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ARGUIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA OSTEOMIELITE NO BRASIL DE 2016 A 2020

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Introdução: A osteomielite é causada por bactérias, micobactérias ou fungos capazes de infeccionar os ossos, com uma disseminação que se dá por meio da corrente sanguínea, por proximidade a tecidos infectados ou exposição tecidual contaminada. Alguns sintomas podem surgir, sendo eles febre e perda ponderal, além do risco de hipoperfusão do osso acometido, causada pela compressão de vasos sanguíneos da medula óssea. No Brasil, em média, casos de osteomielite respondem por afastamentos do trabalho numa média de 30 a 90 dias. A maioria das infecções são identificadas por meio de exames de sangue inespecíficos, biópsia do tecido e exames de diagnóstico por imagem. Quanto ao tratamento, além da administração de antibióticos pode ser necessária a remoção do osso infectado. Nesse contexto, observamos a necessidade de analisar o número de casos que reflete a possibilidade de mau prognóstico e o impacto na qualidade de vida dos indivíduos. Objetivos: Tendo em vista a grande incidência da doença , justifica-se a execução do presente estudo com o intuito de se realizar a análise epidemiológica da Osteomielite no Brasil de 2016 a 2020, embasando-se nas variáveis faixa etária e sexo identificando-se os respectivos coeficientes de mortalidade e letalidade. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva, realizado por meio da coleta de dados de 2016 até 2020 da Osteomielite no Brasil disponibilizado pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH). Por meio das informações coletadas, as análises foram baseadas no Coeficiente de Mortalidade (CM) na Taxa de Letalidade Hospitalar (TLH) sendo que a faixa etária utilizada foi a mesma adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de nascidos vivos durante o período de análise teve como fonte Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Resultados: a região com o maior número absoluto de óbitos foi a sudeste (51,5%) enquanto a região com menor número de óbitos foi a Norte (2,8%). Quanto ao sexo, houve discreta predominancia masculina, na proporção de 14:13. Ao se analisar a faixa etária é evidente a predominância dos óbitos entre os idosos (acima dos 60 anos) e não é possível estabelecer um padrão linear de melhora ou piora dos índices, visto que 2016 apresentou 226 óbitos por osteomielite registrados, caindo para 173 em 2017 e voltando a subir até 200 em 2019 Conclusão: Dessa maneira, nota-se que a osteomielite atinge comumente pessoas idosas, embora indivíduos com quadros clínicos graves e portadores de imunodeficiência estejam no grupo de risco, independentemente da faixa etária. Para que o tratamento tenha um bom prognóstico é de fundamental importância efetuar o diagnóstico correto da lesão, pois, para cada tipo de osteomielites existem formas específicas de tratamento. PALAVRAS-CHAVE: Osteomielite, Epidemiologia, Ortopedia
Title: ARGUIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA OSTEOMIELITE NO BRASIL DE 2016 A 2020
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Introdução: A osteomielite é causada por bactérias, micobactérias ou fungos capazes de infeccionar os ossos, com uma disseminação que se dá por meio da corrente sanguínea, por proximidade a tecidos infectados ou exposição tecidual contaminada.
Alguns sintomas podem surgir, sendo eles febre e perda ponderal, além do risco de hipoperfusão do osso acometido, causada pela compressão de vasos sanguíneos da medula óssea.
No Brasil, em média, casos de osteomielite respondem por afastamentos do trabalho numa média de 30 a 90 dias.
A maioria das infecções são identificadas por meio de exames de sangue inespecíficos, biópsia do tecido e exames de diagnóstico por imagem.
Quanto ao tratamento, além da administração de antibióticos pode ser necessária a remoção do osso infectado.
Nesse contexto, observamos a necessidade de analisar o número de casos que reflete a possibilidade de mau prognóstico e o impacto na qualidade de vida dos indivíduos.
Objetivos: Tendo em vista a grande incidência da doença , justifica-se a execução do presente estudo com o intuito de se realizar a análise epidemiológica da Osteomielite no Brasil de 2016 a 2020, embasando-se nas variáveis faixa etária e sexo identificando-se os respectivos coeficientes de mortalidade e letalidade.
Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva, realizado por meio da coleta de dados de 2016 até 2020 da Osteomielite no Brasil disponibilizado pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH).
Por meio das informações coletadas, as análises foram baseadas no Coeficiente de Mortalidade (CM) na Taxa de Letalidade Hospitalar (TLH) sendo que a faixa etária utilizada foi a mesma adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número de nascidos vivos durante o período de análise teve como fonte Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC).
Resultados: a região com o maior número absoluto de óbitos foi a sudeste (51,5%) enquanto a região com menor número de óbitos foi a Norte (2,8%).
Quanto ao sexo, houve discreta predominancia masculina, na proporção de 14:13.
Ao se analisar a faixa etária é evidente a predominância dos óbitos entre os idosos (acima dos 60 anos) e não é possível estabelecer um padrão linear de melhora ou piora dos índices, visto que 2016 apresentou 226 óbitos por osteomielite registrados, caindo para 173 em 2017 e voltando a subir até 200 em 2019 Conclusão: Dessa maneira, nota-se que a osteomielite atinge comumente pessoas idosas, embora indivíduos com quadros clínicos graves e portadores de imunodeficiência estejam no grupo de risco, independentemente da faixa etária.
Para que o tratamento tenha um bom prognóstico é de fundamental importância efetuar o diagnóstico correto da lesão, pois, para cada tipo de osteomielites existem formas específicas de tratamento.
PALAVRAS-CHAVE: Osteomielite, Epidemiologia, Ortopedia.

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