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Avaliação da acuidade visual em escolares de uma escola pública de Volta Redonda-RJ

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Introdução: A visão é um sentido essencial para o aprendizado. A detecção precoce de problemas visuais é uma medida de assistência primária importante, já que os problemas oftalmológicos são a terceira causa mais frequente de problemas de saúde entre escolares, observando-se estreita relação entre os problemas visuais e o rendimento escolar. Porém, a maioria dos defeitos da visão pode ser corrigida se for diagnosticada e tratada a tempo e, por isso, reforça-se a importância do rastreamento e atenção primários quanto à saúde ocular pediátrica. Objetivo: Realizar uma triagem de problemas visuais, através do exame de acuidade visual (AV), em crianças entre 06 e 13 anos. Diante dos resultados, notificar os pais e o posto de saúde do bairro para mostrar a importância de uma avaliação com o oftalmologista, a fim de corrigir esse distúrbio, de forma a prevenir e tratar as complicações decorrentes dessa deficiência, principalmente envolvendo o aprendizado e rendimento escolar. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, quantitativo, buscando avaliar deficiências visuais em crianças e adolescentes entre 06 e 13 anos, em ambos os sexos, matriculados entre o primeiro e quinto ano do ensino fundamental, da escola municipal Paulo VI, do município de Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro. Resultados: Das 280 crianças avaliadas, verificou-se que 16% do total de escolares apresentaram baixa AV, havendo ligeiro predomínio de 9% no sexo feminino, contra 7% no sexo masculino. Do total de alunos, 5% faziam uso de lentes corretivas no momento do teste, e afirmaram usá-los diariamente. Constatou-se, ao fim do teste, que 50% dos escolares que faziam o uso de lentes corretivas apresentavam baixa acuidade visual, mesmo utilizando meios para tentar corrigir a visão. Verificou-se também que, do total de alunos que apresentavam baixa acuidade visual, apenas 31% usavam lentes corretivas, evidenciando que existe um número relativo de crianças que têm problemas visuais, mas ainda não utilizaram qualquer método para correção. Do total de alunos examinados, 29% deles possuíam um ou mais sintomas que podem estar relacionados a distúrbios visuais. Já a análise feita nos alunos com baixa acuidade visual, verificou-se que a maioria deles, cerca de 58%, apresentaram um ou mais sintomas associados. Discussão: Dentre todos os resultados obtidos, destacamos que 16% do total de estudantes apresentaram acuidade visual prejudicada e que, entre estes, cerca 80% apresentaram rendimento escolar satisfatório, em contraste com o percentual de rendimento escolar satisfatório verificado para os alunos com a acuidade visual dentro da normalidade (92%). Ou seja, é grande o número de alunos com baixo rendimento que apresentam baixa acuidade visual, mostrando que, provavelmente, há uma relação entre ambos. A avaliação da saúde ocular de crianças, por meio da acuidade visual, deveria fazer parte do exame pediátrico. A avaliação e a detecção de possíveis agravos oculares deve ser o mais precoce possível já que, quanto maior o atraso na determinação de problemas visuais, menores serão as chances de recuperação e correção do problema, além de contribuir para o déficit de aproveitamento escolar e de socialização e estar relacionado a alterações nos estados emocional e psicológico das crianças. Conclusão: A avaliação e a detecção de possíveis agravos oculares deve ser o mais precoce possível já que, quanto maior o atraso na determinação de problemas visuais, menores serão as chances de recuperação e correção do problema, além de contribuir para o déficit de aproveitamento escolar e de socialização e estar relacionado a alterações nos estados emocional e psicológico das crianças.. Portanto, deve ser incentivada a realização de campanhas para a detecção e prevenção de problemas visuais, permitindo, dessa forma, um melhor rastreamento quanto às alterações visuais na rede de escolas públicas.
Title: Avaliação da acuidade visual em escolares de uma escola pública de Volta Redonda-RJ
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Introdução: A visão é um sentido essencial para o aprendizado.
A detecção precoce de problemas visuais é uma medida de assistência primária importante, já que os problemas oftalmológicos são a terceira causa mais frequente de problemas de saúde entre escolares, observando-se estreita relação entre os problemas visuais e o rendimento escolar.
Porém, a maioria dos defeitos da visão pode ser corrigida se for diagnosticada e tratada a tempo e, por isso, reforça-se a importância do rastreamento e atenção primários quanto à saúde ocular pediátrica.
Objetivo: Realizar uma triagem de problemas visuais, através do exame de acuidade visual (AV), em crianças entre 06 e 13 anos.
Diante dos resultados, notificar os pais e o posto de saúde do bairro para mostrar a importância de uma avaliação com o oftalmologista, a fim de corrigir esse distúrbio, de forma a prevenir e tratar as complicações decorrentes dessa deficiência, principalmente envolvendo o aprendizado e rendimento escolar.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, quantitativo, buscando avaliar deficiências visuais em crianças e adolescentes entre 06 e 13 anos, em ambos os sexos, matriculados entre o primeiro e quinto ano do ensino fundamental, da escola municipal Paulo VI, do município de Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro.
Resultados: Das 280 crianças avaliadas, verificou-se que 16% do total de escolares apresentaram baixa AV, havendo ligeiro predomínio de 9% no sexo feminino, contra 7% no sexo masculino.
Do total de alunos, 5% faziam uso de lentes corretivas no momento do teste, e afirmaram usá-los diariamente.
Constatou-se, ao fim do teste, que 50% dos escolares que faziam o uso de lentes corretivas apresentavam baixa acuidade visual, mesmo utilizando meios para tentar corrigir a visão.
Verificou-se também que, do total de alunos que apresentavam baixa acuidade visual, apenas 31% usavam lentes corretivas, evidenciando que existe um número relativo de crianças que têm problemas visuais, mas ainda não utilizaram qualquer método para correção.
Do total de alunos examinados, 29% deles possuíam um ou mais sintomas que podem estar relacionados a distúrbios visuais.
Já a análise feita nos alunos com baixa acuidade visual, verificou-se que a maioria deles, cerca de 58%, apresentaram um ou mais sintomas associados.
Discussão: Dentre todos os resultados obtidos, destacamos que 16% do total de estudantes apresentaram acuidade visual prejudicada e que, entre estes, cerca 80% apresentaram rendimento escolar satisfatório, em contraste com o percentual de rendimento escolar satisfatório verificado para os alunos com a acuidade visual dentro da normalidade (92%).
Ou seja, é grande o número de alunos com baixo rendimento que apresentam baixa acuidade visual, mostrando que, provavelmente, há uma relação entre ambos.
A avaliação da saúde ocular de crianças, por meio da acuidade visual, deveria fazer parte do exame pediátrico.
A avaliação e a detecção de possíveis agravos oculares deve ser o mais precoce possível já que, quanto maior o atraso na determinação de problemas visuais, menores serão as chances de recuperação e correção do problema, além de contribuir para o déficit de aproveitamento escolar e de socialização e estar relacionado a alterações nos estados emocional e psicológico das crianças.
Conclusão: A avaliação e a detecção de possíveis agravos oculares deve ser o mais precoce possível já que, quanto maior o atraso na determinação de problemas visuais, menores serão as chances de recuperação e correção do problema, além de contribuir para o déficit de aproveitamento escolar e de socialização e estar relacionado a alterações nos estados emocional e psicológico das crianças.
Portanto, deve ser incentivada a realização de campanhas para a detecção e prevenção de problemas visuais, permitindo, dessa forma, um melhor rastreamento quanto às alterações visuais na rede de escolas públicas.

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