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O impacto da pandemia de COVID-19 no exame de mamografia no Rio de Janeiro

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Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres em todo o mundo. A mamografia é o único exame de eficácia comprovada para o rastreio do câncer de mama, evitando que o diagnóstico seja realizado apenas em estágios mais avançados da doença. Atualmente, recomenda-se pelo Ministério da Saúde que mulheres entre 50 e 69 anos realizem a mamografia bienalmente. Com isso, a possibilidade de cura é maior, assim como a de realizar tratamentos menos agressivos. Como forma de padronizar os resultados da mamografia, o Colégio Americano de Radiologia desenvolveu o sistema Breast Image Reporting and Data System (BI-RADS). As categorias indicam a probabilidade de um resultado benigno ou maligno baseado em achados de imagem. Seus benefícios incluem orientação quanto à conduta a ser tomada de acordo com cada categoria. Os resultados são classificados de 0 a 6, representando inconclusivo, normal, achado benigno, provavelmente benigno, suspeito, altamente suspeito e malignidade comprovada por biópsia, respectivamente. Durante o período de pandemia de COVID-19, foram necessárias medidas com o fim de reduzir a disseminação do vírus. Nesse contexto, muitas pacientes adiaram a realização da mamografia, o que pode ter aumentado consideravelmente o atraso nos diagnósticos de câncer de mama. Objetivos: Analisar o número de mamografias realizadas no estado do Rio de Janeiro e seus resultados segundo a classificação BI-RADS, no ano anterior à pandemia de COVID-19 e durante o período da pandemia no país. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo, que utilizou dados referentes à realização do exame de mamografia no Rio de Janeiro por local de residência no ano de 2019, período anterior à pandemia de COVID-19 no país, comparando-os com os dados do ano de 2020, durante o período de pandemia de COVID-19 no Brasil. Os dados foram coletados do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), e as variáveis selecionadas foram: número de exames realizados e categoria BI-RADS. O programa Microsoft Excel foi utilizado para a análise dos dados. Resultados e conclusão: Ao todo, foram realizadas 92.649 mamografias no Rio de Janeiro no ano de 2019, sendo 81.172 entre março e dezembro. Em 2020, do início da pandemia (março) ao fim do ano, foram efetuadas 49.502 mamografias, uma redução de 39,0% — incluindo redução de 81,9% em maio, o mês mais afetado. Levando-se em conta a categoria BI-RADS, em todo o período analisado houve redução de 28,5% em BI-RADS 0; de 42,9% em BI-RADS 1; de 39,2% em BI-RADS 2; de 42,4% em BI-RADS 3; e de 10,2% em BI-RADS 4. Nas categorias 5 e 6, houve aumento de 4,8 e 90,5%, respectivamente. Foi observada redução significativa no número de mamografias realizadas em 2020 no Brasil e aumento nos achados altamente suspeitos e de malignidade comprovada por biópsia. Problemas antigos no acesso a esse exame foram agravados pela crise gerada pela COVID-19. Isso representa uma sobrecarga de exames para os próximos anos e um número potencial de cânceres de mama diagnosticados tardiamente.
Title: O impacto da pandemia de COVID-19 no exame de mamografia no Rio de Janeiro
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Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres em todo o mundo.
A mamografia é o único exame de eficácia comprovada para o rastreio do câncer de mama, evitando que o diagnóstico seja realizado apenas em estágios mais avançados da doença.
Atualmente, recomenda-se pelo Ministério da Saúde que mulheres entre 50 e 69 anos realizem a mamografia bienalmente.
Com isso, a possibilidade de cura é maior, assim como a de realizar tratamentos menos agressivos.
Como forma de padronizar os resultados da mamografia, o Colégio Americano de Radiologia desenvolveu o sistema Breast Image Reporting and Data System (BI-RADS).
As categorias indicam a probabilidade de um resultado benigno ou maligno baseado em achados de imagem.
Seus benefícios incluem orientação quanto à conduta a ser tomada de acordo com cada categoria.
Os resultados são classificados de 0 a 6, representando inconclusivo, normal, achado benigno, provavelmente benigno, suspeito, altamente suspeito e malignidade comprovada por biópsia, respectivamente.
Durante o período de pandemia de COVID-19, foram necessárias medidas com o fim de reduzir a disseminação do vírus.
Nesse contexto, muitas pacientes adiaram a realização da mamografia, o que pode ter aumentado consideravelmente o atraso nos diagnósticos de câncer de mama.
Objetivos: Analisar o número de mamografias realizadas no estado do Rio de Janeiro e seus resultados segundo a classificação BI-RADS, no ano anterior à pandemia de COVID-19 e durante o período da pandemia no país.
Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo, que utilizou dados referentes à realização do exame de mamografia no Rio de Janeiro por local de residência no ano de 2019, período anterior à pandemia de COVID-19 no país, comparando-os com os dados do ano de 2020, durante o período de pandemia de COVID-19 no Brasil.
Os dados foram coletados do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), e as variáveis selecionadas foram: número de exames realizados e categoria BI-RADS.
O programa Microsoft Excel foi utilizado para a análise dos dados.
Resultados e conclusão: Ao todo, foram realizadas 92.
649 mamografias no Rio de Janeiro no ano de 2019, sendo 81.
172 entre março e dezembro.
Em 2020, do início da pandemia (março) ao fim do ano, foram efetuadas 49.
502 mamografias, uma redução de 39,0% — incluindo redução de 81,9% em maio, o mês mais afetado.
Levando-se em conta a categoria BI-RADS, em todo o período analisado houve redução de 28,5% em BI-RADS 0; de 42,9% em BI-RADS 1; de 39,2% em BI-RADS 2; de 42,4% em BI-RADS 3; e de 10,2% em BI-RADS 4.
Nas categorias 5 e 6, houve aumento de 4,8 e 90,5%, respectivamente.
Foi observada redução significativa no número de mamografias realizadas em 2020 no Brasil e aumento nos achados altamente suspeitos e de malignidade comprovada por biópsia.
Problemas antigos no acesso a esse exame foram agravados pela crise gerada pela COVID-19.
Isso representa uma sobrecarga de exames para os próximos anos e um número potencial de cânceres de mama diagnosticados tardiamente.

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