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HORTA COMUNITARIA RESH
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O projeto Horta Terapêutica Integrada a Atividades Sensoriais e Ecopsicologia, desenvolvido pela Associação de Reparação Sócio-Histórica (RESH), visa enfrentar problemas sociais e ambientais estruturais, como a insegurança alimentar , a exclusão social e os impactos psicossociais da vulnerabilidade social. A RESH atua com foco na justiça social, equidade, saúde integral e componentes históricos, buscando combater as desigualdades e a marginalização territorial que afeta populações negras, LGBTIA+ e periféricas. A saúde é compreendida pela RESH como uma influência biopsicossocial, requerendo disciplinas que abordam os determinantes sociais, culturais, emocionais e econômicos. A organização também integra o acesso humanizado à cannabis medicinal em seu modelo de cuidado ampliado. A proposta central é a implantação de uma Horta Comunitária RESH em uma área de aproximadamente 150 m², dedicada à produção de alimentos orgânicos e medicinais. O objetivo é atuar como uma plataforma de transformação social e ambiental, promovendo a soberania alimentar e a justiça social de maneira integrada, além de estabelecer uma cultura de cuidado que beneficie a saúde mental. A metodologia se baseia na utilização de práticas agroecológicas , atividades sensoriais e princípios da ecopsicologia. A inspiração metodológica foi a experiência consolidada da Horta Comunitária de Manguinhos. Uma análise de dados obtidos em reportagens e artigos sobre Manguinhos demonstrou que a horta exerce um papel de ferramenta social, promovendo o acolhimento comunitário e gerando resultados positivos no aumento da produção de alimentos, na redução de gastos e na diminuição de transtornos psicológicos associados à vulnerabilidade social. O modelo de Manguinhos, construído em um antigo local da cracolândia, demonstrou potencial para o aluguel de vidas e o alojamento. Ele oferece oportunidade e acolhimento a moradores, incluindo usuários de drogas e pessoas em situação de rua, gerando inclusão produtiva e autonomia econômica. A horta de Manguinhos contribuiu para a redução da criminalidade e da poluição na comunidade. Durante a pandemia de COVID-19 (2021), uma iniciativa de Manguinhos atraiu alimentos para cerca de 800 famílias. No projeto da RESH, o cultivo de plantas medicinais e a implementação do jardim sensorial favorecem o desenvolvimento de práticas de cuidado e promovem a saúde mental e o fortalecimento dos vínculos comunitários. A participação no cultivo também permite a recuperação do solo e a proteção da biodiversidade através das práticas agroecológicas. A Horta Terapêutica Comunitária da RESH consolida-se como uma plataforma integrada de promoção da soberania alimentar, da justiça social, da saúde mental e da sustentabilidade ambiental. O projeto atua como um espaço de cuidado, acessórios, resistência e transformação social, oferecendo suporte integral que inclui acolhimento psicossocial, acompanhamento jurídico e médico, e acesso à alimentação saudável e demonstrando potencial de replicabilidade em outros territórios socialmente vulneráveis. A experiência reforça a importância de intervenções intersetoriais para a construção de um modelo de saúde mais justo, democrático e acessível. Pode-se pensar na Horta Terapêutica da RESH não apenas como um campo de cultivo, mas como uma farmácia e escola comunitária ao ar livre . Assim como uma escola ensina habilidades e promove autonomia, a horta gera inclusão produtiva. E assim como uma farmácia oferece remédios e cuidados, a horta, com suas plantas medicinais e atividades sensoriais, oferece o tratamento para a saúde física e mental, atuando diretamente nos determinantes sociais da saúde, que são as raízes dos problemas que o projeto busca reparar.
Associação Brasileira de Estudos da Cannabis sativa
Title: HORTA COMUNITARIA RESH
Description:
O projeto Horta Terapêutica Integrada a Atividades Sensoriais e Ecopsicologia, desenvolvido pela Associação de Reparação Sócio-Histórica (RESH), visa enfrentar problemas sociais e ambientais estruturais, como a insegurança alimentar , a exclusão social e os impactos psicossociais da vulnerabilidade social.
A RESH atua com foco na justiça social, equidade, saúde integral e componentes históricos, buscando combater as desigualdades e a marginalização territorial que afeta populações negras, LGBTIA+ e periféricas.
A saúde é compreendida pela RESH como uma influência biopsicossocial, requerendo disciplinas que abordam os determinantes sociais, culturais, emocionais e econômicos.
A organização também integra o acesso humanizado à cannabis medicinal em seu modelo de cuidado ampliado.
A proposta central é a implantação de uma Horta Comunitária RESH em uma área de aproximadamente 150 m², dedicada à produção de alimentos orgânicos e medicinais.
O objetivo é atuar como uma plataforma de transformação social e ambiental, promovendo a soberania alimentar e a justiça social de maneira integrada, além de estabelecer uma cultura de cuidado que beneficie a saúde mental.
A metodologia se baseia na utilização de práticas agroecológicas , atividades sensoriais e princípios da ecopsicologia.
A inspiração metodológica foi a experiência consolidada da Horta Comunitária de Manguinhos.
Uma análise de dados obtidos em reportagens e artigos sobre Manguinhos demonstrou que a horta exerce um papel de ferramenta social, promovendo o acolhimento comunitário e gerando resultados positivos no aumento da produção de alimentos, na redução de gastos e na diminuição de transtornos psicológicos associados à vulnerabilidade social.
O modelo de Manguinhos, construído em um antigo local da cracolândia, demonstrou potencial para o aluguel de vidas e o alojamento.
Ele oferece oportunidade e acolhimento a moradores, incluindo usuários de drogas e pessoas em situação de rua, gerando inclusão produtiva e autonomia econômica.
A horta de Manguinhos contribuiu para a redução da criminalidade e da poluição na comunidade.
Durante a pandemia de COVID-19 (2021), uma iniciativa de Manguinhos atraiu alimentos para cerca de 800 famílias.
No projeto da RESH, o cultivo de plantas medicinais e a implementação do jardim sensorial favorecem o desenvolvimento de práticas de cuidado e promovem a saúde mental e o fortalecimento dos vínculos comunitários.
A participação no cultivo também permite a recuperação do solo e a proteção da biodiversidade através das práticas agroecológicas.
A Horta Terapêutica Comunitária da RESH consolida-se como uma plataforma integrada de promoção da soberania alimentar, da justiça social, da saúde mental e da sustentabilidade ambiental.
O projeto atua como um espaço de cuidado, acessórios, resistência e transformação social, oferecendo suporte integral que inclui acolhimento psicossocial, acompanhamento jurídico e médico, e acesso à alimentação saudável e demonstrando potencial de replicabilidade em outros territórios socialmente vulneráveis.
A experiência reforça a importância de intervenções intersetoriais para a construção de um modelo de saúde mais justo, democrático e acessível.
Pode-se pensar na Horta Terapêutica da RESH não apenas como um campo de cultivo, mas como uma farmácia e escola comunitária ao ar livre .
Assim como uma escola ensina habilidades e promove autonomia, a horta gera inclusão produtiva.
E assim como uma farmácia oferece remédios e cuidados, a horta, com suas plantas medicinais e atividades sensoriais, oferece o tratamento para a saúde física e mental, atuando diretamente nos determinantes sociais da saúde, que são as raízes dos problemas que o projeto busca reparar.
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