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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR TUBERCULOSE NO TRATO GENITURINÁRIO NO BRASIL DE 2013 A 2023

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Introdução: A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa e inflamatória crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. A tuberculose geniturinária (TBGU) é uma apresentação TB extra-pulmonar capaz de gerar complicações como insuficiência renal e infertilidade. Objetivo: Faz-se necessário analisar o perfil epidemiológico das internações causadas pela TBGU no Brasil, visto que há escassez de dados na literatura atual sobre esse tema. Métodos: É um estudo ecológico transversal com coleta de dados através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), proveniente do Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS). Primeiro foram realizadas análises descritivas com frequências absolutas e relativas dos dados referentes às internações por TBGU no Brasil entre janeiro de 2013 a novembro de 2023. Posteriormente, foi analisado a tendência do número de internações no período segundo sexo, região, cor/raça, faixa etária e ano de processamento. O ajuste dos modelos foi interpretado pela significância estatística e pelo coeficiente de determinação. Resultados: Na última década, ocorreram 292 internações por TBGU, sendo 60,6% do sexo masculino e 39,4% do sexo feminino. Porém, foi evidenciado aumento das internações em pessoas do sexo feminino, de 12,5% em 2013 para 46,9% em 2023. Já para o sexo masculino o número de internações foi constante no decorrer dos anos analisados. Observou-se mais internação na região Sudeste (45,2%) e menos na região Centro-Oeste (7,9%). Em relação a cor de pele, temos pardos com 40,8% e brancos 32,2%. Existe uma ampla distribuição etária, variando desde menos de um ano até 80 ou mais. A maior porcentagem de internação está entre 20 e 69 anos, com 85,0%, destes 30,5% estão entre 20 e 39 anos e 40,1% entre 40 e 59 anos. Conclusão: A análise dos dados revela aumento expressivo nas internações de pacientes do sexo feminino, indicando a necessidade de estudos adicionais. Disparidades regionais na incidência da TBGU foram observadas, com maior ocorrência no Sudeste em relação a região Centro-Oeste. Pacientes pardos e brancos foram maioria, destacando a importância de considerações étnicas e sociais. A ampla faixa etária dos pacientes internados confere uma alta complexidade da TBGU. Estratégias de prevenção e tratamento devem ser direcionadas, requerendo mais estudos para orientar políticas de saúde pública.
Title: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR TUBERCULOSE NO TRATO GENITURINÁRIO NO BRASIL DE 2013 A 2023
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Introdução: A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa e inflamatória crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis.
A tuberculose geniturinária (TBGU) é uma apresentação TB extra-pulmonar capaz de gerar complicações como insuficiência renal e infertilidade.
Objetivo: Faz-se necessário analisar o perfil epidemiológico das internações causadas pela TBGU no Brasil, visto que há escassez de dados na literatura atual sobre esse tema.
Métodos: É um estudo ecológico transversal com coleta de dados através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), proveniente do Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS).
Primeiro foram realizadas análises descritivas com frequências absolutas e relativas dos dados referentes às internações por TBGU no Brasil entre janeiro de 2013 a novembro de 2023.
Posteriormente, foi analisado a tendência do número de internações no período segundo sexo, região, cor/raça, faixa etária e ano de processamento.
O ajuste dos modelos foi interpretado pela significância estatística e pelo coeficiente de determinação.
Resultados: Na última década, ocorreram 292 internações por TBGU, sendo 60,6% do sexo masculino e 39,4% do sexo feminino.
Porém, foi evidenciado aumento das internações em pessoas do sexo feminino, de 12,5% em 2013 para 46,9% em 2023.
Já para o sexo masculino o número de internações foi constante no decorrer dos anos analisados.
Observou-se mais internação na região Sudeste (45,2%) e menos na região Centro-Oeste (7,9%).
Em relação a cor de pele, temos pardos com 40,8% e brancos 32,2%.
Existe uma ampla distribuição etária, variando desde menos de um ano até 80 ou mais.
A maior porcentagem de internação está entre 20 e 69 anos, com 85,0%, destes 30,5% estão entre 20 e 39 anos e 40,1% entre 40 e 59 anos.
Conclusão: A análise dos dados revela aumento expressivo nas internações de pacientes do sexo feminino, indicando a necessidade de estudos adicionais.
Disparidades regionais na incidência da TBGU foram observadas, com maior ocorrência no Sudeste em relação a região Centro-Oeste.
Pacientes pardos e brancos foram maioria, destacando a importância de considerações étnicas e sociais.
A ampla faixa etária dos pacientes internados confere uma alta complexidade da TBGU.
Estratégias de prevenção e tratamento devem ser direcionadas, requerendo mais estudos para orientar políticas de saúde pública.

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