar sobre la práctica periodística, tensionando las estructuras de poder y promoviendo el reencuentro del periodismo con los principios de democracia y ciudadanía.
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Associacao Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo
Title: Contribuições feministas ao jornalismo: o ativismo como prática transformadora
Description:
PT.
Neste artigo, de caráter ensaístico, revisitamos os referenciais positivistas das práticas e estudos sobre jornalismo, a partir de uma revisão bibliográfica, com o objetivo de discutir seus limites na contemporaneidade e apresentar uma sistematização de pesquisas acadêmicas que revelam práticas jornalísticas inclusivas.
Entende-se que os referenciais positivistas conduziram a formação de profissionais nos cursos de graduação em jornalismo e prevaleceram no exercício da profissão ao longo do século XX.
A incursão considera os aspectos históricos e sociais que conformam a sociedade brasileira e latino-americana, bem como as contribuições para o jornalismo desenvolvidas por teóricas e intelectuais vinculadas aos Estudos Feministas.
A reflexão considera pesquisas e experiências que demonstram o impacto positivo de práticas comunicativas de movimentos sociais para o campo da Comunicação, como por exemplo o estudo de Cicilia Peruzzo (1998), que identificou em rádios comunitárias latinoamericanas uma série de ações capazes de viabilizar a participação popular na comunicação, inclusive aquela chamada “tradicional”.
Outro exemplo citado na discussão é o trabalho do grupo de ativismo homossexual Triângulo Rosa que resultou na inclusão do item que veda a discriminação por orientação sexual no Código de Ética dos Jornalistas em 1986 (Câmara, 2002).
Como resultado, apresentamos reflexões presentes em pesquisas acadêmicas que oferecem contribuições para ensejar outras formas de ensinar e produzir o jornalismo numa lógica orientada para o exercício pleno da cidadania de todas as pessoas, com destaque para o jornalismo com perspectiva de gênero e a abordagem inclusiva.
A reflexão conclui que a crítica feminista da epistemologia expande a compreensão para outros modos de construção do conhecimento e de pensar a prática jornalística tensionando as estruturas de poder e promovendo o reencontro do jornalismo com os princípios de democracia e da cidadania.
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EN.
In this article, of an essayistic nature, we revisit the positivist references of journalism practices and studies, based on a bibliographical review, to discuss their limits in contemporary times and present a systematization of academic research that reveals inclusive journalistic practices.
It is understood that positivist references led to the training of professionals in undergraduate journalism courses and prevailed in the practice of the profession throughout the 20th century.
The incursion considers the historical and social aspects that shape Brazilian and Latin American society and the contributions to journalism developed by theorists and intellectuals linked to Feminist Studies.
The reflection considers research and experiences that demonstrate the positive impact of communicative practices of social movements in the field of Communication, such as the study by Cecilia Peruzzo (1998), which identified in Latin American community radio stations a series of actions capable of enabling participation popular in communication, including that called “traditional”.
Another example cited in the discussion is the work of the homosexual activism group Triângulo Rosa, which included the item prohibiting discrimination based on sexual orientation in the Code of Ethics for Journalists in 1986 (Câmara, 2002).
As a result, we present reflections from academic research that offer contributions to provide other ways of teaching and producing journalism in a logic-oriented towards the full exercise of citizenship by all people, with emphasis on journalism with a gender perspective and an inclusive approach.
The reflection concludes that the feminist critique of epistemology expands understanding to other ways of constructing knowledge and thinking about journalistic practice, tensioning power structures, and promoting the reunion of journalism with the principles of democracy and citizenship.
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FR.
Dans cet article, de nature essayistique, nous revisitons les références positivistes des pratiques et études journalistiques, à partir d’une revue bibliographique, dans le but de discuter de leurs limites à l’époque contemporaine et de présenter une systématisation des recherches académiques révélatrices de pratiques journalistiques inclusives.
Il est entendu que les références positivistes ont conduit à la formation de professionnels dans des cours de journalisme de premier cycle et ont prévalu dans l'exercice de la profession tout au long du XXe siècle.
L'incursion considère les aspects historiques et sociaux qui façonnent la société brésilienne et latino-américaine, ainsi que les contributions au journalisme développées par des théoriciennes et des intellectuelles liées aux études féministes.
La réflexion considère les recherches et les expériences qui démontrent l'impact positif des pratiques communicatives des mouvements sociaux dans le domaine de la communication, comme l'étude de Cicilia Peruzzo (1998), qui a identifié dans les radios communautaires latino-américaines une série d'actions capables de permettre la participation.
populaire dans la communication, y compris celle dite « traditionnelle ».
Un autre exemple cité dans la discussion est le travail du groupe d'activisme homosexuel Triângulo Rosa, qui a abouti à l'inclusion de l'article interdisant la discrimination fondée sur l'orientation sexuelle dans le Code de déontologie des journalistes en 1986 (Câmara, 2002).
En conséquence, nous présentons des réflexions présentes dans la recherche universitaire qui offrent des contributions pour proposer d'autres manières d'enseigner et de produire le journalisme dans une logique orientée vers le plein exercice de la citoyenneté par tous, en mettant l'accent sur un journalisme avec une perspective de genre et une approche inclusive.
La réflexion conclut que la critique féministe de l’épistémologie élargit la compréhension à d’autres manières de construire des connaissances et de penser la pratique journalistique, en tendant les structures de pouvoir et en promouvant la réunion du journalisme avec les principes de démocratie et de citoyenneté.
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ES.
En este artículo, de carácter ensayístico, revisamos los referentes positivistas de las prácticas y estudios periodísticos, a partir de una revisión bibliográfica, con el objetivo de discutir sus límites en la época contemporánea y presentar una sistematización de investigaciones académicas que revele prácticas periodísticas inclusivas.
Se entiende que los referentes positivistas propiciaron la formación de profesionales en las carreras de pregrado en periodismo y prevalecieron en el ejercicio de la profesión a lo largo del siglo XX.
La incursión considera los aspectos históricos y sociales que configuran la sociedad brasileña y latinoamericana, así como los aportes al periodismo desarrollados por teóricas e intelectuales vinculadas a los Estudios Feministas.
La reflexión considera investigaciones y experiencias que demuestran el impacto positivo de las prácticas comunicativas de los movimientos sociales en el campo de la Comunicación, como el estudio de Cicilia Peruzzo (1998), que identificó en las radios comunitarias latinoamericanas una serie de acciones capaces de posibilitar la participación popular en la comunicación, incluido la llamada “tradicional”.
Otro ejemplo citado en la discusión es el trabajo del grupo de activismo homosexual Triângulo Rosa, que resultó en la inclusión del artículo que prohíbe la discriminación basada en la orientación sexual en el Código de Ética para Periodistas en 1986 (Câmara, 2002).
Como resultado, presentamos reflexiones presentes en investigaciones académicas que ofrecen aportes para brindar otras formas de enseñar y producir periodismo en una lógica orientada al ejercicio pleno de la ciudadanía por parte de todas las personas, con énfasis en el periodismo con perspectiva de género y el enfoque inclusivo.
La reflexión concluye que la crítica feminista a la epistemología amplía la comprensión a otras formas de construir conocimiento y pensar sobre la práctica periodística, tensionando las estructuras de poder y promoviendo el reencuentro del periodismo con los principios de democracia y ciudadanía.
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