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Geografia da loucura: as paisagens da psiquiatria

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Em uma perspectiva arqueológica do saber, tramou-se uma discussão entre os conceitos de paisagem e de loucura. A partir da história da loucura, abriram-se dois percursos de análise: a historicidade, pela externalidade da loucura (a loucura na paisagem), e a geograficidade, pela internalidade da loucura (a paisagem na loucura). Isso conforme o seguimento histórico da loucura como: mania, estultícia, ilusão, desrazão, alienação e anormalidade. Da paisagem à loucura, perpetraram-se nos processos de institucionalização — por asilos, manicômios e hospícios — e de desinstitucionalização, em questões da psicanálise e da fenomenologia sobre o próprio louco. Da loucura à paisagem, permeia-se a criatividade da loucura, em vista de irromper a paisagem da loucura como paisagens filosóficas, literárias, plásticas, científicas etc. Com isso, critica-se a paisagem normal nos ditames capitalistas da psicopatologia e da farmacologia, propondo, assim, a noção de sociedade de diferenças; isto é: o normal é ser diferente.
Title: Geografia da loucura: as paisagens da psiquiatria
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Em uma perspectiva arqueológica do saber, tramou-se uma discussão entre os conceitos de paisagem e de loucura.
A partir da história da loucura, abriram-se dois percursos de análise: a historicidade, pela externalidade da loucura (a loucura na paisagem), e a geograficidade, pela internalidade da loucura (a paisagem na loucura).
Isso conforme o seguimento histórico da loucura como: mania, estultícia, ilusão, desrazão, alienação e anormalidade.
Da paisagem à loucura, perpetraram-se nos processos de institucionalização — por asilos, manicômios e hospícios — e de desinstitucionalização, em questões da psicanálise e da fenomenologia sobre o próprio louco.
Da loucura à paisagem, permeia-se a criatividade da loucura, em vista de irromper a paisagem da loucura como paisagens filosóficas, literárias, plásticas, científicas etc.
Com isso, critica-se a paisagem normal nos ditames capitalistas da psicopatologia e da farmacologia, propondo, assim, a noção de sociedade de diferenças; isto é: o normal é ser diferente.

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