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Relação do índice de massa corporal pré-gestacional e os efeitos adversos na gestação: uma revisão sistemática
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Objetivo: Realizar uma revisão de literatura para analisar a relação entre o índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional e os efeitos adversos na gestação. Fontes de dados: Pesquisa de bibliografia nas bases de dados EBSCO Information Service (EBSCO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), United States National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Seleção de estudos: Foram escolhidos os descritores para a pesquisa de artigos científicos por meio dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), e estes foram: “Obesidade” AND “Gravidez” AND “Risco”. Incluiu-se os artigos publicados entre 2019 e 2024, com texto completo disponível e em português. Os critérios de exclusão foram: revisão de literatura e texto completo indisponível. Coleta de dados: Foram encontrados 40.854 artigos, sendo 17.100 excluídos por data de publicação, 6.820 por não estarem disponíveis gratuitamente de forma completa, 8.507 pelo tipo de estudo, 6.932 por não estarem na língua portuguesa e 1.487 por não apresentarem título e resumo condizente com o tema, restando 8 artigos para leitura na íntegra. Resultados: O sobrepeso e a obesidade podem ser definidos como excesso de gordura corporal que cause prejuízos à saúde. Esse diagnóstico pode ser estabelecido a partir do cálculo do IMC, definido como o peso (em quilogramas) dividido pela altura (em metros) ao quadrado. Os adultos que obtiverem um IMC maior ou igual a 25 são considerados com sobrepeso e aqueles com IMC maior ou igual a 30 são considerados obesos. O IMC da gestante é calculado na primeira consulta do pré-natal, e esse resultado pode indicar o aumento das chances de complicações durante a gravidez. Mulheres obesas antes ou durante a gestação apresentam risco aumentado de síndromes hipertensivas, com destaque para a pré-eclâmpsia e diabetes mellitus gestacional (DMG). Também têm mais chances de infecções pós-parto, trabalho de parto prolongado e ocorrência do parto por cesárea. Da mesma forma que para a mãe, o neonato também apresenta risco aumentado para certas complicações, como macrossomia, hipoglicemia ou hiperbilirrubinemia neonatal, além de maior risco de obesidade infantil, traumas de nascimento, maior permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e nascimento prematuro. Assim como o IMC elevado apresenta riscos para a mãe e ao recém-nascido, mulheres com um IMC abaixo do peso tendem a gerar bebês pequenos para a idade gestacional, o que também acarreta em desfechos negativos. Conclusão: A obesidade é um problema de saúde que afeta indivíduos no mundo todo e pode trazer várias complicações para gestantes e seus recém-nascidos. Dentre essas complicações, podem ser citadas pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, que afetam a mulher, e macrossomia e parto prematuro para o recém-nascido. Portanto, o controle do peso antes e durante a gestação é de extrema importância para que mãe e bebê não corram nenhum risco ao longo da gravidez ou após o nascimento.
Title: Relação do índice de massa corporal pré-gestacional e os efeitos adversos na gestação: uma revisão sistemática
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Objetivo: Realizar uma revisão de literatura para analisar a relação entre o índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional e os efeitos adversos na gestação.
Fontes de dados: Pesquisa de bibliografia nas bases de dados EBSCO Information Service (EBSCO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), United States National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).
Seleção de estudos: Foram escolhidos os descritores para a pesquisa de artigos científicos por meio dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), e estes foram: “Obesidade” AND “Gravidez” AND “Risco”.
Incluiu-se os artigos publicados entre 2019 e 2024, com texto completo disponível e em português.
Os critérios de exclusão foram: revisão de literatura e texto completo indisponível.
Coleta de dados: Foram encontrados 40.
854 artigos, sendo 17.
100 excluídos por data de publicação, 6.
820 por não estarem disponíveis gratuitamente de forma completa, 8.
507 pelo tipo de estudo, 6.
932 por não estarem na língua portuguesa e 1.
487 por não apresentarem título e resumo condizente com o tema, restando 8 artigos para leitura na íntegra.
Resultados: O sobrepeso e a obesidade podem ser definidos como excesso de gordura corporal que cause prejuízos à saúde.
Esse diagnóstico pode ser estabelecido a partir do cálculo do IMC, definido como o peso (em quilogramas) dividido pela altura (em metros) ao quadrado.
Os adultos que obtiverem um IMC maior ou igual a 25 são considerados com sobrepeso e aqueles com IMC maior ou igual a 30 são considerados obesos.
O IMC da gestante é calculado na primeira consulta do pré-natal, e esse resultado pode indicar o aumento das chances de complicações durante a gravidez.
Mulheres obesas antes ou durante a gestação apresentam risco aumentado de síndromes hipertensivas, com destaque para a pré-eclâmpsia e diabetes mellitus gestacional (DMG).
Também têm mais chances de infecções pós-parto, trabalho de parto prolongado e ocorrência do parto por cesárea.
Da mesma forma que para a mãe, o neonato também apresenta risco aumentado para certas complicações, como macrossomia, hipoglicemia ou hiperbilirrubinemia neonatal, além de maior risco de obesidade infantil, traumas de nascimento, maior permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e nascimento prematuro.
Assim como o IMC elevado apresenta riscos para a mãe e ao recém-nascido, mulheres com um IMC abaixo do peso tendem a gerar bebês pequenos para a idade gestacional, o que também acarreta em desfechos negativos.
Conclusão: A obesidade é um problema de saúde que afeta indivíduos no mundo todo e pode trazer várias complicações para gestantes e seus recém-nascidos.
Dentre essas complicações, podem ser citadas pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, que afetam a mulher, e macrossomia e parto prematuro para o recém-nascido.
Portanto, o controle do peso antes e durante a gestação é de extrema importância para que mãe e bebê não corram nenhum risco ao longo da gravidez ou após o nascimento.
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