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Dezesseis anos de transplante renal: uma coorte aberta no sistema único de saúde no Brasil

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Objetivo: Analisar a sobrevida do enxerto dos pacientes transplantados renais no Brasil entre 2000 e 2015. Métodos: Coorte histórica aberta, de pacientes transplantados renais pelo SUS, construída por meio de pareamento determinístico-probabilístico de bases de dados administrativos do SUS. A probabilidade acumulada de sobrevivência foi estimada por Kaplan-Meier e a diferença entre as curvas comparada pelo Teste de Log-Rank. Potenciais fatores associados à perda do enxerto foram avaliados por análises uni e multivariada. O modelo de Cox foi utilizado para calcular o Hazard-Ratio, considerando o intervalo de confiança 95%. Resultados: Foram incluídos 44.795 pacientes. A maioria do sexo mascu-lino (60,1%) com idade mediana de 42 anos. A análise demonstrou taxas de sobrevivência do enxerto renal de 91,2%, 77,0%, 57,5% e 42,1% para um, cinco, dez e 15 anos, respectivamente. A análise multivariada demonstrou um risco maior de perda do enxerto associado ao transplante com órgãos de doador falecido, aos anos adicionais de idade, aos pacientes que se declararam de cor preta, à maior período mediano de diálise anteriorao transplante (>38 meses), ao diagnóstico primário de diabetes mellitus e hipertensão arterial e ao regime imunossupressor contendo micofenolato. Conclusão: Esta análise retrospectiva de âmbito nacional apresenta dados epidemiológicos de relevância para a saúde pública acerca da taxa de sobrevivência e dos fatores de risco associados à perda do enxerto de pacientes transplantados renais no SUS. Os resultados possibilitam um pa-norama do transplante de rim no país, demonstrando efetividade e melhorias progressivas potencialmente úteis para os gestores na reavaliação de diretrizes clínicas.
Title: Dezesseis anos de transplante renal: uma coorte aberta no sistema único de saúde no Brasil
Description:
Objetivo: Analisar a sobrevida do enxerto dos pacientes transplantados renais no Brasil entre 2000 e 2015.
Métodos: Coorte histórica aberta, de pacientes transplantados renais pelo SUS, construída por meio de pareamento determinístico-probabilístico de bases de dados administrativos do SUS.
A probabilidade acumulada de sobrevivência foi estimada por Kaplan-Meier e a diferença entre as curvas comparada pelo Teste de Log-Rank.
Potenciais fatores associados à perda do enxerto foram avaliados por análises uni e multivariada.
 O modelo de Cox foi utilizado para calcular o Hazard-Ratio, considerando o intervalo de confiança 95%.
Resultados: Foram incluídos 44.
795 pacientes.
A maioria do sexo mascu-lino (60,1%) com idade mediana de 42 anos.
A análise demonstrou taxas de sobrevivência do enxerto renal de 91,2%, 77,0%, 57,5% e 42,1% para um, cinco, dez e 15 anos, respectivamente.
A análise multivariada demonstrou um risco maior de perda do enxerto associado ao transplante com órgãos de doador falecido, aos anos adicionais de idade, aos pacientes que se declararam de cor preta, à maior período mediano de diálise anteriorao transplante (>38 meses), ao diagnóstico primário de diabetes mellitus e hipertensão arterial e ao regime imunossupressor contendo micofenolato.
Conclusão: Esta análise retrospectiva de âmbito nacional apresenta dados epidemiológicos de relevância para a saúde pública acerca da taxa de sobrevivência e dos fatores de risco associados à perda do enxerto de pacientes transplantados renais no SUS.
Os resultados possibilitam um pa-norama do transplante de rim no país, demonstrando efetividade e melhorias progressivas potencialmente úteis para os gestores na reavaliação de diretrizes clínicas.

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