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Plantas de baixa inflamabilidade do cerrado para aceiros verdes
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Plantas de baixa inflamabilidade em aceiros verdes podem proteger contra incêndios florestais, pois dificultam a propagação do fogo. Os aceiros/barreiras verdes devem ser estrategicamente implantados em planos de recuperação de áreas degradas pelo fogo reduzindo a intensidade das chamas e servindo como refúgio. Comparado com aceiros negros e tradicionais, eles reduzem a erosão, doenças na vegetação e nas populações devendo ser locados em cumes de morros e bordas dos ecossistemas mais vulneráveis. Para vegetação, inflamabilidade é o tempo necessário para início das chamas considerando a continuidade, a velocidade e o percentual da queima. A temperatura de início da maior taxa de perda de massa é a temperatura relativa de ignição espontânea que indica a taxa de perda de massa na fase gasosa da combustão e é diretamente proporcional a inflamabilidade e a propagação do incêndio. O objetivo deste trabalho foi caracterizar o comportamento térmico de plantas de baixa inflamabilidade do cerrado do Distrito Federal. O levantamento deu-se pela procura de indivíduos relativamente preservados adjacentes a vegetação consumida pelo fogo em cerrado típico. No auge da seca em 2014, coletou-se amostras de folhas de Vochysia thyrsoidea, Palicourea rigida e Lavoisiera bergii verdes e de Echinolaena inflexa, como controle, pois é uma gramínea de alta inflamabilidade. Foram feitos ensaios de combustão com aplicação de chama iniciadora e de Análise Termogravimétrica (ATG). Os dados foram analisados por Análise de Variância em Delineamento Inteiramente Casualizado. P. rigida apresentou tempo para início das chamas de 143s e duração das chamas de 72s no experimento do combustor e temperatura de ignição espontânea (TIE) de 245°C no ensaio da ATG. V. thyrsoidea apresentou chamas após 117s com 89s de duração e TIE de 236°C, e L. bergii- chama em 183s, duração 17s e TIE de 246°C. Já E. inflexa apresentou chamas em 70s durando 176s e TIE de 261°C significativamente diferente das demais, bem como a maior taxa de combustão (2,1mg/min). Desse modo, corroborando resultados anteriores, Vochysia thyrsoidea, Palicourea rigida e Lavoisiera bergii apresentaram-se como espécies de baixa inflamabilidade com resultados que as separam em 67% da espécie controle, sendo, portanto, indicadas para uso em barreiras verdes.
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Instituto Chico Mendes de Conservacao da Biodiversidade - ICBBio
Title: Plantas de baixa inflamabilidade do cerrado para aceiros verdes
Description:
Plantas de baixa inflamabilidade em aceiros verdes podem proteger contra incêndios florestais, pois dificultam a propagação do fogo.
Os aceiros/barreiras verdes devem ser estrategicamente implantados em planos de recuperação de áreas degradas pelo fogo reduzindo a intensidade das chamas e servindo como refúgio.
Comparado com aceiros negros e tradicionais, eles reduzem a erosão, doenças na vegetação e nas populações devendo ser locados em cumes de morros e bordas dos ecossistemas mais vulneráveis.
Para vegetação, inflamabilidade é o tempo necessário para início das chamas considerando a continuidade, a velocidade e o percentual da queima.
A temperatura de início da maior taxa de perda de massa é a temperatura relativa de ignição espontânea que indica a taxa de perda de massa na fase gasosa da combustão e é diretamente proporcional a inflamabilidade e a propagação do incêndio.
O objetivo deste trabalho foi caracterizar o comportamento térmico de plantas de baixa inflamabilidade do cerrado do Distrito Federal.
O levantamento deu-se pela procura de indivíduos relativamente preservados adjacentes a vegetação consumida pelo fogo em cerrado típico.
No auge da seca em 2014, coletou-se amostras de folhas de Vochysia thyrsoidea, Palicourea rigida e Lavoisiera bergii verdes e de Echinolaena inflexa, como controle, pois é uma gramínea de alta inflamabilidade.
Foram feitos ensaios de combustão com aplicação de chama iniciadora e de Análise Termogravimétrica (ATG).
Os dados foram analisados por Análise de Variância em Delineamento Inteiramente Casualizado.
P.
rigida apresentou tempo para início das chamas de 143s e duração das chamas de 72s no experimento do combustor e temperatura de ignição espontânea (TIE) de 245°C no ensaio da ATG.
V.
thyrsoidea apresentou chamas após 117s com 89s de duração e TIE de 236°C, e L.
bergii- chama em 183s, duração 17s e TIE de 246°C.
Já E.
inflexa apresentou chamas em 70s durando 176s e TIE de 261°C significativamente diferente das demais, bem como a maior taxa de combustão (2,1mg/min).
Desse modo, corroborando resultados anteriores, Vochysia thyrsoidea, Palicourea rigida e Lavoisiera bergii apresentaram-se como espécies de baixa inflamabilidade com resultados que as separam em 67% da espécie controle, sendo, portanto, indicadas para uso em barreiras verdes.
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