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Falência Primária do Enxerto Endotelial nas Primeiras Semanas Após Ceratoplastia Penetrante
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A ceratoplastia penetrante permanece como uma modalidade cirúrgica consagrada e essencial para a reabilitação visual de pacientes acometidos por opacidades corneanas estromais severas, ceratocone avançado e ceratopatia bolhosa. A viabilidade a longo prazo desse procedimento cirúrgico depende fundamentalmente da integridade funcional e da densidade celular do endotélio do doador, o qual desempenha o papel fisiológico de manter a desidratação relativa do estroma por meio de um sistema de bombas metabólicas ativas. Quando ocorre um dano irreversível a essa monocamada celular ou há uma falha intrínseca em sua capacidade de bombeamento hídrico logo após o ato cirúrgico, estabelece-se o quadro clínico de falência primária do enxerto. Essa complicação grave manifesta-se nas primeiras semanas do pós-operatório por meio de edema estromal difuso persistente, perda da transparência do botão corneano e ausência de melhora na acuidade visual, mesmo na ausência de sinais inflamatórios de rejeição imunológica ativa ou elevação da pressão intraocular. Diante do impacto socioeconômico e da morbidade visual associados a esse desfecho desfavorável, o presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica de origem brasileira para identificar, analisar e sintetizar as principais causas, fatores de risco e estratégias diagnósticas relacionadas à falência primária do enxerto endotelial nas primeiras semanas após a ceratoplastia penetrante. A estratégia metodológica envolveu um levantamento minucioso e estruturado nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e Google Acadêmico, selecionando produções científicas nacionais que discutissem a qualidade do tecido doador fornecido pelos bancos de olhos e os traumas cirúrgicos intraoperatórios. Os resultados demonstraram que a manipulação excessiva do enxerto durante a sutura, o tempo de preservação prolongado em meio de cultura e a baixa densidade celular endotelial prévia do doador são os principais determinantes para a falência precoce, exigindo frequentemente a indicação de um retransplante corneano de urgência. Conclui-se que o rigor na triagem dos tecidos pelos bancos de olhos e o refinamento das técnicas microcirúrgicas são medidas preventivas imperativas para reduzir a incidência dessa complicação e otimizar os índices de sucesso da cirurgia de transplante no Brasil.
Title: Falência Primária do Enxerto Endotelial nas Primeiras Semanas Após Ceratoplastia Penetrante
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A ceratoplastia penetrante permanece como uma modalidade cirúrgica consagrada e essencial para a reabilitação visual de pacientes acometidos por opacidades corneanas estromais severas, ceratocone avançado e ceratopatia bolhosa.
A viabilidade a longo prazo desse procedimento cirúrgico depende fundamentalmente da integridade funcional e da densidade celular do endotélio do doador, o qual desempenha o papel fisiológico de manter a desidratação relativa do estroma por meio de um sistema de bombas metabólicas ativas.
Quando ocorre um dano irreversível a essa monocamada celular ou há uma falha intrínseca em sua capacidade de bombeamento hídrico logo após o ato cirúrgico, estabelece-se o quadro clínico de falência primária do enxerto.
Essa complicação grave manifesta-se nas primeiras semanas do pós-operatório por meio de edema estromal difuso persistente, perda da transparência do botão corneano e ausência de melhora na acuidade visual, mesmo na ausência de sinais inflamatórios de rejeição imunológica ativa ou elevação da pressão intraocular.
Diante do impacto socioeconômico e da morbidade visual associados a esse desfecho desfavorável, o presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica de origem brasileira para identificar, analisar e sintetizar as principais causas, fatores de risco e estratégias diagnósticas relacionadas à falência primária do enxerto endotelial nas primeiras semanas após a ceratoplastia penetrante.
A estratégia metodológica envolveu um levantamento minucioso e estruturado nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e Google Acadêmico, selecionando produções científicas nacionais que discutissem a qualidade do tecido doador fornecido pelos bancos de olhos e os traumas cirúrgicos intraoperatórios.
Os resultados demonstraram que a manipulação excessiva do enxerto durante a sutura, o tempo de preservação prolongado em meio de cultura e a baixa densidade celular endotelial prévia do doador são os principais determinantes para a falência precoce, exigindo frequentemente a indicação de um retransplante corneano de urgência.
Conclui-se que o rigor na triagem dos tecidos pelos bancos de olhos e o refinamento das técnicas microcirúrgicas são medidas preventivas imperativas para reduzir a incidência dessa complicação e otimizar os índices de sucesso da cirurgia de transplante no Brasil.
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