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#076 Efeito do reforço mecânico na resistência e módulo de flexão de resinas compostas

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Objetivos: As restaurações indiretas em resina obtidas por métodos de impressão 3D têm ganho destaque ao longo dos últimos anos, sendo que estes materiais devem apresentar boas propriedades mecânicas de forma a garantir uma resistência adequada às forças de mastigação. O objetivo é comparar a resistência à flexão e módulo de flexão de diferentes resinas indicadas para restaurações definitivas, com e sem reforço (fibra de vidro e metálico). Métodos: Amostras uniformes (2 x 2 x 25 mm) foram obtidas, segundo a norma ISO 4049, a partir de uma resina impressa [Saremco Print, Crowntec, Rebstein, Switzerland (CT)], de uma resina composta direta [Ceram.x SpectraTM ST, Dentsply Sirona, Konstanz, Germany (CS)] e de uma resina composta bulk fill [VisCalor Bulkfill, Voco GmbH, Cuxhaven, Germany (VS)]. Para cada material foram criados três grupos experimentais: um grupo controlo (sem reforço), reforço com fibra de vidro (everStickTM NET, GC, Switzerland (E)) e reforço metálico (Stainless Steel Ortho-Flextech 30’’, Reliance Orthodontic, Illinois, USA (S)). O reforço foi colocado numa canaleta, com dimensões 1 x 1 mm. As amostras foram submetidas a um teste de resistência à flexão em três pontos. A análise estatística foi realizada através do teste ANOVA de dois fatores e do teste ANOVA não paramétrica de dois fatores, para a resistência à flexão e para o módulo de flexão, respetivamente. O nível de significância estatística considerada foi de 0,05. Resultados: Os valores médios de resistência à flexão (em MPa) para cada um dos materiais foram (considerando a sequência, sem reforço, com reforço metálico e de fibra): Crowntec (81.0; 85.6; 80.8); Ceram. x Spectra (129.9; 123.7; 135.3); VisCalor Bulkfill (84.2; 110.2; 111.2). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre resinas independentemente do método de reforço em todos os grupos no que diz respeito à resistência à flexão e para todos os grupos exceto entre CS e VS, relativamente ao módulo de flexão. O reforço metálico e o reforço com fibra originaram resultados estatisticamente semelhantes. Enquanto para a resistência à flexão o impacto do reforço só foi estatisticamente significativo para o grupo VS, para o módulo de flexão foi significativo para todos os materiais. Conclusões: Foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas propriedades avaliadas entre as resinas e entre os reforços, de forma independente. Entre as resinas testadas, apenas para a Vis- Calor Bulkfill, o reforço condicionou numa melhoria da resistência à flexão.
Title: #076 Efeito do reforço mecânico na resistência e módulo de flexão de resinas compostas
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Objetivos: As restaurações indiretas em resina obtidas por métodos de impressão 3D têm ganho destaque ao longo dos últimos anos, sendo que estes materiais devem apresentar boas propriedades mecânicas de forma a garantir uma resistência adequada às forças de mastigação.
O objetivo é comparar a resistência à flexão e módulo de flexão de diferentes resinas indicadas para restaurações definitivas, com e sem reforço (fibra de vidro e metálico).
Métodos: Amostras uniformes (2 x 2 x 25 mm) foram obtidas, segundo a norma ISO 4049, a partir de uma resina impressa [Saremco Print, Crowntec, Rebstein, Switzerland (CT)], de uma resina composta direta [Ceram.
x SpectraTM ST, Dentsply Sirona, Konstanz, Germany (CS)] e de uma resina composta bulk fill [VisCalor Bulkfill, Voco GmbH, Cuxhaven, Germany (VS)].
Para cada material foram criados três grupos experimentais: um grupo controlo (sem reforço), reforço com fibra de vidro (everStickTM NET, GC, Switzerland (E)) e reforço metálico (Stainless Steel Ortho-Flextech 30’’, Reliance Orthodontic, Illinois, USA (S)).
O reforço foi colocado numa canaleta, com dimensões 1 x 1 mm.
As amostras foram submetidas a um teste de resistência à flexão em três pontos.
A análise estatística foi realizada através do teste ANOVA de dois fatores e do teste ANOVA não paramétrica de dois fatores, para a resistência à flexão e para o módulo de flexão, respetivamente.
O nível de significância estatística considerada foi de 0,05.
Resultados: Os valores médios de resistência à flexão (em MPa) para cada um dos materiais foram (considerando a sequência, sem reforço, com reforço metálico e de fibra): Crowntec (81.
0; 85.
6; 80.
8); Ceram.
x Spectra (129.
9; 123.
7; 135.
3); VisCalor Bulkfill (84.
2; 110.
2; 111.
2).
Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre resinas independentemente do método de reforço em todos os grupos no que diz respeito à resistência à flexão e para todos os grupos exceto entre CS e VS, relativamente ao módulo de flexão.
O reforço metálico e o reforço com fibra originaram resultados estatisticamente semelhantes.
Enquanto para a resistência à flexão o impacto do reforço só foi estatisticamente significativo para o grupo VS, para o módulo de flexão foi significativo para todos os materiais.
Conclusões: Foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas propriedades avaliadas entre as resinas e entre os reforços, de forma independente.
Entre as resinas testadas, apenas para a Vis- Calor Bulkfill, o reforço condicionou numa melhoria da resistência à flexão.

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