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ANÁLISE TEMPORAL DO TRANSPLANTE RENAL NO BRASIL: COMPARAÇÃO REGIONAL DE 2013 A 2022

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Introdução: A doença renal crônica (DRC) representa um desafio crescente para a saúde pública mundial, impulsionada pelo envelhecimento da população e pelo aumento da obesidade, fatores relacionados ao aumento da prevalência de condições como hipertensão arterial sistêmica e Diabetes Mellitus, principais causas da DRC. No estágio mais avançado da doença, o tratamento inclui terapias renais substitutivas, como hemodiálise (HD), diálise peritoneal (DP) e transplante renal, este último associado a uma melhoria na qualidade de vida e na sobrevida do paciente. Este estudo analisa a tendência de transplantes renais no Brasil, destacando o contexto regional entre os anos 2013 e 2022. Objetivo: Analisar a distribuição demográfica dos transplantes renais realizados no Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, que se utilizou de dados secundários do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde do Brasil. Foi analisada a tendência temporal de transplantes renais nas 5 regiões brasileiras entre Janeiro de 2013 até Dezembro de 2022. Por se tratar de um banco de dados de domínio público, não precisou de submissão no Comitê de Ética e Pesquisa. Resultados: A região Sudeste liderou com 30.293 transplantes, seguida pelo Sul (12.548), Nordeste (9.040), Centro-Oeste (2.328) e Norte (765). Em 2019, houve um pico de 6.327 transplantes no país, com uma queda significativa para 4.840 em 2020, coincidindo com o período de pandemia do Covid-19 que sobrecarregou o sistema público de saúde. Após 2021, observou-se uma recuperação parcial, alcançando 5.402 transplantes em 2022. A região Norte teve a menor quantidade de transplantes e a maior queda percentual em 2020 (-21,3%). A região Centro-Oeste apresentou a menor redução percentual (-5,5%) e o maior crescimento percentual, de 163 transplantes em 2014 para 324 em 2019 (98,8%). No período analisado, os transplantes de rim falecido predominaram, com uma média anual de 4.537, enquanto os de rim vivo tiveram uma média de 960. Conclusão: As disparidades regionais, com o Norte apresentando o menor número de transplantes e a maior queda percentual, e o Centro-Oeste o maior crescimento percentual, indicam a necessidade de políticas públicas de saúde mais equitativas. Assim, a predominância de transplantes de rim falecido sugere oportunidades para incentivar doações de rim vivo e a coleta e análise contínua de dados são vitais para monitorar tendências e ajustar estratégias de saúde pública.
Title: ANÁLISE TEMPORAL DO TRANSPLANTE RENAL NO BRASIL: COMPARAÇÃO REGIONAL DE 2013 A 2022
Description:
Introdução: A doença renal crônica (DRC) representa um desafio crescente para a saúde pública mundial, impulsionada pelo envelhecimento da população e pelo aumento da obesidade, fatores relacionados ao aumento da prevalência de condições como hipertensão arterial sistêmica e Diabetes Mellitus, principais causas da DRC.
No estágio mais avançado da doença, o tratamento inclui terapias renais substitutivas, como hemodiálise (HD), diálise peritoneal (DP) e transplante renal, este último associado a uma melhoria na qualidade de vida e na sobrevida do paciente.
Este estudo analisa a tendência de transplantes renais no Brasil, destacando o contexto regional entre os anos 2013 e 2022.
Objetivo: Analisar a distribuição demográfica dos transplantes renais realizados no Brasil.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, que se utilizou de dados secundários do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde do Brasil.
Foi analisada a tendência temporal de transplantes renais nas 5 regiões brasileiras entre Janeiro de 2013 até Dezembro de 2022.
Por se tratar de um banco de dados de domínio público, não precisou de submissão no Comitê de Ética e Pesquisa.
Resultados: A região Sudeste liderou com 30.
293 transplantes, seguida pelo Sul (12.
548), Nordeste (9.
040), Centro-Oeste (2.
328) e Norte (765).
Em 2019, houve um pico de 6.
327 transplantes no país, com uma queda significativa para 4.
840 em 2020, coincidindo com o período de pandemia do Covid-19 que sobrecarregou o sistema público de saúde.
Após 2021, observou-se uma recuperação parcial, alcançando 5.
402 transplantes em 2022.
A região Norte teve a menor quantidade de transplantes e a maior queda percentual em 2020 (-21,3%).
A região Centro-Oeste apresentou a menor redução percentual (-5,5%) e o maior crescimento percentual, de 163 transplantes em 2014 para 324 em 2019 (98,8%).
No período analisado, os transplantes de rim falecido predominaram, com uma média anual de 4.
537, enquanto os de rim vivo tiveram uma média de 960.
Conclusão: As disparidades regionais, com o Norte apresentando o menor número de transplantes e a maior queda percentual, e o Centro-Oeste o maior crescimento percentual, indicam a necessidade de políticas públicas de saúde mais equitativas.
Assim, a predominância de transplantes de rim falecido sugere oportunidades para incentivar doações de rim vivo e a coleta e análise contínua de dados são vitais para monitorar tendências e ajustar estratégias de saúde pública.

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