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60 anos do golpe de 1964 | Entrevista com Tatyana de Amaral Maia
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Tatyana de Amaral Maia, professora de História da UERJ, enfatiza a importância de entender o golpe de 1964 como um evento civil-militar apoiado por setores diversos, incluindo militares, políticos conservadores e a elite econômica. A historiografia atual reflete debates sobre as razões do golpe, incluindo a politização do anticomunismo e o apoio dos EUA, salientando que a ditadura resultante promoveu ampla violência e censura. A transição para a democracia foi negociada, limitando a Justiça de Transição e perpetuando a impunidade, especialmente pela manutenção da Lei da Anistia. A crítica crescente ao modelo de transição tem alimentado negacionismos que minimizam os impactos da ditadura, refletindo no aumento da militarização e na presença das Forças Armadas na política. A crise política desde 2013 ampliou a influência da extrema-direita, transformando as narrativas públicas. Ela frisa que a cultura autoritária, ainda presente nas esferas públicas, ameaça ideais democráticos e a justiça social, apontando a necessidade dos historiadores de se engajarem pela democracia. O contexto atual, com um Congresso conservador e desafios econômicos, exige cuidado na preservação e fortalecimento da democracia, especialmente em um ano de eleições municipais cruciais para o futuro político do país.
Title: 60 anos do golpe de 1964 | Entrevista com Tatyana de Amaral Maia
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Tatyana de Amaral Maia, professora de História da UERJ, enfatiza a importância de entender o golpe de 1964 como um evento civil-militar apoiado por setores diversos, incluindo militares, políticos conservadores e a elite econômica.
A historiografia atual reflete debates sobre as razões do golpe, incluindo a politização do anticomunismo e o apoio dos EUA, salientando que a ditadura resultante promoveu ampla violência e censura.
A transição para a democracia foi negociada, limitando a Justiça de Transição e perpetuando a impunidade, especialmente pela manutenção da Lei da Anistia.
A crítica crescente ao modelo de transição tem alimentado negacionismos que minimizam os impactos da ditadura, refletindo no aumento da militarização e na presença das Forças Armadas na política.
A crise política desde 2013 ampliou a influência da extrema-direita, transformando as narrativas públicas.
Ela frisa que a cultura autoritária, ainda presente nas esferas públicas, ameaça ideais democráticos e a justiça social, apontando a necessidade dos historiadores de se engajarem pela democracia.
O contexto atual, com um Congresso conservador e desafios econômicos, exige cuidado na preservação e fortalecimento da democracia, especialmente em um ano de eleições municipais cruciais para o futuro político do país.
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