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Exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022: um estudo ecológico

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Introdução: O exame de citologia do colo do útero, conhecido como “Papanicolau”, é o método de rastreamento do câncer do colo do útero, sendo o segundo câncer mais comum entre as mulheres no mundo. O rastreamento e tratamento precoce das lesões precursoras reduz significativamente as chances de evoluírem para o câncer. No Brasil, as taxas de incidência desse tumor variam entre as regiões devido às diferenças de acesso ao sistema de saúde. Assim, fazem-se necessários estudos para conhecimento acerca dos dados desse exame no estado do Rio de Janeiro. Objetivo: Descrever os dados referentes à faixa etária, realização de citologia anterior e ao tempo do último preventivo dos exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, a partir de dados públicos secundários referentes aos exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro, Brasil, por local de residência, no período de 2018 até 2022. Os dados foram coletados do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), e as variáveis selecionadas foram: faixa etária, citologia anterior e período do preventivo. Não foi necessária a submissão ao Comité de Ética e Pesquisa, pois são dados de acesso público. As limitações do estudo são o fato de não termos dados dos pacientes sobre os fatores de risco associados ao câncer de colo de útero, e desconhecermos se as alterações dos exames são benignas, lesões precursoras ou malignas. Resultados: Os anos de 2018 a 2022 registraram, respectivamente: 2,1, 4, 5,8, 3,9 e 3,1% de exames alterados de citologia de colo de útero no estado do Rio de Janeiro. Quanto à faixa etária, entre 35 e 39 anos (11,1%) e entre 40 e 44 anos (12,1%) apresentaram o maior número de exames alterados. Sobre a realização de citologia anterior, foi realizada em 71,8% dos exames alterados. Referente ao período do último preventivo, em 7,5% foi realizado no mesmo ano, em 27,4% há 1 ano, em 17,5% há 2 anos, em 8,6% há 3 anos, em 8% há 4 ou mais anos, e em 16,6% os dados foram inconsistentes ou ignorados. Conclusão: Observou-se que houve um aumento progressivo da proporção do número de exames alterados de citologia do colo do útero de 2018 até 2020, alcançando seu maior valor em 2020, e um decréscimo em 2021 e 2022. Esses dados podem ser explicados pela pandemia de COVID-19, que afetou significativamente os serviços de saúde no Brasil. A faixa etária com maior número de exames alterados foi entre 40 e 44 anos. Citologia anterior foi realizada em 71,8% dos exames alterados. Já em relação ao tempo de realização do último exame citopatológico, em 8% o último exame foi há 4 anos ou mais. Tais dados reforçam a importância de que estratégias em saúde sejam traçadas para melhor acesso à saúde e conhecimento sobre o exame citológico do colo do útero para a população do estado do Rio de Janeiro, a fim de identificar rapidamente as lesões precursoras do câncer de colo de útero.
Title: Exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022: um estudo ecológico
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Introdução: O exame de citologia do colo do útero, conhecido como “Papanicolau”, é o método de rastreamento do câncer do colo do útero, sendo o segundo câncer mais comum entre as mulheres no mundo.
O rastreamento e tratamento precoce das lesões precursoras reduz significativamente as chances de evoluírem para o câncer.
No Brasil, as taxas de incidência desse tumor variam entre as regiões devido às diferenças de acesso ao sistema de saúde.
Assim, fazem-se necessários estudos para conhecimento acerca dos dados desse exame no estado do Rio de Janeiro.
Objetivo: Descrever os dados referentes à faixa etária, realização de citologia anterior e ao tempo do último preventivo dos exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022.
Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, a partir de dados públicos secundários referentes aos exames alterados de citologia do colo do útero no estado do Rio de Janeiro, Brasil, por local de residência, no período de 2018 até 2022.
Os dados foram coletados do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), e as variáveis selecionadas foram: faixa etária, citologia anterior e período do preventivo.
Não foi necessária a submissão ao Comité de Ética e Pesquisa, pois são dados de acesso público.
As limitações do estudo são o fato de não termos dados dos pacientes sobre os fatores de risco associados ao câncer de colo de útero, e desconhecermos se as alterações dos exames são benignas, lesões precursoras ou malignas.
Resultados: Os anos de 2018 a 2022 registraram, respectivamente: 2,1, 4, 5,8, 3,9 e 3,1% de exames alterados de citologia de colo de útero no estado do Rio de Janeiro.
Quanto à faixa etária, entre 35 e 39 anos (11,1%) e entre 40 e 44 anos (12,1%) apresentaram o maior número de exames alterados.
Sobre a realização de citologia anterior, foi realizada em 71,8% dos exames alterados.
Referente ao período do último preventivo, em 7,5% foi realizado no mesmo ano, em 27,4% há 1 ano, em 17,5% há 2 anos, em 8,6% há 3 anos, em 8% há 4 ou mais anos, e em 16,6% os dados foram inconsistentes ou ignorados.
Conclusão: Observou-se que houve um aumento progressivo da proporção do número de exames alterados de citologia do colo do útero de 2018 até 2020, alcançando seu maior valor em 2020, e um decréscimo em 2021 e 2022.
Esses dados podem ser explicados pela pandemia de COVID-19, que afetou significativamente os serviços de saúde no Brasil.
A faixa etária com maior número de exames alterados foi entre 40 e 44 anos.
Citologia anterior foi realizada em 71,8% dos exames alterados.
Já em relação ao tempo de realização do último exame citopatológico, em 8% o último exame foi há 4 anos ou mais.
Tais dados reforçam a importância de que estratégias em saúde sejam traçadas para melhor acesso à saúde e conhecimento sobre o exame citológico do colo do útero para a população do estado do Rio de Janeiro, a fim de identificar rapidamente as lesões precursoras do câncer de colo de útero.

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