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Feminicídio: estudo com dados do setor saúde de um município paulista
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Objetivo: caracterizar o perfil sociodemográfico das mulheres estimadas como vítimas de feminicídio, de 2009 a 2018, de um município do interior paulista, e as características da violência sofrida e dos prováveis agressores. Metodologia: estudo transversal e quantitativo, retrospectivo e descritivo. Os dados foram sistematizados com estatística descritiva. Resultados: 45 mulheres foram estimadas como vítimas de feminicídio. Maioria branca; solteiras; 20 a 59 anos de idade; ensino fundamental incompleto; exerciam atividades domésticas com ou sem remuneração. Violência física foi o tipo prevalente, com objetos perfurocortantes como meio empregado e causa básica do óbito mais frequentes. O domicílio foi onde mais ocorreram episódios de violência e feminicídio. Conclusão: Fica claro na pesquisa a importância de identificar situações de risco para o feminicídio e investir em projetos terapêuticos que foquem nas dificuldades dos relacionamentos interpessoais e controle de comportamentos agressivos. Oferecer amparo em centros formais de ajuda comunitária, sociais e jurídicos, são igualmente necessários. A formação dos profissionais da saúde deve ser feita visando ações de prevenção, segurança, melhoria dos registros ambulatoriais e hospitalares no atendimento às vítimas de violência. É esperado que sejam feitas pesquisas que identifiquem mulheres em situação de risco e que sejam implementadas políticas públicas com propósito protetivo que minimizem a violência contra a mulher e seus desfechos fatais.
Title: Feminicídio: estudo com dados do setor saúde de um município paulista
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Objetivo: caracterizar o perfil sociodemográfico das mulheres estimadas como vítimas de feminicídio, de 2009 a 2018, de um município do interior paulista, e as características da violência sofrida e dos prováveis agressores.
Metodologia: estudo transversal e quantitativo, retrospectivo e descritivo.
Os dados foram sistematizados com estatística descritiva.
Resultados: 45 mulheres foram estimadas como vítimas de feminicídio.
Maioria branca; solteiras; 20 a 59 anos de idade; ensino fundamental incompleto; exerciam atividades domésticas com ou sem remuneração.
Violência física foi o tipo prevalente, com objetos perfurocortantes como meio empregado e causa básica do óbito mais frequentes.
O domicílio foi onde mais ocorreram episódios de violência e feminicídio.
Conclusão: Fica claro na pesquisa a importância de identificar situações de risco para o feminicídio e investir em projetos terapêuticos que foquem nas dificuldades dos relacionamentos interpessoais e controle de comportamentos agressivos.
Oferecer amparo em centros formais de ajuda comunitária, sociais e jurídicos, são igualmente necessários.
A formação dos profissionais da saúde deve ser feita visando ações de prevenção, segurança, melhoria dos registros ambulatoriais e hospitalares no atendimento às vítimas de violência.
É esperado que sejam feitas pesquisas que identifiquem mulheres em situação de risco e que sejam implementadas políticas públicas com propósito protetivo que minimizem a violência contra a mulher e seus desfechos fatais.
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