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Dividir-me-ei em três e outros contos
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Uma marca singular deste livro literário é sua intensa intertextualidade, que transforma cada conto numa encruzilhada literária. É comum encontrarmos, em suas páginas, diálogos sutis ou explícitos com Shakespeare, Borges, Cortázar, Poe, Lygia Fagundes Telles, Álvares de Azevedo, entre tantos outros. O autor revisita autores, personagens e obras, convidando o leitor não apenas a decifrar as múltiplas camadas de significado dos seus contos, mas também a ampliar seu repertório literário, a compreender que literatura não acontece em isolamento, mas é sempre rede, memória e conversa. Sua prosa é também profundamente metalinguística. Frequentemente, o narrador se volta para o próprio ato de narrar, revela processos criativos, discute estruturas ou explica o conto dentro do conto, num jogo literário que reforça a inteligência do texto e coloca o leitor numa posição ativa, cúmplice da criação. O autor nos faz questionar a própria essência do conto como gênero, dialogando tanto com o cânone literário quanto com a teoria, evocando Poe e sua filosofia da composição, Cortázar e seu jogo entre o real e o fantástico, e Todorov e suas reflexões sobre as fronteiras do estranho, do maravilhoso e do fantástico. Este livro é uma Etnografia sobre o Brasil, é Linguística Aplicada, é Literatura, Teoria Literária e, sobretudo, uma experiência única. Cada conto se apresenta como ponte entre universos distintos — o real e o fantástico, o passado e o presente, o eu e o outro. Sua literatura não apenas retrata a realidade, mas amplia nossa compreensão sobre ela, convidando-nos a habitar múltiplas perspectivas.
Title: Dividir-me-ei em três e outros contos
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Uma marca singular deste livro literário é sua intensa intertextualidade, que transforma cada conto numa encruzilhada literária.
É comum encontrarmos, em suas páginas, diálogos sutis ou explícitos com Shakespeare, Borges, Cortázar, Poe, Lygia Fagundes Telles, Álvares de Azevedo, entre tantos outros.
O autor revisita autores, personagens e obras, convidando o leitor não apenas a decifrar as múltiplas camadas de significado dos seus contos, mas também a ampliar seu repertório literário, a compreender que literatura não acontece em isolamento, mas é sempre rede, memória e conversa.
Sua prosa é também profundamente metalinguística.
Frequentemente, o narrador se volta para o próprio ato de narrar, revela processos criativos, discute estruturas ou explica o conto dentro do conto, num jogo literário que reforça a inteligência do texto e coloca o leitor numa posição ativa, cúmplice da criação.
O autor nos faz questionar a própria essência do conto como gênero, dialogando tanto com o cânone literário quanto com a teoria, evocando Poe e sua filosofia da composição, Cortázar e seu jogo entre o real e o fantástico, e Todorov e suas reflexões sobre as fronteiras do estranho, do maravilhoso e do fantástico.
Este livro é uma Etnografia sobre o Brasil, é Linguística Aplicada, é Literatura, Teoria Literária e, sobretudo, uma experiência única.
Cada conto se apresenta como ponte entre universos distintos — o real e o fantástico, o passado e o presente, o eu e o outro.
Sua literatura não apenas retrata a realidade, mas amplia nossa compreensão sobre ela, convidando-nos a habitar múltiplas perspectivas.
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