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Manejo da tosse aguda: recomendações e avaliação de diretrizes clínicas segundo Agree II
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Introdução: A tosse é uma das principais causas de procura de atendimento na atenção primária em saúde por afetar a qualidade de vida do paciente. É considerada como problema de saúde autolimitado pela baixa gravidade e curto período de latência, com até 3 semanas de remissão. Objetivo: Avaliar a qualidade das 11 diretrizes clínicas para o tratamento da tosse aguda. Material e Método: As diretrizes selecionadas foram avaliadas por quatro revisores com o instrumento Appraisal of Guidelines for Research & Evaluation, AGREE II. O critério de classificação da recomendação foi feito com a média da porcentagem obtida em cada domínio das diretrizes. Com peso dois para rigor de desenvolvimento e aplicabilidade da diretriz para resultados >60% eram fortemente recomendados. As diretrizes para resultados 30-60% eram recomendadas com modificações. Para <30%, não foi recomendado. Resultados: Apenas uma diretriz teve como foco a atenção farmacêutica. Demonstrou-se através da avaliação que a terapia farmacológica e desnecessária, uma vez que os estudos clínicos apresentados pelas diretrizes relataram que a maioria dos resultados não obtiveram diferenças significativas entre o placebo e os medicamentos. Evidenciam também falhas no desenvolvimento metodológico dos estudos. As medidas não farmacológicas foram recomendadas como tratamento de primeira linha para os sintomas de tosse aguda. Tampouco, foi demonstrado no estudo que o uso de antibióticos para tosse aguda é recomendado, porém uma medida incorreta de manejo da tosse aguda. O domínio “Escopo e Finalidade” apresentou a melhor pontuação e chegou a 100%. Independência Editorial apresentou a pior pontuação (0%) em duas diretrizes com a maior variação do escore (0%-98%). Clareza da Apresentação teve menor variação (75%-93%). Aplicabilidade das diretrizes teve a pontuação média mais baixa, 46% (variação de 2% a 88%).o tratamento farmacológico foi considerado desnecessário para a maioria dos casos em (oito diretrizes), dextrometorfano (sete diretrizes), guaifenesina (cinco diretrizes), antibióticos (oito diretrizes) e zinco (cinco diretrizes). Três medicamentos muito utilizados no Brasil, o clobutinol, a cloperastina e a dropropizina, não foram mencionados nas diretrizes. Discussão e Conclusões: As medidas farmacológicas se mostraram pouco recomendadas no conjunto de diretrizes avaliados. Também foi demonstrado no estudo que o uso de antibióticos para tosse aguda se consolida como medida incorreta de tratamento. A maior parte das diretrizes clínicas analisadas obtiveram bons escores na análise de qualidade. Novos estudos são recomendados para obtenção de alternativas farmacológicas mais promissoras. A maior parte das diretrizes clínicas analisadas obtiveram bons escores na análise de qualidade. Novos estudos são recomendados para obtenção de alternativas farmacológicas mais promissoras.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Manejo da tosse aguda: recomendações e avaliação de diretrizes clínicas segundo Agree II
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Introdução: A tosse é uma das principais causas de procura de atendimento na atenção primária em saúde por afetar a qualidade de vida do paciente.
É considerada como problema de saúde autolimitado pela baixa gravidade e curto período de latência, com até 3 semanas de remissão.
Objetivo: Avaliar a qualidade das 11 diretrizes clínicas para o tratamento da tosse aguda.
Material e Método: As diretrizes selecionadas foram avaliadas por quatro revisores com o instrumento Appraisal of Guidelines for Research & Evaluation, AGREE II.
O critério de classificação da recomendação foi feito com a média da porcentagem obtida em cada domínio das diretrizes.
Com peso dois para rigor de desenvolvimento e aplicabilidade da diretriz para resultados >60% eram fortemente recomendados.
As diretrizes para resultados 30-60% eram recomendadas com modificações.
Para <30%, não foi recomendado.
Resultados: Apenas uma diretriz teve como foco a atenção farmacêutica.
Demonstrou-se através da avaliação que a terapia farmacológica e desnecessária, uma vez que os estudos clínicos apresentados pelas diretrizes relataram que a maioria dos resultados não obtiveram diferenças significativas entre o placebo e os medicamentos.
Evidenciam também falhas no desenvolvimento metodológico dos estudos.
As medidas não farmacológicas foram recomendadas como tratamento de primeira linha para os sintomas de tosse aguda.
Tampouco, foi demonstrado no estudo que o uso de antibióticos para tosse aguda é recomendado, porém uma medida incorreta de manejo da tosse aguda.
O domínio “Escopo e Finalidade” apresentou a melhor pontuação e chegou a 100%.
Independência Editorial apresentou a pior pontuação (0%) em duas diretrizes com a maior variação do escore (0%-98%).
Clareza da Apresentação teve menor variação (75%-93%).
Aplicabilidade das diretrizes teve a pontuação média mais baixa, 46% (variação de 2% a 88%).
o tratamento farmacológico foi considerado desnecessário para a maioria dos casos em (oito diretrizes), dextrometorfano (sete diretrizes), guaifenesina (cinco diretrizes), antibióticos (oito diretrizes) e zinco (cinco diretrizes).
Três medicamentos muito utilizados no Brasil, o clobutinol, a cloperastina e a dropropizina, não foram mencionados nas diretrizes.
Discussão e Conclusões: As medidas farmacológicas se mostraram pouco recomendadas no conjunto de diretrizes avaliados.
Também foi demonstrado no estudo que o uso de antibióticos para tosse aguda se consolida como medida incorreta de tratamento.
A maior parte das diretrizes clínicas analisadas obtiveram bons escores na análise de qualidade.
Novos estudos são recomendados para obtenção de alternativas farmacológicas mais promissoras.
A maior parte das diretrizes clínicas analisadas obtiveram bons escores na análise de qualidade.
Novos estudos são recomendados para obtenção de alternativas farmacológicas mais promissoras.
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