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Diagnóstico e caracterização molecular do vírus dengue

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Objetivo: Durante a fase aguda da infecção pelos arbovírus Dengue, Chikungunya e Zika, sabe-se que sua detecção direta no sangue é possível pela técnica de transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase quantitativa (reverse transcription quantitative polymerase chain reaction – RT-qPCR). Além disso, certos antígenos e, principalmente, anticorpos da classe imunoglobulina (IgM) e imunoglobulina G (IgG) podem ser detectados por ensaio imunoenzimático (enzyme-linked immunosorbent assay – ELISA). O objetivo deste trabalho foi executar uma análise molecular, de sorotipagem e sorológica em amostras de pacientes com suspeita de infecção por um destes três arbovírus. Método: Entre agosto e dezembro de 2024, foram recebidas 148 amostras de soro de pacientes atendidos em unidades de saúde com sintomas compatíveis com infecção por arbovírus. Para definição do agravo a ser testado, realizou-se triagem por critérios clínico-epidemiológicos. Amostras com pelo menos uma marcação no campo de sinais clínicos foram testadas para Dengue. A presença de artrite/artralgia intensa adicionou a testagem para Chikungunya, e exantema para Zika. Quando a coleta foi efetuada até o 5º dia do início dos sintomas, realizou-se a Pesquisa de Arbovírus por RT-qPCR ou a detecção do antígeno NS1 de Dengue. Entre o 6º e o 10º dia, testou-se para anticorpos IgM. A partir de 10 dias, testou-se para anticorpos IgM e IgG. Conclusão: Após triagem, foram realizados 47 exames de Pesquisa de Arbovírus por RT-qPCR, 98 exames de Dengue IgM, 41 de Dengue NS1, 40 de Chikungunya IgM, 18 de Chikungunya IgG, 20 de Zika IgM e 6 de Zika IgG. Na análise molecular, 25 (53,19%) amostras apresentaram resultado detectável para o vírus da Dengue; destas, 6 eram do sorotipo DENV-1 e 19 do sorotipo DENV-2, correspondendo, respectivamente, a 24 e 76% dos resultados detectáveis. Na análise sorológica, observou-se 1 (2,44%) resultado reagente para NS1 e 15 (15,31%) reagentes para IgM contra Dengue. Em relação à Chikungunya, 10 (25,0%) amostras foram reagentes para IgM e 8 (44,44%) para IgG. Para Zika, houve 4 (66,67%) resultados reagentes para IgG, porém nenhum reagente para IgM. Portanto, os resultados deste trabalho são condizentes com a situação epidemiológica da região no período, destacando a maior incidência de casos de Dengue.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: Diagnóstico e caracterização molecular do vírus dengue
Description:
Objetivo: Durante a fase aguda da infecção pelos arbovírus Dengue, Chikungunya e Zika, sabe-se que sua detecção direta no sangue é possível pela técnica de transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase quantitativa (reverse transcription quantitative polymerase chain reaction – RT-qPCR).
Além disso, certos antígenos e, principalmente, anticorpos da classe imunoglobulina (IgM) e imunoglobulina G (IgG) podem ser detectados por ensaio imunoenzimático (enzyme-linked immunosorbent assay – ELISA).
O objetivo deste trabalho foi executar uma análise molecular, de sorotipagem e sorológica em amostras de pacientes com suspeita de infecção por um destes três arbovírus.
Método: Entre agosto e dezembro de 2024, foram recebidas 148 amostras de soro de pacientes atendidos em unidades de saúde com sintomas compatíveis com infecção por arbovírus.
Para definição do agravo a ser testado, realizou-se triagem por critérios clínico-epidemiológicos.
Amostras com pelo menos uma marcação no campo de sinais clínicos foram testadas para Dengue.
A presença de artrite/artralgia intensa adicionou a testagem para Chikungunya, e exantema para Zika.
Quando a coleta foi efetuada até o 5º dia do início dos sintomas, realizou-se a Pesquisa de Arbovírus por RT-qPCR ou a detecção do antígeno NS1 de Dengue.
Entre o 6º e o 10º dia, testou-se para anticorpos IgM.
A partir de 10 dias, testou-se para anticorpos IgM e IgG.
Conclusão: Após triagem, foram realizados 47 exames de Pesquisa de Arbovírus por RT-qPCR, 98 exames de Dengue IgM, 41 de Dengue NS1, 40 de Chikungunya IgM, 18 de Chikungunya IgG, 20 de Zika IgM e 6 de Zika IgG.
Na análise molecular, 25 (53,19%) amostras apresentaram resultado detectável para o vírus da Dengue; destas, 6 eram do sorotipo DENV-1 e 19 do sorotipo DENV-2, correspondendo, respectivamente, a 24 e 76% dos resultados detectáveis.
Na análise sorológica, observou-se 1 (2,44%) resultado reagente para NS1 e 15 (15,31%) reagentes para IgM contra Dengue.
Em relação à Chikungunya, 10 (25,0%) amostras foram reagentes para IgM e 8 (44,44%) para IgG.
Para Zika, houve 4 (66,67%) resultados reagentes para IgG, porém nenhum reagente para IgM.
Portanto, os resultados deste trabalho são condizentes com a situação epidemiológica da região no período, destacando a maior incidência de casos de Dengue.

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