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Viver, sentir, esquecer: apostasia na trajetória de Rachel de Queiroz

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Esse artigo apresenta reflexões sobre as múltiplas identidades e versões de si que perpassam as narrativas da escritora Rachel de Queiroz. O enfoque recai sobre as redes de sociabilidades, os afetos e os sentimentos que transpassaram e emergiram no processo de sua cisão com o Partido Comunista. Para tanto, categorias próprias ao campo da História Intelectual (como o conceito de microclima) e aos estudos voltados à memória (como a noção de esquecimento) se fazem importantes. O trabalho torna possível nuançar e perceber as tensões e silêncios que perpassam tanto a identidade pueril e jovial quanto a identidade mais intelectualizada e circunscrita à maturidade da escritora. Percebe-se que a ruptura de Rachel de Queiroz com as esquerdas não possui um marco definitivo, tratando-se de um processo paulatino e difuso ocorrido entre os anos de 1935 e 1940, marcado ora por aproximações, ora por distanciamentos e composto por uma intricada rede afetiva. Assim, as tramas históricas, políticas e literárias de Rachel de Queiroz compõem um cenário complexo para suas identidades, no qual estão entrelaçados os sentimentos, os afetos, os desejos, os medos, as dores, dentre outros elementos da sensibilidade da escritora.
Universidade Federal de Grande Dourados
Title: Viver, sentir, esquecer: apostasia na trajetória de Rachel de Queiroz
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Esse artigo apresenta reflexões sobre as múltiplas identidades e versões de si que perpassam as narrativas da escritora Rachel de Queiroz.
O enfoque recai sobre as redes de sociabilidades, os afetos e os sentimentos que transpassaram e emergiram no processo de sua cisão com o Partido Comunista.
Para tanto, categorias próprias ao campo da História Intelectual (como o conceito de microclima) e aos estudos voltados à memória (como a noção de esquecimento) se fazem importantes.
O trabalho torna possível nuançar e perceber as tensões e silêncios que perpassam tanto a identidade pueril e jovial quanto a identidade mais intelectualizada e circunscrita à maturidade da escritora.
Percebe-se que a ruptura de Rachel de Queiroz com as esquerdas não possui um marco definitivo, tratando-se de um processo paulatino e difuso ocorrido entre os anos de 1935 e 1940, marcado ora por aproximações, ora por distanciamentos e composto por uma intricada rede afetiva.
Assim, as tramas históricas, políticas e literárias de Rachel de Queiroz compõem um cenário complexo para suas identidades, no qual estão entrelaçados os sentimentos, os afetos, os desejos, os medos, as dores, dentre outros elementos da sensibilidade da escritora.

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