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O corpo é possível: uma leitura do erotismo na poesia de Paula Tavares
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Este artigo se volta para a poética de Paula Tavares, autora de Ritos de passagem, obra que se constitui como marco inicial, publicada em 1985. Angolana, do sul de Angola, da Huíla, traz o corpo da mulher e seu erotismo como temática fulcral de seu trabalho, irrompendo na literatura a partir de um viés transgressor dos costumes, com uma escrita e dicção no feminino. É nas poesias publicadas ao longo dos seus seis livros que encontramos os elementos principais para a construção desse texto, principalmente nos poemas que aludem ao corpo feminino e ao erótico, bem como nos poemas que nos sugerem uma perspectiva de leitura com base em questões de gênero. Pensando a teoria de Hélène Cixous, em The laugh of the Medusa (1976), partimos do princípio de que há uma autoria feminina na produção de Paula Tavares, para que, assim, possamos verificar os elementos que surgem nessa e dessa escrita. Investigamos, consequentemente, como se dá o erótico na poética de Paula Tavares e os caminhos que nos são oferecidos para refletirmos sobre as questões de gênero deflagradas nas sociedades durante a história da humanidade. Para aprofundarmos as análises sobre o corpo e o erotismo, utilizamos, com mais ênfase, as colaborações teóricas de Elisabeth Grosz, em Corpos reconfigurados (2000); Elódia Xavier, em Que corpo é esse? O corpo no imaginário feminino (2007); Georges Bataille, em O erotismo (2014); Octavio Paz, em A dupla chama: amor e erotismo (1914); Audre Lorde, em Sister outsider: essays and speeches (1984). A pesquisa que aqui propomos se constitui metodologicamente como bibliográfica e analítica.Paula Tavares, escrita feminina, erotismo.
Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV
Title: O corpo é possível: uma leitura do erotismo na poesia de Paula Tavares
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Este artigo se volta para a poética de Paula Tavares, autora de Ritos de passagem, obra que se constitui como marco inicial, publicada em 1985.
Angolana, do sul de Angola, da Huíla, traz o corpo da mulher e seu erotismo como temática fulcral de seu trabalho, irrompendo na literatura a partir de um viés transgressor dos costumes, com uma escrita e dicção no feminino.
É nas poesias publicadas ao longo dos seus seis livros que encontramos os elementos principais para a construção desse texto, principalmente nos poemas que aludem ao corpo feminino e ao erótico, bem como nos poemas que nos sugerem uma perspectiva de leitura com base em questões de gênero.
Pensando a teoria de Hélène Cixous, em The laugh of the Medusa (1976), partimos do princípio de que há uma autoria feminina na produção de Paula Tavares, para que, assim, possamos verificar os elementos que surgem nessa e dessa escrita.
Investigamos, consequentemente, como se dá o erótico na poética de Paula Tavares e os caminhos que nos são oferecidos para refletirmos sobre as questões de gênero deflagradas nas sociedades durante a história da humanidade.
Para aprofundarmos as análises sobre o corpo e o erotismo, utilizamos, com mais ênfase, as colaborações teóricas de Elisabeth Grosz, em Corpos reconfigurados (2000); Elódia Xavier, em Que corpo é esse? O corpo no imaginário feminino (2007); Georges Bataille, em O erotismo (2014); Octavio Paz, em A dupla chama: amor e erotismo (1914); Audre Lorde, em Sister outsider: essays and speeches (1984).
A pesquisa que aqui propomos se constitui metodologicamente como bibliográfica e analítica.
Paula Tavares, escrita feminina, erotismo.
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