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Avaliação Endócrina da Infertilidade Masculina: Disfunções do Eixo Hipotálamo-hipófise-gonadal e Abordagens Terapêuticas Hormonais
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O avanço das investigações na urologia, andrologia e endocrinologia reprodutiva no Brasil tem evidenciado a complexa rede de fatores neuroendócrinos que controlam a fertilidade e a homeostase metabólica masculina. A integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HHG) é um requisito fisiológico fundamental para a manutenção da espermatogênese e para a síntese adequada de testosterona pelas células de Leydig. Em pacientes acometidos por infertilidade, a ocorrência de distúrbios na secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou nas gonadotrofinas hipofisárias — hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH) — atua como um fator patofisiológico central de relevância clínica crescente no cotidiano médico. Embora as alterações anatômicas e genéticas obstrutivas concentrem historicamente grande parte da atenção nas triagens diagnósticas de reprodução assistida, as disfunções endócrinas funcionais e hormonais subclínicas representam uma parcela expressiva e muitas vezes reversível de casos de infertilidade masculina que continuam subdiagnosticados ou manejados inadequadamente. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas brasileiras sobre as diretrizes propedêuticas bioquímicas, os mecanismos moleculares adaptativos e os protocolos de intervenção farmacológica hormonal vigentes no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica e médica brasileira, a avaliação endócrina da infertilidade masculina associada a disfunções do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e as abordagens terapêuticas hormonais correspondentes. Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado baseado nas diretrizes PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais brasileiros e consensos clínicos nacionais publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que o hipogonadismo hipogonadotrófico (congênito ou adquirido por obesidade, estresse e desreguladores endócrinos) é a causa endócrina primária mais prevalente de oligospermia ou azoospermia não obstrutiva. O diagnóstico definitivo baseia-se na dosagem sérica de testosterona total, LH, FSH e prolactina, enquanto as abordagens terapêuticas hormonais para restauração da fertilidade incluem o uso de gonadotrofinas (hCG e rFSH), moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (como o clomifeno) e inibidores da aromatase, contraindicando-se categoricamente a terapia de reposição de testosterona isolada devido ao seu efeito supressor sobre a espermatogênese. Conclui-se que a padronização e a aplicação sistemática desses fluxos terapêuticos e diagnósticos integrados na atenção secundária e terciária do Sistema Único de Saúde constituem intervenções preventivas indispensáveis para otimizar o prognóstico reprodutivo, reduzir custos com técnicas invasivas de reprodução assistida de alta complexidade e qualificar a sobrevida e a saúde global da população masculina no território nacional.
Title: Avaliação Endócrina da Infertilidade Masculina: Disfunções do Eixo Hipotálamo-hipófise-gonadal e Abordagens Terapêuticas Hormonais
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O avanço das investigações na urologia, andrologia e endocrinologia reprodutiva no Brasil tem evidenciado a complexa rede de fatores neuroendócrinos que controlam a fertilidade e a homeostase metabólica masculina.
A integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HHG) é um requisito fisiológico fundamental para a manutenção da espermatogênese e para a síntese adequada de testosterona pelas células de Leydig.
Em pacientes acometidos por infertilidade, a ocorrência de distúrbios na secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou nas gonadotrofinas hipofisárias — hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH) — atua como um fator patofisiológico central de relevância clínica crescente no cotidiano médico.
Embora as alterações anatômicas e genéticas obstrutivas concentrem historicamente grande parte da atenção nas triagens diagnósticas de reprodução assistida, as disfunções endócrinas funcionais e hormonais subclínicas representam uma parcela expressiva e muitas vezes reversível de casos de infertilidade masculina que continuam subdiagnosticados ou manejados inadequadamente.
Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas brasileiras sobre as diretrizes propedêuticas bioquímicas, os mecanismos moleculares adaptativos e os protocolos de intervenção farmacológica hormonal vigentes no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica e médica brasileira, a avaliação endócrina da infertilidade masculina associada a disfunções do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e as abordagens terapêuticas hormonais correspondentes.
Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado baseado nas diretrizes PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais brasileiros e consensos clínicos nacionais publicados na última década (2016-2026).
Os resultados revelam que o hipogonadismo hipogonadotrófico (congênito ou adquirido por obesidade, estresse e desreguladores endócrinos) é a causa endócrina primária mais prevalente de oligospermia ou azoospermia não obstrutiva.
O diagnóstico definitivo baseia-se na dosagem sérica de testosterona total, LH, FSH e prolactina, enquanto as abordagens terapêuticas hormonais para restauração da fertilidade incluem o uso de gonadotrofinas (hCG e rFSH), moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (como o clomifeno) e inibidores da aromatase, contraindicando-se categoricamente a terapia de reposição de testosterona isolada devido ao seu efeito supressor sobre a espermatogênese.
Conclui-se que a padronização e a aplicação sistemática desses fluxos terapêuticos e diagnósticos integrados na atenção secundária e terciária do Sistema Único de Saúde constituem intervenções preventivas indispensáveis para otimizar o prognóstico reprodutivo, reduzir custos com técnicas invasivas de reprodução assistida de alta complexidade e qualificar a sobrevida e a saúde global da população masculina no território nacional.
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