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MANEJO DA DOR EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM CÂNCER HEMATOLÓGICO
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Introdução: O câncer hematológico representa um importante grupo de neoplasias na população pediátrica, incluindo principalmente leucemias e linfomas. Durante o tratamento, crianças e adolescentes são frequentemente expostos a procedimentos invasivos, quimioterapia e outras intervenções que provocam dor aguda e crônica, impactando negativamente sua qualidade de vida, recuperação clínica e bem-estar emocional. Dessa forma, o manejo adequado da dor constitui um componente essencial da assistência integral, exigindo abordagens multidisciplinares e estratégias baseadas em evidências. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, as principais estratégias utilizadas no manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico, destacando sua importância para a qualidade da assistência e para a humanização do cuidado. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores "dor", "oncologia pediátrica", "câncer hematológico", "cuidados paliativos" e "manejo da dor", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem o manejo da dor em crianças e adolescentes com neoplasias hematológicas. Resultados e Discussão: Os estudos demonstraram que a dor em pacientes pediátricos onco-hematológicos possui origem multifatorial, podendo estar relacionada à própria doença, aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos ou aos efeitos adversos do tratamento. Evidenciou-se que a utilização de escalas validadas para avaliação da dor, associada ao tratamento farmacológico individualizado, incluindo analgésicos não opioides, opioides e adjuvantes, promove melhor controle dos sintomas. Além disso, intervenções não farmacológicas, como técnicas de distração, musicoterapia, brinquedo terapêutico, apoio psicológico e participação ativa da família, mostraram-se eficazes na redução da intensidade da dor, ansiedade e sofrimento emocional. A literatura também destaca que a atuação integrada da equipe multiprofissional favorece a implementação de um cuidado humanizado e centrado nas necessidades da criança. Conclusão: Conclui-se que o manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico deve ser contínuo, individualizado e multidimensional, integrando estratégias farmacológicas e não farmacológicas. A avaliação sistemática da dor, aliada à atuação interdisciplinar e ao envolvimento familiar, contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida, da adesão ao tratamento e da humanização da assistência, reforçando a necessidade de capacitação permanente dos profissionais de saúde e da implementação de protocolos específicos para o controle da dor na oncologia pediátrica.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
João Victor Oliveira Andrade
Ana Beatriz Oliveira de Melo
Maria Eduarda Bezerra do Nascimento
Lucinete Da Silva Souza
Beatriz Da Silva Souza
Angela Siqueira Casto
Carolline De Oliveira Junges
Sthefany Thais Deuner Meincke
Letícia Liliane da Silva Assis
Liliane Da Silva Assis
Ana Karla Rodrigues Melo
Title: MANEJO DA DOR EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM CÂNCER HEMATOLÓGICO
Description:
Introdução: O câncer hematológico representa um importante grupo de neoplasias na população pediátrica, incluindo principalmente leucemias e linfomas.
Durante o tratamento, crianças e adolescentes são frequentemente expostos a procedimentos invasivos, quimioterapia e outras intervenções que provocam dor aguda e crônica, impactando negativamente sua qualidade de vida, recuperação clínica e bem-estar emocional.
Dessa forma, o manejo adequado da dor constitui um componente essencial da assistência integral, exigindo abordagens multidisciplinares e estratégias baseadas em evidências.
Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, as principais estratégias utilizadas no manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico, destacando sua importância para a qualidade da assistência e para a humanização do cuidado.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa.
A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores "dor", "oncologia pediátrica", "câncer hematológico", "cuidados paliativos" e "manejo da dor", combinados pelos operadores booleanos AND e OR.
Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem o manejo da dor em crianças e adolescentes com neoplasias hematológicas.
Resultados e Discussão: Os estudos demonstraram que a dor em pacientes pediátricos onco-hematológicos possui origem multifatorial, podendo estar relacionada à própria doença, aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos ou aos efeitos adversos do tratamento.
Evidenciou-se que a utilização de escalas validadas para avaliação da dor, associada ao tratamento farmacológico individualizado, incluindo analgésicos não opioides, opioides e adjuvantes, promove melhor controle dos sintomas.
Além disso, intervenções não farmacológicas, como técnicas de distração, musicoterapia, brinquedo terapêutico, apoio psicológico e participação ativa da família, mostraram-se eficazes na redução da intensidade da dor, ansiedade e sofrimento emocional.
A literatura também destaca que a atuação integrada da equipe multiprofissional favorece a implementação de um cuidado humanizado e centrado nas necessidades da criança.
Conclusão: Conclui-se que o manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico deve ser contínuo, individualizado e multidimensional, integrando estratégias farmacológicas e não farmacológicas.
A avaliação sistemática da dor, aliada à atuação interdisciplinar e ao envolvimento familiar, contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida, da adesão ao tratamento e da humanização da assistência, reforçando a necessidade de capacitação permanente dos profissionais de saúde e da implementação de protocolos específicos para o controle da dor na oncologia pediátrica.
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