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Bem-estar no trabalho em home office

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Neste trabalho objetivou-se examinar, empiricamente, a influência da autopercepção de bem-estar no trabalho, na intenção de deixar a empresa sob a ótica de profissionais de controladoria e finanças, que estivessem trabalhando a partir do regime de home office. Para isso foi elaborada uma hipótese (H1), com base na literatura pesquisada, que buscou testar estatisticamente as relações entre as variáveis latentes: Bem-estar no trabalho (Siqueira, 1995, 2008), escala BET e a Intenção de deixar o emprego atual (Siqueira, Gomide, Marques, Moura, & Marques, 1997), escala EIR. Todas as duas escalas, usadas nesta pesquisa, já foram validadas no Brasil em estudos anteriores. No presente estudo, após a caracterização da amostra, foram obtidas 157 respostas válidas por meio de uma websurvey, um questionário eletrônico, e após essa caracterização, realizou-se a aplicação da técnica de análise multivariada de Modelagem de Equações Estruturais (MEE). Os resultados permitiram assegurar que o bem-estar no trabalho é um preditor estatisticamente significativo, na intenção de deixar a empresa, independentemente do regime de trabalho praticado, seja ele home office total ou parcial, sendo que quanto maior o nível de bem-estar no trabalho, menor a intenção de deixar a empresa atual. Particularmente, diante de um cenário em que o cuidado com as pessoas no ambiente de trabalho tornou-se fator importante por agregar valor a qualquer tipo de negócio, a intenção de rotatividade dos profissionais pesquisados é fortemente influenciada pela percepção de bem-estar no trabalho. Dessa forma, pode-se concluir que quanto mais a empresa leva o indivíduo a se sentir satisfeito, envolvido e comprometido por trabalhar para ela, menos os profissionais pensarão em deixá-la. Portanto, bem-estar no trabalho parece ser um bom indicador de retenção de profissionais, ou melhor, profissionais com elevado nível de bem-estar no trabalho, tendem a não planejar sair das empresas nas quais trabalham.
Fundacao Instituto de Pesquisas Contabeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi)
Title: Bem-estar no trabalho em home office
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Neste trabalho objetivou-se examinar, empiricamente, a influência da autopercepção de bem-estar no trabalho, na intenção de deixar a empresa sob a ótica de profissionais de controladoria e finanças, que estivessem trabalhando a partir do regime de home office.
Para isso foi elaborada uma hipótese (H1), com base na literatura pesquisada, que buscou testar estatisticamente as relações entre as variáveis latentes: Bem-estar no trabalho (Siqueira, 1995, 2008), escala BET e a Intenção de deixar o emprego atual (Siqueira, Gomide, Marques, Moura, & Marques, 1997), escala EIR.
Todas as duas escalas, usadas nesta pesquisa, já foram validadas no Brasil em estudos anteriores.
No presente estudo, após a caracterização da amostra, foram obtidas 157 respostas válidas por meio de uma websurvey, um questionário eletrônico, e após essa caracterização, realizou-se a aplicação da técnica de análise multivariada de Modelagem de Equações Estruturais (MEE).
Os resultados permitiram assegurar que o bem-estar no trabalho é um preditor estatisticamente significativo, na intenção de deixar a empresa, independentemente do regime de trabalho praticado, seja ele home office total ou parcial, sendo que quanto maior o nível de bem-estar no trabalho, menor a intenção de deixar a empresa atual.
Particularmente, diante de um cenário em que o cuidado com as pessoas no ambiente de trabalho tornou-se fator importante por agregar valor a qualquer tipo de negócio, a intenção de rotatividade dos profissionais pesquisados é fortemente influenciada pela percepção de bem-estar no trabalho.
Dessa forma, pode-se concluir que quanto mais a empresa leva o indivíduo a se sentir satisfeito, envolvido e comprometido por trabalhar para ela, menos os profissionais pensarão em deixá-la.
Portanto, bem-estar no trabalho parece ser um bom indicador de retenção de profissionais, ou melhor, profissionais com elevado nível de bem-estar no trabalho, tendem a não planejar sair das empresas nas quais trabalham.

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