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DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE: ATUALIZAÇÕES NO DIAGNÓSTICO, FISIOPATOLOGIA E MANEJO TERAPÊUTICO
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Introdução: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda visual irreversível em indivíduos acima de 60 anos nos países desenvolvidos e apresenta impacto crescente no Brasil em razão do envelhecimento populacional. A doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento facial. A DMRI compromete significativamente a autonomia e a qualidade de vida, além de gerar elevados custos sociais e assistenciais. Avanços recentes na compreensão da fisiopatologia, aliados a novas ferramentas diagnósticas e terapêuticas, têm modificado de forma relevante o prognóstico da doença, especialmente em sua forma exsudativa. Objetivo: Apresentar uma atualização sobre os principais mecanismos fisiopatológicos da DMRI, discutir os métodos diagnósticos atualmente utilizados e analisar as estratégias terapêuticas contemporâneas recomendadas por sociedades oftalmológicas e estudos de referência. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, diretrizes de sociedades internacionais e brasileiras de oftalmologia e consensos clínicos amplamente reconhecidos. Foram priorizados estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões que abordassem diagnóstico, fisiopatologia e tratamento da DMRI em adultos. Discussão e Resultados: A fisiopatologia da DMRI envolve interação complexa entre envelhecimento, predisposição genética, estresse oxidativo, inflamação crônica e disfunção do epitélio pigmentar da retina. Clinicamente, a doença é classificada em forma seca, caracterizada por drusas e atrofia progressiva, e forma úmida, marcada por neovascularização coroideana. O diagnóstico baseia-se no exame oftalmológico detalhado, complementado por tomografia de coerência óptica e angiografia, fundamentais para a detecção precoce e monitorização. No manejo terapêutico, a suplementação vitamínica tem papel na forma seca intermediária, enquanto a forma exsudativa é tratada predominantemente com agentes anti-VEGF, que reduziram significativamente a progressão da perda visual quando administrados de forma adequada e contínua. Conclusão: A DMRI permanece um desafio clínico relevante, porém os avanços diagnósticos e terapêuticos transformaram seu manejo. O diagnóstico precoce e o seguimento regular são essenciais para preservar a visão e minimizar o impacto funcional da doença, reforçando a importância de uma abordagem baseada em evidências e individualizada.
Instituto Pesquisa & Ciência
Title: DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE: ATUALIZAÇÕES NO DIAGNÓSTICO, FISIOPATOLOGIA E MANEJO TERAPÊUTICO
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Introdução: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda visual irreversível em indivíduos acima de 60 anos nos países desenvolvidos e apresenta impacto crescente no Brasil em razão do envelhecimento populacional.
A doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento facial.
A DMRI compromete significativamente a autonomia e a qualidade de vida, além de gerar elevados custos sociais e assistenciais.
Avanços recentes na compreensão da fisiopatologia, aliados a novas ferramentas diagnósticas e terapêuticas, têm modificado de forma relevante o prognóstico da doença, especialmente em sua forma exsudativa.
Objetivo: Apresentar uma atualização sobre os principais mecanismos fisiopatológicos da DMRI, discutir os métodos diagnósticos atualmente utilizados e analisar as estratégias terapêuticas contemporâneas recomendadas por sociedades oftalmológicas e estudos de referência.
Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, diretrizes de sociedades internacionais e brasileiras de oftalmologia e consensos clínicos amplamente reconhecidos.
Foram priorizados estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões que abordassem diagnóstico, fisiopatologia e tratamento da DMRI em adultos.
Discussão e Resultados: A fisiopatologia da DMRI envolve interação complexa entre envelhecimento, predisposição genética, estresse oxidativo, inflamação crônica e disfunção do epitélio pigmentar da retina.
Clinicamente, a doença é classificada em forma seca, caracterizada por drusas e atrofia progressiva, e forma úmida, marcada por neovascularização coroideana.
O diagnóstico baseia-se no exame oftalmológico detalhado, complementado por tomografia de coerência óptica e angiografia, fundamentais para a detecção precoce e monitorização.
No manejo terapêutico, a suplementação vitamínica tem papel na forma seca intermediária, enquanto a forma exsudativa é tratada predominantemente com agentes anti-VEGF, que reduziram significativamente a progressão da perda visual quando administrados de forma adequada e contínua.
Conclusão: A DMRI permanece um desafio clínico relevante, porém os avanços diagnósticos e terapêuticos transformaram seu manejo.
O diagnóstico precoce e o seguimento regular são essenciais para preservar a visão e minimizar o impacto funcional da doença, reforçando a importância de uma abordagem baseada em evidências e individualizada.
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