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Troca entre Infliximabe Originador e Biossimilar: Percepção de Segurança de Pacientes com Doenças Autoimunes na Bahia
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Introdução: Nas últimas décadas, os medicamentos imunobiológicos têm se consolidado como inovações de grande no manejo de doenças crônicas e autoimunes e contribuindo de forma significativa para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Contudo, o elevado custo dessas terapias pode restringir o acesso de modo que os biossimilares se configuram como alternativa viável aos imunobiológicos de referência (originadores). A avaliação da intercambialidade (switching) entre essas tecnologias ainda é indispensável, considerando que, por se tratarem de moléculas biológicas, podem apresentar variações no perfil de resposta, sobretudo no caso de anticorpos monoclonais, como o infliximabe. Objetivo: Este estudo teve como propósito analisar a percepção de pacientes com diagnóstico de doenças inflamatórias autoimunes quanto a segurança do tratamento com infliximabe originador em relação ao biossimilar. Métodos: Estudo descritivo transversal realizado entre agosto de 2024 e julho de 2025. Foram incluídos na análise pacientes cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, provenientes de dois centros de infusão na Bahia, que utilizaram ou utilizam Infliximabe originador e/ou biossimilar. Foi aplicado um formulário eletrônico destinado à coleta de dados ambispectivos, contemplando informações sociodemográficas e relacionadas ao uso do imunobiológico, bem como a aplicação de um questionário padronizado (TSQM II versão 1.4), voltado à avaliação da percepção do paciente, quanto à segurança, com o tratamento biológico. Esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia - SESAB (CAAE: 89660418.8.2001.0052). Resultado e Conclusão: Os resultados indicaram que os pacientes apresentaram preferência pelo uso do Infliximabe Originador em relação ao Biossimilar avaliado, independentemente do período em que de tratamento. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação à percepção de segurança do tratamento entre o uso do originador no período pré-biossimilar e o uso do biossimilar (p= 0,394). Entretanto, a comparação entre a percepção de segurança do biossimilar em relação ao uso do originador pós-biossimilar revelou diferença significativa (p=0,034), possivelmente associada ao processo de intercambialidade (switch), com retorno ao originador após o uso do biossimilar. Quando comparadas as percepções acerca do uso do originador (independente do período) e do biossimilar, não houve diferença estatisticamente significativa (p=0,169). Esses achados indicam que o switch do infliximabe contribui para uma mudança na percepção de segurança do tratamento por parte dos pacientes, em especial pela ocorrência de eventos adversos. Esse resultado contribui para um melhor entendimento dos efeitos da intercambialidade de imunobiológicos no contexto da saúde pública e ressalta a necessidade de estudos multicêntricos para avaliar o impacto a longo prazo dos biossimilares.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Troca entre Infliximabe Originador e Biossimilar: Percepção de Segurança de Pacientes com Doenças Autoimunes na Bahia
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Introdução: Nas últimas décadas, os medicamentos imunobiológicos têm se consolidado como inovações de grande no manejo de doenças crônicas e autoimunes e contribuindo de forma significativa para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Contudo, o elevado custo dessas terapias pode restringir o acesso de modo que os biossimilares se configuram como alternativa viável aos imunobiológicos de referência (originadores).
A avaliação da intercambialidade (switching) entre essas tecnologias ainda é indispensável, considerando que, por se tratarem de moléculas biológicas, podem apresentar variações no perfil de resposta, sobretudo no caso de anticorpos monoclonais, como o infliximabe.
Objetivo: Este estudo teve como propósito analisar a percepção de pacientes com diagnóstico de doenças inflamatórias autoimunes quanto a segurança do tratamento com infliximabe originador em relação ao biossimilar.
Métodos: Estudo descritivo transversal realizado entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Foram incluídos na análise pacientes cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, provenientes de dois centros de infusão na Bahia, que utilizaram ou utilizam Infliximabe originador e/ou biossimilar.
Foi aplicado um formulário eletrônico destinado à coleta de dados ambispectivos, contemplando informações sociodemográficas e relacionadas ao uso do imunobiológico, bem como a aplicação de um questionário padronizado (TSQM II versão 1.
4), voltado à avaliação da percepção do paciente, quanto à segurança, com o tratamento biológico.
Esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia - SESAB (CAAE: 89660418.
8.
2001.
0052).
Resultado e Conclusão: Os resultados indicaram que os pacientes apresentaram preferência pelo uso do Infliximabe Originador em relação ao Biossimilar avaliado, independentemente do período em que de tratamento.
Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação à percepção de segurança do tratamento entre o uso do originador no período pré-biossimilar e o uso do biossimilar (p= 0,394).
Entretanto, a comparação entre a percepção de segurança do biossimilar em relação ao uso do originador pós-biossimilar revelou diferença significativa (p=0,034), possivelmente associada ao processo de intercambialidade (switch), com retorno ao originador após o uso do biossimilar.
Quando comparadas as percepções acerca do uso do originador (independente do período) e do biossimilar, não houve diferença estatisticamente significativa (p=0,169).
Esses achados indicam que o switch do infliximabe contribui para uma mudança na percepção de segurança do tratamento por parte dos pacientes, em especial pela ocorrência de eventos adversos.
Esse resultado contribui para um melhor entendimento dos efeitos da intercambialidade de imunobiológicos no contexto da saúde pública e ressalta a necessidade de estudos multicêntricos para avaliar o impacto a longo prazo dos biossimilares.
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