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Elaborações acerca de “Freud pedagogo?”
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O que pode o psicanalista na pólis? O que pode um psicanalista num campo de futebol? Pode calar a boca e assistir o jogo, e se divertir com isso, quem sabe. O que pode o psicanalista numa sala de cirurgia ortopédica? O que pode um psicanalista na sala de aula? Na educação? Dar aula é que não pode... & O que pode um político na psicanálise? O que pode um militar, um soldado, na psicanálise? O que pode um filósofo na psicanálise? Novamente: O que pode um psicanalista no teatro? Numa apresentação de teatro, num espetáculo? [Muda a forma] Existiriam os tais 'efeitos analíticos' extramuros, em extensão, seja onde estiver? O primeiro passo para alguém que alega essa existência seria o de definir muito bem o que são os 'efeitos analíticos'. Se tratariam de 'efeito sujeito'? Seria aquilo que marca 'um antes e um depois'? Seria aquilo que de alguma forma (vaga) leva em consideração o inconsciente? Haveria que ter nítida (clara) essa coisa de inconsciente (escura) - sem contar as diversas versões psicanalíticas dessa própria noção [é tudo que não haverá]. Não estaríamos limitados (e libertados) única e exclusivamente pela transferência? No início está a transferência: como abertura e limite do campo. Fora do espaço transferencial, não há interpretação e nem psicanálise. A psicanálise do artista ou da obra de arte sempre foi algo controverso, desonesto ou estúpido. Não só pela pobre ideia acerca de 'desnudar os sentidos ocultos', perspectiva desinteressantíssima de inconsciência, mas, acima de tudo, porque não se está em jogo a tal suposição sintomática de saber. E faço o friso do sintomática, não no sentido de se tratar meramente de um sintoma (isso, sempre é), mas no sentido de, seja lá qual for o interlocutor, haverá que estar analiticamente incluído no sintoma (então não basta ser sintoma, há que ser analítico - o que inclui a produção inconsciente no 'à dois' - entendida a dinâmica especializada de suposição de interlocução). Enfim: Psicanálise & Racismo. Não é psicanálise do racismo, e nem racismo psicanalisado. Como ‘psicanálise da criança’, quando se está lá para as crianças ao invés de com as crianças. Tudo isso? Nada disso. Psicanálise aplicada? Perto. Ou, vejamos o que disso tem aqui.
Title: Elaborações acerca de “Freud pedagogo?”
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O que pode o psicanalista na pólis? O que pode um psicanalista num campo de futebol? Pode calar a boca e assistir o jogo, e se divertir com isso, quem sabe.
O que pode o psicanalista numa sala de cirurgia ortopédica? O que pode um psicanalista na sala de aula? Na educação? Dar aula é que não pode.
& O que pode um político na psicanálise? O que pode um militar, um soldado, na psicanálise? O que pode um filósofo na psicanálise? Novamente: O que pode um psicanalista no teatro? Numa apresentação de teatro, num espetáculo? [Muda a forma] Existiriam os tais 'efeitos analíticos' extramuros, em extensão, seja onde estiver? O primeiro passo para alguém que alega essa existência seria o de definir muito bem o que são os 'efeitos analíticos'.
Se tratariam de 'efeito sujeito'? Seria aquilo que marca 'um antes e um depois'? Seria aquilo que de alguma forma (vaga) leva em consideração o inconsciente? Haveria que ter nítida (clara) essa coisa de inconsciente (escura) - sem contar as diversas versões psicanalíticas dessa própria noção [é tudo que não haverá].
Não estaríamos limitados (e libertados) única e exclusivamente pela transferência? No início está a transferência: como abertura e limite do campo.
Fora do espaço transferencial, não há interpretação e nem psicanálise.
A psicanálise do artista ou da obra de arte sempre foi algo controverso, desonesto ou estúpido.
Não só pela pobre ideia acerca de 'desnudar os sentidos ocultos', perspectiva desinteressantíssima de inconsciência, mas, acima de tudo, porque não se está em jogo a tal suposição sintomática de saber.
E faço o friso do sintomática, não no sentido de se tratar meramente de um sintoma (isso, sempre é), mas no sentido de, seja lá qual for o interlocutor, haverá que estar analiticamente incluído no sintoma (então não basta ser sintoma, há que ser analítico - o que inclui a produção inconsciente no 'à dois' - entendida a dinâmica especializada de suposição de interlocução).
Enfim: Psicanálise & Racismo.
Não é psicanálise do racismo, e nem racismo psicanalisado.
Como ‘psicanálise da criança’, quando se está lá para as crianças ao invés de com as crianças.
Tudo isso? Nada disso.
Psicanálise aplicada? Perto.
Ou, vejamos o que disso tem aqui.
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