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Incontinência urinária durante atividade sexual e qualidade de vida de pacientes atendidas em unidadeterciária do Sistema Único de Saúde

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Introdução: A incontinência urinária ao coito (IUC) é um dos vários sintomas que caracterizam a incontinência urinária (IU) feminina, de acordo com a padronização de nomenclatura das sociedades internacionais, e contribui para o impacto negativo dessa condição sobre a qualidade de vida (QV). Objetivo: Identificar, em um grupo de mulheres incontinentes, fatores epidemiológicos e clínicos associados à perda urinária durante a relação sexual e o seu impacto sobre a QV. Métodos: Este estudo é parte do projeto de pesquisa sobre o impacto da IU sobre a QV de pacientes atendidas no ambulatório de uroginecologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HUAP. Pacientes encaminhadas para avaliação especializada foram submetidas a investigação dos sintomas urinários, entre eles a IUC, e forneceram informações epidemiológicas e clínicas. Responderam, além disso, ao questionário King’s Health Questionnaire, cujo domínio relações pessoais investiga o impacto da IU sobre a vida sexual e o relacionamento familiar. Foram analisadas as seguintes variáveis: idade, escolaridade, ter ou não parceiro, estado menstrual, diagnóstico cínico do tipo de IU (incontinência de esforço, bexiga hiperativa e incontinência mista), sintomas de incontinência anal (perda involuntária de gases e/ou fezes) e prolapso, história de hipertensão, diabetes, número de comorbidades, polifarmácia (uso de mais de cinco medicamentos), índice de massa corpórea, tipo e estadiamento do prolapso genital de acordo com o sistema Pelvic Organ Prolapse Quantification. Resultados e conclusão: Foram incluídas no estudo 151 pacientes com IU e vida sexual ativa, das quais 68 referiam IUC e 83 não apresentavam o sintoma. Mostraram associação estatisticamente significante com a IUC a idade mais jovem, a presença de incontinência anal e o diagnóstico clínico de incontinência urinária mista. Nenhuma paciente com diagnóstico de bexiga hiperativa tinha queixade IUC. Não houve diferença entre os grupos no que se refere à percepção geral de saúde. Os domínios do King’s Health Questionnaire mais afetados foram relações sociais, relações pessoais e medidas de gravidade da IU. A literatura mostra que o interesse sexual em geral diminui com o aumento da idade das mulheres. Por isso, mulheres mais jovens, com demanda por vida sexual, podem estar mais expostas a situações que levem à queixa de IUC. Os sintomas de urgência e urge-incontinência aumentam com a faixa etária, quando a atividade sexual decai, o que pode explicar o fato de mulheres com tais sintomas não terem IUC. As disfunções do assoalho pélvico podem estar relacionadas, o que justifica a associação de incontinência anal com IUC. Concluímos, portanto, que a IUC está associada à idade, ao tipo de IU e à presença de incontinência anal e compromete os domínios de QV que avaliam as relações pessoais e sociais, mas não afeta a percepção geral de saúde no grupo de mulheres atendidas no HUAP.
Title: Incontinência urinária durante atividade sexual e qualidade de vida de pacientes atendidas em unidadeterciária do Sistema Único de Saúde
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Introdução: A incontinência urinária ao coito (IUC) é um dos vários sintomas que caracterizam a incontinência urinária (IU) feminina, de acordo com a padronização de nomenclatura das sociedades internacionais, e contribui para o impacto negativo dessa condição sobre a qualidade de vida (QV).
Objetivo: Identificar, em um grupo de mulheres incontinentes, fatores epidemiológicos e clínicos associados à perda urinária durante a relação sexual e o seu impacto sobre a QV.
Métodos: Este estudo é parte do projeto de pesquisa sobre o impacto da IU sobre a QV de pacientes atendidas no ambulatório de uroginecologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HUAP.
Pacientes encaminhadas para avaliação especializada foram submetidas a investigação dos sintomas urinários, entre eles a IUC, e forneceram informações epidemiológicas e clínicas.
Responderam, além disso, ao questionário King’s Health Questionnaire, cujo domínio relações pessoais investiga o impacto da IU sobre a vida sexual e o relacionamento familiar.
Foram analisadas as seguintes variáveis: idade, escolaridade, ter ou não parceiro, estado menstrual, diagnóstico cínico do tipo de IU (incontinência de esforço, bexiga hiperativa e incontinência mista), sintomas de incontinência anal (perda involuntária de gases e/ou fezes) e prolapso, história de hipertensão, diabetes, número de comorbidades, polifarmácia (uso de mais de cinco medicamentos), índice de massa corpórea, tipo e estadiamento do prolapso genital de acordo com o sistema Pelvic Organ Prolapse Quantification.
Resultados e conclusão: Foram incluídas no estudo 151 pacientes com IU e vida sexual ativa, das quais 68 referiam IUC e 83 não apresentavam o sintoma.
Mostraram associação estatisticamente significante com a IUC a idade mais jovem, a presença de incontinência anal e o diagnóstico clínico de incontinência urinária mista.
Nenhuma paciente com diagnóstico de bexiga hiperativa tinha queixade IUC.
Não houve diferença entre os grupos no que se refere à percepção geral de saúde.
Os domínios do King’s Health Questionnaire mais afetados foram relações sociais, relações pessoais e medidas de gravidade da IU.
A literatura mostra que o interesse sexual em geral diminui com o aumento da idade das mulheres.
Por isso, mulheres mais jovens, com demanda por vida sexual, podem estar mais expostas a situações que levem à queixa de IUC.
Os sintomas de urgência e urge-incontinência aumentam com a faixa etária, quando a atividade sexual decai, o que pode explicar o fato de mulheres com tais sintomas não terem IUC.
As disfunções do assoalho pélvico podem estar relacionadas, o que justifica a associação de incontinência anal com IUC.
Concluímos, portanto, que a IUC está associada à idade, ao tipo de IU e à presença de incontinência anal e compromete os domínios de QV que avaliam as relações pessoais e sociais, mas não afeta a percepção geral de saúde no grupo de mulheres atendidas no HUAP.

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