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Poesia, Humano, Palavra

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O resumo é sempre um fragmento. Como um pedacinho dos olhos de cá, parece sempre duvidar dos cílios dos olhos de lá. Será que entendeu? Será que seduziu? Este texto é um texto e na forma de ensaio literário traz a poesia como atividade do humano. A palavra na poesia movimenta um sentido de não-lugar. Neste ensaio se fala da palavra cercada pelo imaginário discursivo e pescada para emergir movimentos. Neste ensaio, em sua condição de provisoriedade, pela transição mutante da polissemia, articula linguagem poética e racionalidade em que procura evidenciar o rigor sem desejar a exatidão, mas não se descuida de aproximar seus enleios, pois em sua finalidade concorrem certas afirmações na busca de sua contrapalavra. O ponto que se exibe como final enseja suas reticências pois a vida ao irromper todos os dias pergunta: quem há de domesticar o mar? Em resposta, a poesia recita, que livre é o humano que compreendeu Ítaca[1].[1] Ítaca é um poema de Kostantinos Kaváfis. Neste ensaio, Ítaca assume o caminho em direção do trabalho de domar o mar. Domar o mar é um trabalho. É um trabalho impossível, mas não menos prazeroso. É assim que para ir a Ítaca, se busca expressar, como no poema, o que vem a ser a felicidade. Felicidade é primeiro uma sensação. Depois reúne um significado, e depois do significar Ítaca é uma palavra que abre infinitamente novos caminhos, novas palavras que retornam sempre à sua origem: domar o mar.
Editora da Universidade Federal de Campina Grande
Title: Poesia, Humano, Palavra
Description:
O resumo é sempre um fragmento.
Como um pedacinho dos olhos de cá, parece sempre duvidar dos cílios dos olhos de lá.
Será que entendeu? Será que seduziu? Este texto é um texto e na forma de ensaio literário traz a poesia como atividade do humano.
A palavra na poesia movimenta um sentido de não-lugar.
Neste ensaio se fala da palavra cercada pelo imaginário discursivo e pescada para emergir movimentos.
Neste ensaio, em sua condição de provisoriedade, pela transição mutante da polissemia, articula linguagem poética e racionalidade em que procura evidenciar o rigor sem desejar a exatidão, mas não se descuida de aproximar seus enleios, pois em sua finalidade concorrem certas afirmações na busca de sua contrapalavra.
O ponto que se exibe como final enseja suas reticências pois a vida ao irromper todos os dias pergunta: quem há de domesticar o mar? Em resposta, a poesia recita, que livre é o humano que compreendeu Ítaca[1].
[1] Ítaca é um poema de Kostantinos Kaváfis.
Neste ensaio, Ítaca assume o caminho em direção do trabalho de domar o mar.
Domar o mar é um trabalho.
É um trabalho impossível, mas não menos prazeroso.
É assim que para ir a Ítaca, se busca expressar, como no poema, o que vem a ser a felicidade.
Felicidade é primeiro uma sensação.
Depois reúne um significado, e depois do significar Ítaca é uma palavra que abre infinitamente novos caminhos, novas palavras que retornam sempre à sua origem: domar o mar.

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