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ENTRE A EXCLUSIVIDADE E O ACESSO LIVRE: A RECONFIGURAÇÃO DO DIREITO DA PATENTE NA ERA DA INOVAÇÃO VERDE
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Resumo: O presente artigo examina criticamente a reconfiguração do direito da patente face às exigências da inovação verde, num contexto marcado pela emergência climática e pela necessidade de transição para modelos de desenvolvimento sustentável. Partindo de uma análise jurídico-económica e interdisciplinar, demonstra-se que o regime da patente, fortemente assente na lógica de exclusividade e apropriação privada do conhecimento, revela significativas insuficiências quando confrontado com a dinâmica colaborativa, rápida difusão tecnológica e exigências de acesso universal inerentes à inovação ambientalmente orientada. A investigação evidencia que a tensão estrutural entre exclusividade e acesso aberto se intensifica à medida que tecnologias verdes se tornam bens estratégicos de interesse global, expondo limitações do atual quadro normativo, designadamente no âmbito do Acordo TRIPS, cuja aplicação rígida acentua assimetrias entre países desenvolvidos e economias emergentes.
O estudo analisa igualmente instrumentos jurídicos alternativos ou complementares às patentes, tais como licenças compulsórias, consórcios de patentes, modelos de código aberto, sistemas de responsabilidade, plataformas multilaterais de cooperação tecnológica e mecanismos de financiamento público da inovação sustentável. Demonstra-se que tais instrumentos não configuram exceções marginais, mas são componentes estruturantes de um novo modelo de propriedade intelectual sustentável, capaz de equilibrar incentivos privados à inovação com a função social e ambiental da tecnologia.
Conclui-se que a proteção jurídica da sustentabilidade tecnológica exige uma arquitetura jurídica híbrida, cooperativa e internacionalizada, que incorpore mecanismos de flexibilização, regulação ambiental eficiente e instrumentos de cooperação global. O direito da patente, sem prejuízo da sua exclusividade, deve ser reorientado para um paradigma funcional, centrado na equidade tecnológica, na justiça ambiental e na partilha responsável do conhecimento verde, garantindo que a inovação se converta em benefício efetivo para a humanidade e para a preservação do planeta.
Title: ENTRE A EXCLUSIVIDADE E O ACESSO LIVRE: A RECONFIGURAÇÃO DO DIREITO DA PATENTE NA ERA DA INOVAÇÃO VERDE
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Resumo: O presente artigo examina criticamente a reconfiguração do direito da patente face às exigências da inovação verde, num contexto marcado pela emergência climática e pela necessidade de transição para modelos de desenvolvimento sustentável.
Partindo de uma análise jurídico-económica e interdisciplinar, demonstra-se que o regime da patente, fortemente assente na lógica de exclusividade e apropriação privada do conhecimento, revela significativas insuficiências quando confrontado com a dinâmica colaborativa, rápida difusão tecnológica e exigências de acesso universal inerentes à inovação ambientalmente orientada.
A investigação evidencia que a tensão estrutural entre exclusividade e acesso aberto se intensifica à medida que tecnologias verdes se tornam bens estratégicos de interesse global, expondo limitações do atual quadro normativo, designadamente no âmbito do Acordo TRIPS, cuja aplicação rígida acentua assimetrias entre países desenvolvidos e economias emergentes.
O estudo analisa igualmente instrumentos jurídicos alternativos ou complementares às patentes, tais como licenças compulsórias, consórcios de patentes, modelos de código aberto, sistemas de responsabilidade, plataformas multilaterais de cooperação tecnológica e mecanismos de financiamento público da inovação sustentável.
Demonstra-se que tais instrumentos não configuram exceções marginais, mas são componentes estruturantes de um novo modelo de propriedade intelectual sustentável, capaz de equilibrar incentivos privados à inovação com a função social e ambiental da tecnologia.
Conclui-se que a proteção jurídica da sustentabilidade tecnológica exige uma arquitetura jurídica híbrida, cooperativa e internacionalizada, que incorpore mecanismos de flexibilização, regulação ambiental eficiente e instrumentos de cooperação global.
O direito da patente, sem prejuízo da sua exclusividade, deve ser reorientado para um paradigma funcional, centrado na equidade tecnológica, na justiça ambiental e na partilha responsável do conhecimento verde, garantindo que a inovação se converta em benefício efetivo para a humanidade e para a preservação do planeta.
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